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Aos 17 anos, ajudante de pedreiro recusou a universidade, reorganizou o canteiro e reduziu de 18 para 4,5 movimentos por tijolo, antecipando a ergonomia moderna na construção

Aos 17 anos, ajudante de pedreiro recusou a universidade, reorganizou o canteiro e reduziu de 18 para 4,5 movimentos por tijolo, antecipando a ergonomia moderna na construção

6 min de leitura

Aos 17 anos, ajudante de pedreiro recusou a universidade, reorganizou o canteiro e reduziu de 18 para 4,5 movimentos por tijolo, antecipando a ergonomia moderna na construção

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 05/08/2026 às 12:15

Atualizado em 05/08/2026 às 12:16

Construção, Indústria

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Aos 17 anos, Frank Bunker Gilbreth recusou a universidade e começou a trabalhar como ajudante de pedreiro.

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Um jovem reorganizou andaime, tijolos e argamassa, reduzindo movimentos repetidos e ajudando a criar a ergonomia na construção

Aos 17 anos, Frank Bunker Gilbreth recusou a universidade e começou a trabalhar como ajudante de pedreiro. No canteiro, percebeu que profissionais experientes realizavam o mesmo serviço de maneiras diferentes e que parte do esforço vinha da má organização do ambiente.

A ASME, sociedade de engenharia mecânica dos Estados Unidos, registra que suas mudanças reduziram de 18 para 4,5 movimentos por tijolo.

A solução não exigia que o trabalhador corresse ou aumentasse o ritmo. Gilbreth mudou a altura do andaime, aproximou os tijolos e organizou a argamassa para evitar abaixamentos, giros e deslocamentos desnecessários. O resultado foi uma rotina com menos fadiga física e melhor aproveitamento dos movimentos.

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O ajudante de pedreiro de 17 anos que observou o trabalho de perto

Frank Bunker Gilbreth começou na construção civil sem seguir o caminho universitário. A experiência prática colocou o jovem dentro do canteiro, próximo dos profissionais responsáveis por levantar paredes e organizar os materiais.

Ele observou que cada pedreiro adotava uma sequência própria. Alguns buscavam os tijolos no chão, outros deixavam a argamassa distante e muitos trabalhavam em alturas pouco confortáveis.

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Essas diferenças pareciam pequenas, mas se repetiam durante toda a jornada. Cada abaixamento, giro ou deslocamento aumentava o esforço sem contribuir diretamente para o assentamento da parede.

A observação feita por Gilbreth levantou uma questão simples: seria possível melhorar o trabalho mudando o ambiente, em vez de apenas cobrar mais rapidez do profissional?

Como a tarefa caiu de 18 para 4,5 movimentos por tijolo

O número mais conhecido associado ao trabalho de Gilbreth é a redução de 18 para 4,5 movimentos por tijolo. A contagem considera as ações envolvidas em pegar a peça, alcançar a argamassa e colocá-la na parede.

A ASME, entidade dedicada à engenharia mecânica e à gestão do trabalho, detalha que a redução veio da reorganização do posto de serviço.

O pedreiro passou a encontrar os materiais em posições mais próximas das mãos. Com isso, a sequência ficou mais curta e eliminou ações que consumiam energia, mas não melhoravam a qualidade da parede.

Esse número é um registro histórico do método de Gilbreth, não uma regra fixa para qualquer obra. O resultado pode variar conforme o tipo de tijolo, a altura da parede, o espaço disponível e a forma de trabalho da equipe.

Andaime ajustável ajudou a reduzir o esforço do trabalhador

Uma das mudanças mais importantes foi a criação de um andaime com altura ajustável. A estrutura permitia manter o pedreiro em uma posição mais favorável enquanto a parede avançava.

Tijolos e argamassa ficaram ao alcance das mãos / Reprodução

Sem esse recurso, o trabalhador poderia precisar levantar demais os braços em uma etapa ou se curvar excessivamente em outra. A repetição dessas posturas aumentava o desgaste nas costas, nos ombros e nas pernas.

A altura ajustável aproximava a superfície de trabalho da posição mais confortável. O profissional conseguia manter os braços e o corpo em uma faixa de movimento mais natural.

Essa solução antecipou princípios da ergonomia na construção, área que procura adaptar o espaço, as ferramentas e a sequência de trabalho às condições físicas do trabalhador.

Tijolos e argamassa ficaram ao alcance das mãos

Gilbreth também organizou os tijolos sobre o andaime para facilitar o acesso. A disposição permitia que o pedreiro pegasse o tijolo com uma mão e alcançasse a argamassa com a outra.

A mudança evitava que o trabalhador interrompesse a tarefa para buscar cada material. Também diminuía a necessidade de girar o corpo ou caminhar pequenas distâncias entre uma etapa e outra.

A organização dos materiais trouxe mais regularidade ao serviço. O profissional podia concentrar a atenção no alinhamento, na aplicação da argamassa e no encaixe da peça.

A lógica permanece útil em qualquer canteiro: materiais próximos das mãos reduzem deslocamentos e ajudam a preservar energia durante tarefas repetitivas.

A melhoria estava no ambiente, não na pressa

A experiência de Gilbreth mostra a diferença entre trabalhar com mais velocidade e trabalhar com uma sequência melhor planejada. A pressa pode aumentar erros, provocar cansaço e comprometer o cuidado com o acabamento.

A reorganização do posto elimina ações que não fazem a parede avançar. O esforço passa a ser usado na tarefa principal, com menor desperdício de energia.

A redução dos movimentos também pode ajudar o pedreiro a manter a atenção por mais tempo. Quando o corpo não precisa repetir tantos gestos desnecessários, a atividade se torna menos desgastante.

A altura ajustável aproximava a superfície de trabalho da posição mais confortável.

O objetivo era conservar a capacidade do trabalhador, não substituir sua experiência ou transformar a construção em uma corrida.

O problema ainda aparece em muitos canteiros brasileiros

Em muitos canteiros brasileiros, tijolos, blocos e sacos de argamassa ainda ficam no chão ou em pontos afastados da parede. O profissional precisa se abaixar, caminhar e retornar ao local de assentamento inúmeras vezes.

O problema não está apenas no peso dos materiais. A repetição de pequenos movimentos ao longo do dia também aumenta o desgaste e pode tornar a execução mais lenta.

A experiência de Gilbreth sugere que mudanças simples podem melhorar a rotina. Andaime na altura adequada, materiais organizados e argamassa ao alcance reduzem ações que não acrescentam qualidade ao serviço.

Cada obra precisa considerar seu próprio espaço, o tipo de parede e as condições da equipe. O número de 4,5 movimentos não deve ser tratado como promessa de produtividade para todos os trabalhos.

A observação do canteiro deu origem à engenharia de métodos

Depois da experiência na construção civil, Gilbreth ampliou o estudo dos movimentos para outras atividades. A chamada engenharia de métodos analisa como uma tarefa é realizada e procura retirar etapas desnecessárias.

Para o leitor leigo, isso significa observar a ordem das ações, a posição das ferramentas e o esforço exigido em cada momento. O objetivo é encontrar uma forma mais simples e segura de realizar o mesmo trabalho.

Frank Bunker Gilbreth e Lillian Evelyn Moller Gilbreth continuaram estudando movimentos, fadiga e conforto físico. O trabalho dos dois aproximou a administração industrial das necessidades humanas.

A ideia começou em um canteiro, com um jovem ajudante prestando atenção ao que os outros trabalhadores faziam todos os dias.

A história de Frank Bunker Gilbreth mostra que a ergonomia na construção pode surgir de uma observação prática. Aos 17 anos, ele percebeu que a disposição do ambiente influenciava diretamente o esforço e o tempo gasto para assentar cada tijolo.

A redução de 18 para 4,5 movimentos por tijolo representa uma referência histórica importante, mas não deve ser aplicada como medida universal. O ganho dependia da organização criada para aquela tarefa e das condições encontradas no canteiro.

Na sua opinião, qual mudança simples poderia reduzir o esforço dos trabalhadores nos canteiros brasileiros sem exigir máquinas caras? Compartilhe este artigo e participe da discussão.

Fonte

ASME


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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