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Aos 17 anos, ela pediu R$ 500 ao pai, comprou roupas no Brás para vender na faculdade, reinvestiu R$ 20 mil em uma fábrica própria e hoje comanda holding que fatura cerca de R$ 20 milhões

Aos 17 anos, ela pediu R$ 500 ao pai, comprou roupas no Brás para vender na faculdade, reinvestiu R$ 20 mil em uma fábrica própria e hoje comanda holding que fatura cerca de R$ 20 milhões

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Aos 17 anos, ela pediu R$ 500 ao pai, comprou roupas no Brás para vender na faculdade, reinvestiu R$ 20 mil em uma fábrica própria e hoje comanda holding que fatura cerca de R$ 20 milhões

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 14/08/2026 às 10:15

Atualizado em 14/08/2026 às 10:16

Economia

Canal

Letícia Vaz começou revendendo roupas para conseguir continuar estudando Jornalismo em São Paulo, transformou um cropped feito por ela em ponto de virada do negócio e, em 2026, passou a levar a experiência acumulada no e-commerce para uma nova empresa de tecnologia.

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Letícia Vaz começou revendendo roupas para conseguir continuar estudando Jornalismo em São Paulo, transformou um cropped feito por ela em ponto de virada do negócio e, em 2026, passou a levar a experiência acumulada no e-commerce para uma nova empresa de tecnologia.

Em 2015, aos 17 anos, Letícia Vaz pediu esse valor emprestado ao pai, foi ao Brás, em São Paulo, comprou algumas roupas e começou a revendê-las dentro da faculdade. A intenção naquele momento não era construir uma holding, mas conseguir dinheiro para permanecer estudando Jornalismo na capital.

Sem verba para grandes campanhas, ela passou a entrar em grupos de Facebook de outras universidades, incluindo Mackenzie e ESPM. Na Faculdade Cásper Líbero, onde estudava, também utilizava o grupo “Brechó da Cásper” para encontrar clientes.

O negócio, porém, mudou de escala quando Letícia deixou de apenas revender o que encontrava no comércio popular e passou a criar uma peça própria.

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Um cropped feito para uma festa mudou o rumo da loja

Letícia Vaz em sua fábrica de confecção, em meio à estrutura de produção da LV Store, negócio que começou com a revenda de roupas e cresceu até se transformar em uma operação própria de moda e e-commerce.

Letícia acompanhava tendências internacionais e percebeu que os croppeds começavam a aparecer fora do Brasil, mas ainda eram difíceis de encontrar por aqui.

Usando a experiência de costura da família, produziu um para usar em uma festa universitária. A peça chamou atenção e começaram a surgir pedidos. Depois vieram o e-commerce e a fabricação própria.

A lógica dos primeiros anos era simples: vender, tentar multiplicar o capital e reinvestir praticamente tudo.

Aos 18 anos, depois de acumular R$ 20 mil com as próprias vendas, Letícia colocou o dinheiro na primeira fábrica. A estrutura começou pequena, com duas máquinas em uma sala.

Aos 19 anos, já precisava administrar cerca de 20 pessoas

O crescimento trouxe um desafio incomum para alguém tão jovem.

Com 19 anos, Letícia já comandava aproximadamente 20 funcionários, principalmente costureiras mais velhas e experientes. Ao mesmo tempo, precisava aprender praticamente do zero diferenças entre tecidos, gramaturas, modelagens e elastano para reduzir devoluções de clientes que compravam pela internet sem experimentar as roupas.

O negócio criado para pagar a faculdade acabou ficando grande demais para caber junto com ela.

Letícia trancou Jornalismo no quarto semestre acreditando que poderia voltar um ano depois caso a empresa fracassasse. Nunca retornou ao curso.

Pandemia abriu caminho para um segundo negócio

Anos depois, uma nova mudança aconteceu durante a pandemia.

Com receio do impacto das restrições sobre a produção e os empregos, Letícia utilizou aquilo que havia aprendido com comércio eletrônico para criar um curso ensinando outros empresários a vender pela internet.

Segundo a Exame, o treinamento chegou a superar R$ 1 milhão em faturamento em um mês. A experiência acabaria contribuindo para a criação da ModaLab, lançada formalmente em 2023.

Enquanto isso, a operação de moda continuava crescendo.

Em 2024, a holding era descrita com faturamento próximo de R$ 16 milhões por ano. Em junho de 2026, a Exame passou a situar a LV Holding em cerca de R$ 20 milhões anuais.

Depois da moda, Letícia decidiu vender tecnologia

A nova virada de 2026 é a Letícia Vaz Tech, ou LV Tech, empresa voltada a inteligência artificial, automação e integração de dados.

A ideia nasceu de problemas identificados durante mentorias. Pequenas e médias empresas utilizavam diferentes ferramentas para vendas, finanças e gestão, mas enfrentavam dificuldades para fazer esses sistemas conversarem entre si.

Um dos primeiros produtos é o LinkCommerce, que transforma o tradicional link da bio em uma experiência capaz de fazer perguntas e utilizar IA para recomendar produtos, serviços, cursos ou conteúdos ao visitante.

Na própria LV Store, a tecnologia já é utilizada para combinar histórico de compras, navegação, clima e dia da semana na escolha de looks apresentados aos clientes. Segundo Letícia, a estratégia elevou em aproximadamente 25% a conversão dessa ação específica.

Meta para 2026 agora é chegar a R$ 30 milhões

A projeção divulgada pela Exame é que o conjunto de negócios termine 2026 próximo de R$ 30 milhões em faturamento, impulsionado por produtos digitais, mentorias e pela nova empresa tecnológica. O número é uma meta, e não uma receita já alcançada.

Entre os R$ 500 emprestados pelo pai e essa projeção existe uma sequência de mudanças: revenda, produção própria, fábrica, e-commerce, educação e tecnologia.

A empresa criada para impedir que uma estudante tivesse de voltar para casa acabou fazendo com que ela deixasse a própria faculdade e transformasse aquilo que aprendia na prática em novos negócios.

Se você tivesse começado com apenas R$ 500, teria reinvestido praticamente tudo para continuar crescendo ou preferiria avançar mais devagar?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

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