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Aos 17 anos, jovem perde a mãe para o câncer e o pai três anos depois, assume sozinha a criação de cinco irmãos, passa a sustentar quatro meninas e um menino e luta para manter os seis juntos quando nenhum familiar podia acolhê-los

Aos 17 anos, jovem perde a mãe para o câncer e o pai três anos depois, assume sozinha a criação de cinco irmãos, passa a sustentar quatro meninas e um menino e luta para manter os seis juntos quando nenhum familiar podia acolhê-los

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Aos 17 anos, jovem perde a mãe para o câncer e o pai três anos depois, assume sozinha a criação de cinco irmãos, passa a sustentar quatro meninas e um menino e luta para manter os seis juntos quando nenhum familiar podia acolhê-los

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 14/08/2026 às 11:36

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Aos 17 anos, jovem perde a mãe para o câncer e o pai três anos depois, assume sozinha a criação de cinco irmãos, passa a sustentar quatro meninas e um menino

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Samantha Rodriguez tinha 17 anos quando ficou sem os pais e assumiu grande parte dos cuidados de cinco irmãos menores. Sem um familiar capaz de receber todos juntos, ela trabalhou como garçonete, retomou os estudos e reorganizou a própria vida para impedir que as crianças fossem separadas.

Em 2016, Samantha Rodriguez tinha apenas 17 anos quando seu pai, Alexander Rodriguez, morreu de linfoma aos 44 anos. Três anos antes, em junho de 2013, a família já havia perdido a mãe, Lisa Smith, aos 35 anos, em decorrência de câncer do colo do útero. Restaram seis irmãos e um problema imediato: segundo Samantha, nenhum outro familiar tinha condições de receber todas as crianças juntas.

Em vez de aceitar que o grupo fosse separado, Samantha passou a assumir grande parte das funções de mãe e pai para os cinco irmãos menores. Aos 20 anos, em 2019, sua rotina já incluía preparar refeições, organizar escola e consultas médicas, acompanhar tarefas, trabalhar à noite como garçonete e economizar para manter a família. Naquele ano, os irmãos tinham entre 7 e 16 anos.

Mãe morreu aos 35 anos e deixou seis filhos

A primeira grande ruptura aconteceu em 2013. Lisa Smith, mãe de Samantha, morreu de câncer do colo do útero aos 35 anos. De acordo com a People, a doença havia começado a transformar a rotina familiar no ano anterior, quando seu estado de saúde piorou progressivamente.

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Samantha já participava dos cuidados dentro de casa. Mais tarde, ela contou que havia abandonado temporariamente a escola quando os pais adoeceram para poder ajudá-los. Depois das mortes, retornaria aos estudos para concluir o ensino médio.

Após a morte de Lisa, a família deixou Miami e tentou reconstruir a vida na Geórgia. Alexander Rodriguez assumiu maior responsabilidade pelos filhos, mas aproximadamente dois anos depois também adoeceu. O diagnóstico foi linfoma.

Três anos depois, o pai também morreu de câncer

Alexander morreu em 2016, cerca de três anos depois da esposa. Ele tinha 44 anos. Samantha tinha 17 e, de uma hora para outra, os seis filhos de Lisa e Alexander estavam sem pai e mãe.

Os cinco menores eram Milagros, Brenda, Michael, Bella e Destiny. Em julho de 2019, quando a People encontrou a família em Orlando, eles tinham respectivamente 16, 14, 12, 9 e 7 anos. Samantha tinha 20.

A questão central não era apenas encontrar quem pudesse receber crianças órfãs. Samantha relatou que ninguém da família tinha condições de acolher os seis irmãos juntos. Isso colocava sobre a mesa a possibilidade de o grupo ser dividido entre diferentes responsáveis.

Samantha decidiu que os cinco irmãos não seriam separados

Como ainda era menor de idade quando o pai morreu, Samantha não pôde simplesmente se tornar responsável legal pelos irmãos. A avó, Lourdes Navarro, então com 76 anos na reportagem de 2019, tornou-se formalmente a guardiã das crianças.

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Na prática, porém, Samantha assumiu grande parte da rotina parental. A artrite da avó limitava o quanto Lourdes conseguia participar diariamente, e Samantha começou posteriormente o processo para assumir a guarda legal.

A decisão central estava tomada: os irmãos permaneceriam juntos. Samantha afirmou à People que faria tudo que estivesse ao seu alcance para cuidar das crianças porque não permitiria que a família fosse dividida.

Aos 20 anos, ela preparava refeições, levava crianças à escola e trabalhava à noite

A dimensão da responsabilidade aparece nas tarefas comuns. Samantha preparava almoços escolares, levava os irmãos à escola, marcava e acompanhava consultas médicas, verificava deveres de casa e administrava as necessidades cotidianas de uma residência com seis jovens.

Para ajudar a pagar as despesas, trabalhava à noite como garçonete em um restaurante. A ABC informou posteriormente que, além do emprego e das responsabilidades domésticas, Samantha também frequentava a faculdade em meio período.

Ela também economizava para objetivos que normalmente seriam responsabilidade dos pais: mudar para uma casa maior e ajudar a pagar a educação universitária dos irmãos, além da própria. O dinheiro precisava atender às necessidades imediatas sem eliminar os planos de longo prazo das cinco crianças.

Samantha voltou à escola depois de abandonar os estudos para cuidar dos pais

Antes de assumir os irmãos, Samantha já havia sacrificado parte da própria trajetória escolar. A ABC registrou que ela deixou os estudos para conseguir dedicar tempo aos cuidados dos pais durante as doenças.

Aos 17 anos, jovem perde a mãe para o câncer e o pai três anos depois, assume sozinha a criação de cinco irmãos, passa a sustentar quatro meninas e um menino

Depois que ambos morreram, ela decidiu retornar e obter o diploma do ensino médio. A decisão tinha também uma função dentro de casa: Samantha queria demonstrar aos irmãos que a educação continuava importante, apesar de tudo que havia acontecido com a família.

Em 2019, já conciliava a faculdade em tempo parcial, o emprego como garçonete e os cuidados das crianças. Assim, enquanto os cinco menores avançavam pela escola, a irmã mais velha tentava reconstruir simultaneamente a própria educação.

Uma menina de 7 anos e quatro irmãos dependiam da rotina criada pela irmã

A diferença de idade entre Samantha e os mais novos mostra a dimensão prática de sua decisão. Em 2019, Destiny tinha apenas 7 anos e Bella, 9. Michael tinha 12, Brenda 14 e Milagros 16.

Isso significava cuidar ao mesmo tempo de crianças do ensino fundamental e adolescentes, cada um com horários, tarefas escolares, consultas e necessidades diferentes. A ABC relatou que Samantha também levava os irmãos a práticas esportivas e ajudava nos deveres de casa.

Milagros resumiu a mudança ao dizer à ABC que a irmã havia essencialmente aberto mão da própria vida para cuidar deles e desempenhava, dentro da família, tanto o papel materno quanto o paterno.

Família vivia sem carro até comunidade descobrir a história

A logística era ainda mais complicada porque Samantha não possuía carro. Em dezembro de 2018, a família chamou a atenção do Orange County Sheriff’s Office, que inicialmente organizou presentes de Natal para as crianças.

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Quando a história se espalhou, doadores anônimos decidiram ajudar de maneira mais estrutural. Em abril de 2019, Samantha foi surpreendida com um Nissan Versa novo, comprado por pessoas que conheceram sua situação por meio da mobilização da comunidade.

O automóvel eliminou um problema concreto: transportar cinco irmãos para escola, compromissos e consultas. Até então, a família dependia de outras formas de transporte para administrar uma rotina que envolvia seis pessoas.

Doações passaram de US$ 86 mil depois que história ganhou repercussão

A repercussão cresceu rapidamente durante 2019. Quando a People publicou a primeira reportagem detalhada, uma campanha criada para ajudar os Rodriguez havia arrecadado aproximadamente US$ 38 mil.

Cinco dias depois, a mesma publicação informou que o total havia ultrapassado US$ 86 mil. O dinheiro vinha de amigos da igreja, vizinhos e desconhecidos que conheceram a história da família pela imprensa e pelas redes sociais.

A ajuda reduziu parte da pressão financeira, mas não mudou a estrutura fundamental daquela casa. Samantha continuava trabalhando, estudando e coordenando a rotina dos cinco menores enquanto planejava assumir formalmente a responsabilidade legal que já exercia diariamente.

Aos 21 anos, Samantha ainda cuidava dos cinco e cursava faculdade

Em dezembro de 2019, Samantha apareceu no programa The View, da ABC, já aos 21 anos. Os cinco irmãos continuavam sob seus cuidados e ela seguia conciliando faculdade em tempo parcial, trabalho e tarefas familiares.

A cronologia mostra uma transformação que começou antes mesmo dos 18 anos. Primeiro veio a doença e morte da mãe; três anos depois, a morte do pai.

Quando Alexander morreu, Samantha tinha 17 anos e cinco crianças mais novas dependiam de uma solução que as mantivesse juntas.

Ela encontrou essa solução assumindo responsabilidades que normalmente seriam distribuídas entre adultos: trabalhar para ajudar nas contas, organizar escola e saúde, cozinhar, acompanhar deveres, retomar os próprios estudos e preservar a unidade familiar.

O resultado foi que os seis irmãos permaneceram juntos, justamente o objetivo que Samantha havia estabelecido quando percebeu que nenhum parente poderia receber todos de uma vez.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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