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Aos 22 anos e determinada a virar médica, uma jovem de Goiás ficou sem postar nas redes sociais até o dia da aprovação e acordava às 5h para estudar até a noite, encarou quatro anos de cursinho e conquistou o 1º lugar em Medicina na UFG

Aos 22 anos e determinada a virar médica, uma jovem de Goiás ficou sem postar nas redes sociais até o dia da aprovação e acordava às 5h para estudar até a noite, encarou quatro anos de cursinho e conquistou o 1º lugar em Medicina na UFG

7 min de leitura

Aos 22 anos e determinada a virar médica, uma jovem de Goiás ficou sem postar nas redes sociais até o dia da aprovação e acordava às 5h para estudar até a noite, encarou quatro anos de cursinho e conquistou o 1º lugar em Medicina na UFG

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 06/08/2026 às 09:21

Atualizado em 06/08/2026 às 09:22

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Jovem de 22 anos acordava às 5h, ficou fora das redes sociais e passou quatro anos em cursinho até conquistar o 1º lugar em Medicina na UFG.

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Giovanna Fagundes é natural de Goiânia e começou a se preparar ainda no último ano da escola, quando migrou para um colégio preparatório. Além do primeiro lugar na federal goiana, ela também foi aprovada em outra universidade pública, na capital paulista.

A jovem Giovanna Fagundes, de 22 anos, conquistou o primeiro lugar no curso de Medicina da Universidade Federal de Goiás depois de quatro anos de preparação intensa, conforme reportagem publicada em fevereiro de 2026 pelo Correio Braziliense. Ela também obteve aprovação em outra universidade pública, em São Paulo.

O desejo de seguir a profissão vem da infância, e a certeza de que iria para a área da saúde atravessou toda a trajetória escolar dela. A decisão de mirar um dos cursos mais concorridos do país a levou a mudar de escola no último ano do ensino médio, quando migrou para um colégio preparatório para construir a base de conteúdo que sustentaria as provas seguintes.

A rotina que começava às cinco da manhã

A trajetória de persistência de Giovanna Fagundes até o 1º lugar em Medicina na UFG – (crédito: Arquivo pessoal)

O dia dela tinha horário fixo de largada. Acordava às 5h e saía de casa às 7h em ponto, rumo ao cursinho, que ficava distante da moradia.

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Ao chegar, abria o caderno, e ele só era fechado quando ela voltava para casa, no fim do dia. Na época dos vestibulares, o estudo continuava em casa, e cada intervalo livre virava tempo de revisão.

O deslocamento longo é um custo que raramente aparece nesse tipo de relato. Duas horas entre acordar e chegar ao cursinho significam duas horas a menos de sono ou de descanso, cobradas todos os dias úteis por quatro anos seguidos.

Da matemática que era pesadelo ao ponto forte

Jovem de 22 anos acordava às 5h, ficou fora das redes sociais e passou quatro anos em cursinho até conquistar o 1º lugar em Medicina na UFG.

A relação dela com as disciplinas de exatas mudou completamente ao longo do percurso, e essa virada é um dos pontos que ela destaca.

Matemática e física eram, nas palavras dela, um pesadelo no início. Depois de anos de estudo e de muitas questões resolvidas, as duas matérias se tornaram um dos pontos fortes dela nas provas.

O método usado foi bastante direto. Ela recorria aos professores do cursinho para tirar dúvidas pendentes e avançava nos conteúdos aprendendo com os próprios erros. A jornada exigiu treinar não apenas conteúdo, mas concentração e disciplina de absorção, habilidades que ela precisou desenvolver em paralelo à matéria em si.

A dificuldade que apareceu do outro lado

Jovem de 22 anos acordava às 5h, ficou fora das redes sociais e passou quatro anos em cursinho até conquistar o 1º lugar em Medicina na UFG.

Depois de dominar as exatas, o obstáculo migrou para outra área. Linguagens se tornou o ponto de maior dificuldade dela.

O problema estava na interpretação, competência decisiva para resolver questões de literatura e de português. Foi ali que ela precisou concentrar esforço em um segundo momento da preparação.

A solução veio pela combinação de duas frentes. Leitura constante e resolução de exercícios melhoraram o desempenho em linguagens e, como efeito adicional, aumentaram a confiança dela na preparação para a redação.

As reprovações e os pensamentos de desistir

Quatro anos de tentativa significam também vários resultados negativos pelo caminho, e ela não esconde o efeito deles.

Segundo o relato, os pensamentos de desistência eram momentâneos e apareciam sobretudo depois das reprovações. A expectativa era grande, e um resultado ruim gerava frustração proporcional.

A forma que ela encontrou de atravessar esses períodos foi mudar o enquadramento do que havia acontecido. Ela se apoiava na ideia de que tudo o que já tinha aprendido seria usado na tentativa do ano seguinte, e repetia para si que ninguém desaprende de verdade o que aprendeu.

O Instagram desligado até a foto da aprovação

Uma das decisões mais visíveis dessa preparação foi cortar a presença nas redes sociais. Ela ficou sem contas ativas durante o período de estudo.

A promessa que fez a si mesma era específica: só voltaria a postar quando a publicação fosse a foto da própria aprovação. Ela cumpriu a palavra no ano em que passou.

O corte não foi acompanhado de isolamento total. O descanso vinha de filme com a família em casa e de momentos com os amigos, e a avaliação que ela faz desse tempo é que os dias de diversão às vezes valiam mais do que uma boa noite de sono, porque a deixavam renovada para o dia seguinte.

O apoio que ela aponta como decisivo

Giovanna Fagundes e sua família comemorando aprovação

Perguntada sobre o que foi essencial para a aprovação, ela não cita método nem material de estudo em primeiro lugar.

O que ela destaca é o incentivo de quem estava ao redor. Namorado, amigos e família foram compreensivos e nunca a fizeram se sentir mal por não conseguir dedicar mais tempo a eles.

Esse ponto costuma ser subestimado em preparações longas. Culpa por ausência é um peso adicional em quem já está exausto, e não recebê la altera diretamente a capacidade de manter a rotina por anos seguidos.

A estratégia de descansar antes da prova

O comportamento dela nos dias que antecediam os exames contraria o instinto da maioria dos candidatos.

Em vez de estudar até o último minuto, ela tentava descansar completamente no dia anterior. Em algumas provas, chegou a separar até cinco dias de descanso antes da aplicação.

O objetivo declarado era impedir que a ansiedade dominasse a reta final. Depois de um ano inteiro de cursinho, a preocupação acumulada pode atrapalhar mais do que a falta de revisão, e ela optou por focar no que trazia conforto e em dormir bem antes do dia decisivo.

A mudança no Sisu que assustou no meio do caminho

Jovem de 22 anos acordava às 5h, ficou fora das redes sociais e passou quatro anos em cursinho até conquistar o 1º lugar em Medicina na UFG.

Um fator externo alterou o cenário durante a preparação dela. Em 2025, o Ministério da Educação ampliou o Sistema de Seleção Unificada, permitindo concorrer com notas dos exames de 2023, 2024 e 2025.

A mudança aumentou o número de candidatos disputando as mesmas vagas, e o efeito tende a ser maior justamente nos cursos com notas de corte mais altas, caso de medicina.

A reação dela foi de apreensão. Segundo o relato, a notícia chegou no meio do processo de estudo e ninguém esperava por aquilo, e o receio compartilhado entre os vestibulandos era de que a nova regra reduzisse ou prejudicasse as chances de vaga.

O sonho de adolescente que mudou de endereço

Havia um plano original que não se confirmou, e ela conta isso sem qualquer frustração.

O sonho da adolescência era a cidade grande e a universidade paulista de maior prestígio. Ela chegou a ser aprovada em uma instituição pública em São Paulo, mas escolheu ficar em Goiás.

A explicação que dá para a mudança é afetiva. Aos 22 anos, a federal goiana passou a ocupar um espaço grande no coração dela, e a decisão foi feita já com a maturidade que os quatro anos de preparação trouxeram.

O que ela diz para quem ainda está tentando

A frase que ela repetia mentalmente durante a preparação virou o recado que hoje dirige a quem continua no processo: só não passa quem desiste.

A recomendação que acrescenta é de continuar estudando e se esforçando, tratando o estudo como oportunidade e não apenas como obrigação, e aproveitando o processo em vez de sofrer com ele.

Com a matrícula garantida, o plano dela agora combina duas coisas que ficaram suspensas por quatro anos. A meta declarada é conciliar os estudos com a diversão, aproveitar a juventude ao lado dos amigos e se dedicar à formação como profissional.

E você, aguentaria quatro anos de cursinho e várias reprovações antes de conseguir a vaga? Acha que cortar rede social ajuda na concentração ou é sacrifício desnecessário? Conta nos comentários o que você faria diferente na sua preparação para o vestibular.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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