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Aos 22 anos, jovem que acordava às 5h para trabalhar como servente de pedreiro estuda no ônibus e no almoço, passa no primeiro concurso da vida para o Banco do Brasil e compra casa em área segura para os pais

Aos 22 anos, jovem que acordava às 5h para trabalhar como servente de pedreiro estuda no ônibus e no almoço, passa no primeiro concurso da vida para o Banco do Brasil e compra casa em área segura para os pais

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Aos 22 anos, jovem que acordava às 5h para trabalhar como servente de pedreiro estuda no ônibus e no almoço, passa no primeiro concurso da vida para o Banco do Brasil e compra casa em área segura para os pais

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 12/08/2026 às 13:15

Atualizado 12/08/2026 às 13:20

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Ex-servente de pedreiro, George Paulino estudou para concurso no ônibus e no almoço, entrou no Banco do Brasil e comprou casa para os pais.

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George Paulino cresceu em Cabedelo, na Paraíba, trabalhou como servente de pedreiro e aproveitou ônibus, almoço e noites para estudar para concurso. Classificado oficialmente para Agente de Tecnologia do Banco do Brasil em 2023, ele mudou de cidade, avançou na carreira e depois comprou uma casa nova para os pais.

O concurso que mudou a rotina de George Paulino apareceu depois de anos em que estudo e trabalho precisavam caber no mesmo dia. Aos 22 anos, quando contou sua história ao Imparável Cast em novembro de 2025, ele já havia deixado a construção civil, mudado para Brasília e passado a trabalhar na área de tecnologia do Banco do Brasil. O episódio relata que aquele havia sido o primeiro concurso de sua vida.

A aprovação não é sustentada apenas pelo relato pessoal. O resultado final da Seleção Externa 2022/001 do Banco do Brasil, publicado em julho de 2023 pela Fundação Cesgranrio, registra George Paulino de Souza Filho entre os classificados para Agente de Tecnologia, com 79 pontos. Já o perfil profissional localizado durante a checagem o apresenta como Analista Pleno em Cloud e Mainframe na própria instituição.

George Paulino segue na tecnologia do Banco do Brasil

Ex-servente de pedreiro, George Paulino estudou para concurso no ônibus e no almoço, entrou no Banco do Brasil e comprou casa para os pais.

O estado presente ajuda a dimensionar o que aconteceu depois daquele concurso. O perfil profissional de George Paulino localizado durante a apuração o apresenta como Analista Pleno em Cloud e Mainframe no Banco do Brasil. O registro indica que sua atuação continuou ligada à tecnologia após o ingresso na instituição.

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Essa distinção é importante porque o cargo registrado no resultado oficial de 2023 não era de analista. A lista da Fundação Cesgranrio comprova a classificação de George Paulino para Agente de Tecnologia. O concurso abriu a entrada no Banco do Brasil por esse cargo, enquanto a posição de analista aparece posteriormente em seu histórico profissional.

Cabedelo foi o ponto de partida de uma família de renda apertada

George Paulino cresceu em Cabedelo, na Paraíba. No relato divulgado pelo Imparável Cast, ele é apresentado como filho de um operador de máquinas de uma fábrica de sacolas e de uma dona de casa. A família morava em uma área que a própria narrativa descreve como insegura, circunstância que mais tarde ganharia peso na decisão de buscar outra moradia para os pais.

Antes de trabalhar como servente de pedreiro, George Paulino também vendeu sacolas de porta em porta. A entrada precoce no trabalho coexistiu com a insistência para continuar estudando. A preparação para concurso viria depois, mas a tentativa de preservar espaço para os estudos já fazia parte da trajetória familiar apresentada por ele.

Trabalho como servente de pedreiro começava às 5h

Na fase mais pesada da rotina, George Paulino acordava por volta das 5h para seguir ao canteiro de obras. A fonte o descreve como servente de pedreiro. O expediente ocupava boa parte do dia, enquanto a ideia de conquistar uma vaga por concurso exigia encontrar horários de preparação fora da jornada convencional.

Não havia, portanto, uma separação confortável entre trabalhar e estudar. Para o servente de pedreiro, a preparação para o concurso precisou ser montada com pedaços de tempo espalhados pelo dia. O deslocamento, a pausa para comer e o período posterior ao serviço passaram a ter outra função além de descanso ou transporte.

Ônibus e intervalo do almoço viraram tempo de preparação

A caminho da obra, George Paulino aproveitava o ônibus para estudar. No intervalo do almoço, continuava resolvendo questões e revisando conteúdo. Depois do expediente, ainda tentava manter a preparação à noite. O episódio de 2025 descreve essa rotina como parte central do caminho até o concurso do Banco do Brasil.

A fonte não apresenta uma quantidade verificável de horas líquidas de estudo por dia. O que ela permite afirmar é onde o estudo acontecia. Ônibus, almoço e fim do expediente viraram espaços de preparação porque eram os períodos disponíveis para George Paulino enquanto trabalhava como servente de pedreiro.

Primeiro concurso da vida foi para Agente de Tecnologia

De acordo com o relato de George Paulino, o concurso do Banco do Brasil foi o primeiro que ele prestou. A seleção em que seu nome aparece oficialmente era destinada ao cargo de Agente de Tecnologia, justamente na área que acabaria mudando sua trajetória profissional.

George contou que terminou a prova confiante em seu desempenho. Essa percepção pessoal só ganhou confirmação concreta quando o resultado foi divulgado. O nome completo de George Paulino aparece na relação de classificados para Agente de Tecnologia com nota final de 79 pontos.

Resultado oficial colocou George Paulino entre os classificados em 2023

Na relação final publicada pela Fundação Cesgranrio, George Paulino de Souza Filho aparece no grupo de classificados para Agente de Tecnologia do Banco do Brasil. O documento registra nota final de 79 pontos e classificação geral de número 323.

O documento também permite corrigir uma simplificação que aparece em alguns relatos posteriores. George não foi aprovado naquele concurso especificamente para um cargo denominado analista. O concurso de 2023 o classificou para Agente de Tecnologia, enquanto a posição de Analista Pleno aparece depois em seu perfil profissional.

Medalhas de matemática apareceram anos antes do concurso

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O histórico escolar de George Paulino possui registros anteriores à aprovação no Banco do Brasil. Em 2015, George Paulino de Sousa Filho aparece na relação oficial da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas como medalhista de bronze pela Escola Municipal Rosa Figueiredo de Lima, em Cabedelo.

Em 2018, o mesmo nome aparece entre os medalhistas de prata da OBMEP. Mais tarde, como aluno do IFPB de Cabedelo, George Paulino voltou a figurar entre os premiados, dessa vez com bronze na 16ª edição da competição. Os registros mostram que matemática e desempenho acadêmico já faziam parte de sua trajetória anos antes do primeiro concurso.

Curso técnico no IFPB manteve George Paulino próximo da tecnologia

Documentos do Instituto Federal da Paraíba registram George Paulino de Souza Filho no curso de Multimídia do campus Cabedelo. A passagem pelo IFPB também aparece nas relações da OBMEP e em material institucional sobre estudantes premiados em olimpíadas do conhecimento.

Esse percurso acrescenta contexto à escolha de disputar uma vaga de Agente de Tecnologia. A aprovação não surgiu de uma relação completamente nova com áreas técnicas. Quando o concurso do Banco do Brasil apareceu, George Paulino já carregava um histórico de formação técnica e resultados em matemática construído ao longo de anos.

Aprovação levou George Paulino a deixar a obra e mudar de cidade

Depois da aprovação, a mudança mais visível foi profissional. O relato publicado em 2025 afirma que George Paulino deixou o trabalho como servente de pedreiro e mudou para Brasília após passar no Banco do Brasil. Construção civil e tecnologia passaram a ocupar lados opostos de uma transformação ocorrida ainda no início da vida adulta.

A mudança não ficou apenas no endereço ou no tipo de trabalho. O concurso também alterou o conjunto de possibilidades financeiras relatadas por George Paulino. O jovem que estudava no ônibus a caminho da obra passou a construir carreira no Banco do Brasil e começou a direcionar parte dessa nova realidade para a própria família.

Casa nova para os pais virou a conquista mais concreta depois da aprovação

No episódio publicado em novembro de 2025, a produção informa que George Paulino havia comprado recentemente uma casa nova para os pais em uma área considerada mais segura. A fonte não apresenta preço, metragem, bairro ou forma de pagamento do imóvel, por isso nenhum desses elementos pode ser acrescentado com segurança.

A compra fecha um ciclo bastante diferente daquele iniciado no canteiro de obras. Depois de vender sacolas, trabalhar como servente de pedreiro, estudar no transporte e passar no primeiro concurso, a mudança profissional começou a produzir efeitos também na vida dos pais. A casa aparece no relato como a conquista material mais diretamente ligada à segurança da família.

História reúne escola pública, ensino técnico, trabalho e oportunidade profissional

Reduzir toda a trajetória a uma fórmula de esforço individual deixaria elementos importantes de fora. George Paulino passou por escola municipal, participou de olimpíadas públicas de matemática, estudou no IFPB e encontrou no concurso uma porta de entrada para o Banco do Brasil. Ao mesmo tempo, precisou trabalhar e encaixar a preparação no transporte e nas pausas disponíveis.

Há disciplina pessoal nessa história, mas também existem instituições educacionais e uma seleção pública que permitiram transformar preparação em oportunidade profissional. O percurso de George Paulino reúne trabalho, ensino público, formação técnica, matemática e acesso a uma vaga disputada, sem que um desses fatores explique sozinho o resultado.

Concurso mudou a profissão e ampliou as escolhas da família

Entre o canteiro de obras e a área de tecnologia, o concurso criou uma mudança documentável na trajetória de George Paulino. O resultado oficial comprova sua classificação em 2023, o relato publicado em 2025 registra sua ida para o Banco do Brasil e a compra da casa para os pais, enquanto o perfil profissional localizado na checagem o apresenta atualmente na área de Cloud e Mainframe.

A história também coloca em discussão as condições de quem precisa preparar-se enquanto mantém uma jornada de trabalho. Nem todo candidato dispõe de horas livres, ambiente silencioso ou possibilidade de transformar estudo em atividade exclusiva, e isso muda profundamente o ponto de partida. Para você, o que faria mais diferença para quem tenta passar em concurso enquanto trabalha: transporte melhor, jornada mais previsível, material gratuito ou mais tempo disponível para estudar? Conte nos comentários qual dessas condições pesa mais.

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Pedreiro


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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