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Aos 24 anos, ex-faxineiro sobe ao palco da formatura com balde, rodo e vassoura nas mãos, relembra os 6 anos em que trabalhou na limpeza para pagar a faculdade e transforma o diploma de Jornalismo em um reconhecimento público à profissão que sustentou seu sonho

Aos 24 anos, ex-faxineiro sobe ao palco da formatura com balde, rodo e vassoura nas mãos, relembra os 6 anos em que trabalhou na limpeza para pagar a faculdade e transforma o diploma de Jornalismo em um reconhecimento público à profissão que sustentou seu sonho

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Aos 24 anos, ex-faxineiro sobe ao palco da formatura com balde, rodo e vassoura nas mãos, relembra os 6 anos em que trabalhou na limpeza para pagar a faculdade e transforma o diploma de Jornalismo em um reconhecimento público à profissão que sustentou seu sonho

Escrito por Carla Teles

Publicado em 08/08/2026 às 14:04

Atualizado em 08/08/2026 às 14:05

Curiosidades

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Balde, rodo e vassoura marcam a formatura de Ronaldo, que trabalhou seis anos na limpeza antes de concluir Jornalismo. Imagem: Captura de vídeo no youtube

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Ronaldo Rocha, de 24 anos, levou balde, rodo e vassoura à colação de grau em Brasília para homenagear os seis anos em que trabalhou como faxineiro e usou a renda da limpeza para bancar os estudos, antes de concluir Jornalismo pela Faculdade Anhanguera e assumir cargo na comunicação pública local.

O balde que Ronaldo Rocha levou para a colação de grau não estava ali por acaso. Aos 24 anos, o jovem decidiu subir ao palco acompanhado também de um rodo e uma vassoura, objetos ligados aos seis anos em que trabalhou como faxineiro em Brasília para conseguir bancar os estudos e continuar perseguindo o objetivo de se formar em Jornalismo.

A história foi publicada pelo portal Só Notícia Boa em 23 de fevereiro de 2019, com informações também atribuídas ao Metrópoles. Segundo a reportagem, Ronaldo havia deixado Barreiras, no interior da Bahia, aos 17 anos e se mudado para Brasília em 2012, onde enfrentou dificuldades financeiras, trabalhou na limpeza e, sete anos depois, concluiu o curso de Jornalismo pela Faculdade Anhanguera.

Balde, rodo e vassoura entraram junto com o formando

Na hora de receber o diploma, Ronaldo decidiu não esconder a profissão exercida durante grande parte da própria caminhada acadêmica. Ele entrou na cerimônia carregando o balde, o rodo e a vassoura utilizados como símbolos do trabalho que ajudou a manter sua formação universitária.

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A reação do público foi imediata. Segundo a reportagem, amigos, familiares e outras pessoas presentes aplaudiram intensamente o jovem, que acabou chorando durante o momento. A entrada transformou a entrega do diploma em uma homenagem pública ao trabalho de limpeza que havia acompanhado sua vida durante seis anos.

Jovem queria combater preconceito contra faxineiros

Imagem: Arquivo pessoal

Ronaldo explicou que levou os objetos justamente porque queria questionar a ideia de que determinadas profissões teriam menos valor do que outras. Para ele, o fato de ter trabalhado como faxineiro não diminuía sua conquista acadêmica nem deveria ser motivo de vergonha.

Ao comentar a decisão, o recém-formado afirmou que todas as profissões dignas merecem respeito e que pessoas de diferentes áreas são capazes de alcançar seus objetivos. O balde, o rodo e a vassoura passaram, naquele momento, de ferramentas de trabalho a elementos usados para representar a própria trajetória.

Ronaldo deixou a Bahia aos 17 anos

Antes da formatura, a história havia começado longe de Brasília. Ronaldo saiu de Barreiras, no interior baiano, aos 17 anos e chegou à capital federal em 2012. Segundo o relato publicado, ele tinha R$ 80 obtidos com a venda de verduras quando decidiu iniciar essa nova etapa.

A mudança não significou estabilidade imediata. Ronaldo relatou ter enfrentado fome, humilhações e períodos em que precisou morar de favor, mas afirmou que continuou direcionando seus esforços para o objetivo de se tornar jornalista.

Trabalho na limpeza durou seis anos

Para conseguir sustentar os estudos, Ronaldo trabalhou como faxineiro durante aproximadamente seis anos. A renda obtida com a atividade foi usada para ajudar a bancar a faculdade enquanto ele permanecia em Brasília e seguia cursando Jornalismo.

A fonte não informa o valor do salário recebido na limpeza nem quanto custavam as mensalidades da graduação. O dado confirmado é que o trabalho como faxineiro teve papel direto na manutenção de seus estudos, razão pela qual o antigo uniforme e as ferramentas ganharam importância especial durante a formatura.

Amiga ofereceu lugar para ele dormir em Brasília

Em parte desse período, Ronaldo contou também com ajuda de pessoas que acompanharam sua tentativa de permanecer na cidade. Uma delas foi Elioene Leão Dias, então com 58 anos, comerciante que ofereceu um lugar para ele dormir depois que o jovem precisou deixar a casa de um primo na Cidade Estrutural.

Ronaldo passou a dormir nos fundos da loja enquanto continuava estudando. Elioene esteve presente na colação de grau e acompanhou a entrega do diploma, tornando-se uma das testemunhas de uma trajetória que havia começado anos antes com dificuldades de moradia e trabalho.

Família veio da Bahia para acompanhar a formatura

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A mãe de Ronaldo, Aline Novaes Rocha, então com 43 anos, e a avó, Valdeci Araújo Novaes, de 68, viajaram da Bahia para acompanhar a cerimônia em Brasília. As duas presenciaram o momento em que ele entrou carregando o balde, o rodo e a vassoura.

A avó relatou que a paixão de Ronaldo pelo Jornalismo já aparecia havia muitos anos. Segundo ela, ainda durante a escola ele buscava oportunidades para realizar atividades ligadas à área, demonstrando um interesse que continuou mesmo depois da mudança para Brasília.

Diploma de Jornalismo veio sete anos após a mudança

Ronaldo chegou à capital federal em 2012 e concluiu a graduação sete anos depois. Ao longo desse intervalo, precisou combinar estudo, trabalho e mudanças de moradia até chegar ao momento da colação de grau pela Faculdade Anhanguera.

O diploma não apagou o período de seis anos na limpeza; pelo contrário, Ronaldo fez questão de colocá-lo dentro da narrativa da própria conquista. A escolha dos objetos usados na cerimônia mostrou que, para ele, a formação acadêmica e o trabalho como faxineiro pertenciam à mesma história.

Recém-formado já trabalhava na área de comunicação

Na época em que a reportagem foi publicada, Ronaldo já havia conquistado uma oportunidade profissional ligada ao Jornalismo. Ele exercia a função de chefe de comunicação da assessoria de imprensa da Administração Regional da Candangolândia, no Distrito Federal.

A mudança de função também criou situações que faziam o jovem recordar o período na limpeza. Ronaldo contou que se emocionava ao ver trabalhadoras responsáveis pela higienização entrando na assessoria, porque se lembrava de quando desempenhava uma atividade semelhante antes de concluir a graduação.

Objetos de limpeza ganharam outro significado

Um balde, um rodo e uma vassoura normalmente aparecem associados apenas ao trabalho cotidiano de limpeza. Na formatura de Ronaldo, porém, esses mesmos objetos passaram a representar os anos em que o salário obtido como faxineiro ajudou a manter a faculdade.

Ao carregá-los diante do público, ele não apresentou o antigo emprego como algo que precisava superar ou esconder. A homenagem partiu justamente da ideia de reconhecer aquela profissão como parte essencial do caminho que terminou no diploma de Jornalismo.

Formatura transformou trabalho em reconhecimento público

Aos 24 anos, Ronaldo Rocha recebeu o diploma depois de uma trajetória iniciada ainda na adolescência, quando saiu da Bahia e tentou construir uma nova vida em Brasília. Foram seis anos trabalhando como faxineiro enquanto estudava, até concluir o curso e começar a atuar profissionalmente na área de comunicação.

Quando entrou na colação com o balde, o rodo e a vassoura, Ronaldo transformou a própria formatura em reconhecimento público à profissão que sustentou parte daquele caminho. Para você, o que mais chama atenção nessa história: os seis anos conciliando limpeza e faculdade ou a decisão de levar as ferramentas de trabalho para o momento do diploma? Conte sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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