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Aos 28 anos, nova soldado recebe a divisa das mãos da mãe gari durante formatura de 192 militares em Manhuaçu, diz que o uniforme usado por ela carrega uma história de luta, dignidade e trabalho e transforma a conquista do sonho de infância em uma homenagem pública à mulher que ajudou a sustentar a família

Aos 28 anos, nova soldado recebe a divisa das mãos da mãe gari durante formatura de 192 militares em Manhuaçu, diz que o uniforme usado por ela carrega uma história de luta, dignidade e trabalho e transforma a conquista do sonho de infância em uma homenagem pública à mulher que ajudou a sustentar a família

MG

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Aos 28 anos, nova soldado recebe a divisa das mãos da mãe gari durante formatura de 192 militares em Manhuaçu, diz que o uniforme usado por ela carrega uma história de luta, dignidade e trabalho e transforma a conquista do sonho de infância em uma homenagem pública à mulher que ajudou a sustentar a família

Escrito por Geovane Souza

Publicado em 06/08/2026 às 15:42

Atualizado em 06/08/2026 às 15:43

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Nova soldado da PM recebe divisa das mãos da mãe gari durante formatura de 192 militares em Manhuaçu, Minas Gerais. (Foto: Balanço Geral)

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Regina Santos realizou o sonho de infância ao concluir o Curso de Formação de Soldados, mas dividiu o momento mais esperado da cerimônia com Agnalda, a mãe que trabalhou como gari para criá-la e foi escolhida para colocar a nova divisa em seu uniforme

Uma cena entre mãe e filha chamou a atenção durante a formatura de novos soldados da Polícia Militar de Minas Gerais em Manhuaçu, na Zona da Mata. Diante dos familiares e dos demais formandos, a gari Agnalda colocou a divisa de soldado na filha, Regina Santos, que acabava de concluir sua preparação para ingressar na corporação.

A cerimônia ocorreu em 22 de maio de 2026 e reuniu 192 integrantes do Curso de Formação de Soldados de 2025. Regina, de 28 anos, saiu de Santana do Paraíso, no Vale do Aço, para frequentar a formação realizada pelo 11º Batalhão da Polícia Militar.

Depois da solenidade, a nova policial publicou imagens do momento e contou o que pensou enquanto a mãe prendia a insígnia em sua farda. Segundo o Conexão TV Web, Regina agradeceu pelos anos de trabalho e dedicação que permitiram à família superar dificuldades e contribuíram para que ela chegasse à Polícia Militar.

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A homenagem ganhou repercussão porque aproximou duas profissões normalmente vistas de maneiras muito diferentes. Para Regina, porém, a farda da PM e o uniforme usado pela mãe nas ruas representavam o mesmo compromisso com o trabalho, a família e a dignidade.

Ao receber a divisa, Regina recordou o uniforme que acompanhou sua infância

Agnalda participou da etapa conhecida como aposição da divisa, quando padrinhos, madrinhas ou familiares colocam no uniforme do formando a insígnia correspondente à nova graduação. O gesto marca a conclusão do curso e o início de uma nova fase na carreira policial.

No caso de Regina, a escolha da mãe acrescentou uma história familiar ao rito militar. De acordo com o jornal Hoje em Dia, a soldado sonhava em ser policial desde criança e escreveu que a farda de gari de Agnalda carregava “uma história de luta e uma dignidade” construída durante os anos em que trabalhou para sustentar a filha.

A fala não tratou o trabalho da mãe como uma lembrança de dificuldade que deveria ser escondida após a conquista profissional. Regina fez o movimento contrário. Colocou a ocupação de Agnalda no centro da formatura e apresentou aquele uniforme como parte direta de sua chegada à PM.

“Ter você ao meu lado, orgulhosa, foi a maior honra da minha vida”, escreveu a nova soldado ao agradecer à mãe. A mensagem transformou a entrega da divisa em reconhecimento público a uma trajetória que, até então, era conhecida principalmente dentro da própria família.

A homenagem aconteceu na maior turma de soldados já formada em Manhuaçu

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A solenidade foi realizada no Estádio JK pela 195ª Companhia de Ensino e Treinamento do 11º Batalhão. Como informou o Portal Caparaó, os 192 novos soldados serão distribuídos por 97 municípios atendidos pela 12ª Região da Polícia Militar, formando a maior turma já preparada pela corporação em Manhuaçu. A cerimônia foi presidida pelo coronel Márcio Roberto de Sousa, comandante regional, e incluiu Hino Nacional, leitura da Ordem do Dia, entrega das divisas, juramento à Bandeira e desfile dos formandos.

Os alunos passaram por preparação técnica, jurídica, profissional e física antes de receberem a graduação de soldado de 1ª classe. A formação procura preparar os novos policiais para ocorrências de rua, atendimento à população e cumprimento dos procedimentos exigidos pela legislação e pelos regulamentos militares.

A turma será usada para reforçar o efetivo em cidades da região que inclui Manhuaçu, Ipatinga e Itabira. A distribuição para dezenas de municípios mostra que a formatura não encerra apenas uma etapa acadêmica, mas abre uma rotina de serviço que pode colocar os novos soldados em diferentes comunidades mineiras.

Para as famílias, entretanto, a entrega das divisas costuma ser o instante mais próximo e pessoal de toda a solenidade. É quando meses de estudo, treinamento, distância de casa e avaliações deixam de ser números do curso e aparecem no contato direto entre o formando e a pessoa escolhida para acompanhá-lo.

Duas fardas passaram a contar a mesma história de trabalho

A publicação de Regina mostrou Agnalda como protagonista da conquista, e não apenas como convidada da cerimônia. A nova soldado afirmou que reconhecia na roupa usada diariamente pela mãe o esforço empregado para garantir sua criação e permitir que ela buscasse outra carreira.

A homenagem também afastou qualquer tentativa de estabelecer uma hierarquia entre os dois trabalhos. Para Regina, a diferença entre os uniformes não diminuía a contribuição da mãe. A divisa colocada sobre sua farda também representava os anos em que Agnalda saiu para trabalhar e manteve a família.

O vídeo ultrapassou o círculo de parentes e participantes da formatura e passou a ser compartilhado por páginas de notícias e perfis institucionais. O Governo de Minas publicou o registro e descreveu mãe e filha como “mulheres igualmente gigantes, fortes e vencedoras”, relacionando a conquista da soldado ao exemplo deixado por Agnalda.

A repercussão ocorreu sem a divulgação de prêmios, notas ou colocações obtidas por Regina durante o curso. O ponto que mobilizou os comentários foi outro. Uma trabalhadora da limpeza urbana ocupou o espaço central de uma solenidade militar para entregar à própria filha o símbolo de uma carreira que ajudou a construir.

A cena também expôs uma parte frequentemente invisível por trás de aprovações em concursos e formaturas. Antes do uniforme novo, existem despesas, deslocamentos, jornadas de estudo e pessoas que mantêm a rotina familiar enquanto o candidato se prepara.

A nova etapa começa com uma dívida de gratidão reconhecida em público

Com a conclusão do curso, Regina passa da condição de aluna para o serviço como soldado da Polícia Militar. A formação em Manhuaçu terminou, mas a policial ainda terá pela frente a adaptação ao trabalho operacional e às responsabilidades ligadas à segurança pública.

A primeira imagem dessa nova fase, contudo, ficou associada ao momento em que Agnalda aproximou as mãos do uniforme da filha e colocou a divisa no lugar. Para Regina, aquela insígnia não representava uma conquista individual. Ela carregava o trabalho da mãe, o sonho iniciado na infância e a história de uma família sustentada com o serviço diário de uma gari.

O que você achou da homenagem feita por Regina durante a formatura da Polícia Militar?
Deixe seu comentário e conte se alguém da sua família também teve participação decisiva em uma conquista profissional. Sua história pode mostrar outros exemplos de trabalho e apoio que raramente recebem reconhecimento público.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

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