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Aos 32 anos, caminhoneiro vê van desviar repentinamente na BR-381, descobre menina de apenas 2 anos sozinha prestes a atravessar a pista, consegue frear a tempo, pula da cabine para resgatá-la no colo, deixa o caminhão bloqueando a rodovia e começa a procurar desesperadamente pela família às margens da estrada
Escrito por Geovane Souza
Publicado em 26/08/2026 às 16:22
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Alan Carlos Júnior seguia de caminhão em direção a João Monlevade quando encontrou uma criança de cerca de 2 anos sozinha na BR-381, em Sabará. O motorista conseguiu parar antes que a menina atravessasse a rodovia, desceu da cabine e a retirou da pista antes de procurar quem cuidava dela
Uma manobra feita pela van que seguia logo à frente chamou a atenção do caminhoneiro Alan Carlos Júnior, de 32 anos, na manhã de 1º de setembro de 2023. Ele trafegava pela BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, quando percebeu que o veículo havia desviado para o acostamento por um motivo que ele ainda não conseguia enxergar.
Segundos depois, Alan descobriu o que estava no caminho. Uma menina de aproximadamente 2 anos estava sozinha junto à rodovia e, segundo o relato do motorista, prestes a atravessar a pista. O caminhoneiro conseguiu frear, acionou o alerta e saiu rapidamente da cabine para alcançar a criança.
O caso aconteceu por volta das 8h30. Alan saiu de Betim e seguia em direção a João Monlevade quando encontrou a menina, que aparentemente havia deixado uma casa localizada nas proximidades da estrada sem que a responsável percebesse.
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De acordo com a reportagem original de O Tempo Betim, o caminhoneiro disse que estava em baixa velocidade naquele momento, circunstância que permitiu interromper o deslocamento do veículo a tempo. Depois de pegar a menina no colo, ele e o motorista da van começaram a procurar de onde ela havia saído.
Van desviou primeiro e revelou ao caminhoneiro que havia algo no caminho
Antes de enxergar a menina, Alan viu a van à sua frente fazer uma manobra em direção ao acostamento. O movimento repentino funcionou como o primeiro alerta de que havia um obstáculo na rodovia.
Quando finalmente conseguiu visualizar a pista à frente, o caminhoneiro percebeu que não se tratava de um objeto ou animal. Era uma criança pequena caminhando sem um adulto ao lado.
Alan relatou que acionou o pisca-alerta, puxou o freio de mão e deixou a cabine praticamente de imediato. Ele conseguiu chegar até a menina e pegá-la no colo antes que ela avançasse pela rodovia.
Segundo informações publicadas pelo portal Plox na época, a criança permaneceu tranquila durante o resgate e não demonstrou medo ao ser carregada pelo caminhoneiro. O condutor da van também parou e passou a ajudar na tentativa de descobrir onde estavam os responsáveis pela menina.
Com a criança no colo, os dois motoristas começaram a procurar uma casa próxima à BR-381
Com a menina fora da área de risco, surgiu outro problema. Os dois homens não sabiam quem era a criança nem de onde ela havia saído.
Alan e o motorista da van observaram os arredores até perceberem uma casa localizada às margens da BR-381. Eles seguiram em direção ao imóvel com a criança.
Foi quando encontraram a cuidadora. Segundo o relato do caminhoneiro, a mulher estava desesperada e havia acabado de notar que a menina não estava mais onde deveria estar.
A criança foi então devolvida à responsável. Não há, nas reportagens consultadas, indicação de ferimentos sofridos pela menina durante o episódio.
O relato também não esclarece como exatamente a criança conseguiu deixar o imóvel e chegar tão perto da rodovia. O que se sabe é que o intervalo entre a percepção dos motoristas e o resgate foi curto e que Alan conseguiu parar antes de uma possível travessia da pista.
Caminhão ficou bloqueando o sentido João Monlevade enquanto Alan retirava a menina da pista
A rapidez da reação teve uma consequência momentânea no trânsito. Na pressa para alcançar a criança, Alan deixou o caminhão parado na rodovia.
Depois que encontrou a cuidadora e entregou a menina em segurança, ele precisou retornar imediatamente ao veículo. O caminhão estava no meio da pista e bloqueava o sentido em direção a João Monlevade.
A parada, portanto, não fazia parte de uma interdição organizada da BR-381. Foi resultado direto da emergência enfrentada pelo motorista, que priorizou retirar a criança da área de circulação dos veículos e somente depois voltou para liberar a faixa.
A situação terminou sem registro de atropelamento ou colisão relacionado ao resgate nas reportagens consultadas. O caminhoneiro conseguiu retirar o veículo e retomou a viagem.
Depois de voltar à estrada, caminhoneiro precisou parar em um posto para chorar
A reação emocional apareceu somente depois que o risco imediato havia passado. Alan voltou para a cabine e continuou dirigindo, mas acabou parando em um posto de combustíveis.
Ali, tomou água e chorou. O motorista contou que ficou em pânico depois de compreender o que poderia ter acontecido caso não tivesse conseguido parar o caminhão a tempo.
A situação tinha ainda uma dimensão pessoal. Alan revelou que também era pai de uma menina de 2 anos, praticamente a mesma idade da criança encontrada na BR-381.
Ele também contou ter perdido outro filho para o câncer cinco anos antes do episódio. A experiência fez com que o encontro inesperado na rodovia tivesse um peso ainda maior para o caminhoneiro.
O Brasil do Trecho, que também repercutiu o caso em setembro de 2023, informou que Alan manifestou o desejo de reencontrar posteriormente a menina que havia retirado da rodovia.
Caso terminou sem ferimentos após uma sequência de decisões tomadas em poucos segundos
Do momento em que a van desviou até Alan perceber a presença da criança, frear e sair da cabine, praticamente toda a situação foi resolvida em poucos instantes. A baixa velocidade mencionada pelo próprio motorista foi decisiva para que ele conseguisse interromper o caminhão.
O episódio também mostra como a sequência dos acontecimentos poderia ter sido diferente caso o caminhoneiro estivesse mais próximo da van ou tivesse menos espaço para parar. A menina estava sozinha em uma rodovia federal e, conforme o relato de Alan, preparava-se para atravessar a pista.
O desfecho foi a entrega da criança à cuidadora sem que houvesse notícia de ferimentos. Para Alan, porém, a viagem até João Monlevade deixou de ser apenas mais um dia de trabalho e terminou marcada pela imagem da menina que apareceu diante de seu caminhão na BR-381.
E você, como acredita que reagiria ao encontrar uma criança tão pequena sozinha no meio de uma rodovia? Deixe seu comentário e conte o que mais chamou sua atenção nesse resgate. Sua opinião ajuda a ampliar a discussão sobre atenção, responsabilidade e segurança nas proximidades das estradas.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

