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Aos 33 anos, gari que varria ruas da Grande Belém usa o salário da limpeza para pagar a faculdade, veste novamente o uniforme no ensaio de formatura e conclui a segunda graduação em Educação Física antes de ser aprovada para trabalhar como professora no Sesc

Aos 33 anos, gari que varria ruas da Grande Belém usa o salário da limpeza para pagar a faculdade, veste novamente o uniforme no ensaio de formatura e conclui a segunda graduação em Educação Física antes de ser aprovada para trabalhar como professora no Sesc

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Aos 33 anos, gari que varria ruas da Grande Belém usa o salário da limpeza para pagar a faculdade, veste novamente o uniforme no ensaio de formatura e conclui a segunda graduação em Educação Física antes de ser aprovada para trabalhar como professora no Sesc

Escrito por Carla Teles

Publicado em 08/08/2026 às 13:09

Atualizado em 08/08/2026 às 13:10

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Gari da Grande Belém conclui Educação Física e é aprovada como professora no Sesc após usar salário da limpeza para pagar faculdade. Imagens: @annecarolinetav

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Anne Caroline Tavares, de 33 anos, trabalhou como gari na Grande Belém, usou a renda da limpeza para sustentar parte da faculdade, voltou a vestir o uniforme no ensaio de formatura, concluiu sua segunda graduação em Educação Física e foi também aprovada em processo seletivo para professora efetiva no Sesc.

A gari Anne Caroline Tavares, de 33 anos, conciliou o trabalho de limpeza urbana na Grande Belém, no Pará, com uma trajetória acadêmica que terminou em sua segunda graduação. Parte do dinheiro recebido enquanto varria as ruas ajudou a manter os estudos, e anos depois ela decidiu levar novamente o uniforme profissional para o ensaio de formatura em Educação Física, transformando a roupa de trabalho em símbolo de uma etapa que ajudou a financiar a faculdade.

Segundo a reportagem, Anne já era formada como tecnóloga em Radiologia quando concluiu Educação Física e, naquele momento, também havia sido aprovada em um processo seletivo para atuar como professora efetiva no Sesc. A fonte não informa a unidade específica do Sesc nem detalha quando ela iniciaria a nova função.

Trabalho como gari ajudou a sustentar os estudos

Durante parte da graduação, Anne trabalhou como gari nas ruas da Grande Belém. A própria formanda relatou que o dinheiro recebido pela atividade de limpeza contribuiu para que ela conseguisse continuar estudando, embora a reportagem não apresente valores de salário, mensalidade ou por quanto tempo exatamente o trabalho financiou sua formação.

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O emprego também ganhou importância simbólica na trajetória porque foi exercido em um período no qual Anne já planejava avançar profissionalmente. Em vez de tratar aquele uniforme como algo a ser escondido depois da formatura, ela decidiu incorporá-lo à celebração da conquista acadêmica, destacando que foi justamente um trabalho considerado digno por ela que tornou possível seguir adiante.

Comentários negativos surgiram quando ela começou na limpeza

Imagens: @annecarolinetav

Anne contou que, quando entrou para trabalhar como gari, ouviu comentários negativos. A reportagem não identifica quem fez essas observações nem reproduz todas as críticas, mas registra que houve pessoas que duvidaram da possibilidade de ela se tornar professora no futuro.

Essa reação acabou se tornando uma das razões pelas quais Anne decidiu revisitar a antiga profissão na época da conclusão do curso. A formatura permitiu que ela colocasse lado a lado dois momentos da própria trajetória: o período em que limpava ruas e a etapa em que estava prestes a assumir uma nova atuação profissional ligada à Educação Física.

Uniforme voltou a aparecer no ensaio de formatura

Durante o ensaio fotográfico de formatura, Anne vestiu novamente o uniforme usado na época em que trabalhava como gari. A escolha não foi apenas estética. Ela explicou que sentia orgulho da roupa porque o emprego havia contribuído diretamente para que pudesse continuar perseguindo a formação acadêmica.

Nas imagens e vídeos publicados nas redes sociais, a roupa de trabalho aparece junto à celebração da graduação. O contraste entre uniforme de limpeza e formatura reforçou a mensagem que Anne quis transmitir sobre valorização profissional, sem apresentar uma ocupação como inferior à outra ou negar a importância do período vivido anteriormente.

Educação Física tornou-se a segunda graduação

Imagens: @annecarolinetav

A conclusão do curso de Educação Física representou a segunda formação superior de Anne Caroline. Antes disso, ela já havia se graduado como tecnóloga em Radiologia, informação destacada pela reportagem ao contextualizar a nova conquista acadêmica.

A fonte não informa em qual instituição Anne cursou Educação Física, quanto tempo durou a graduação ou em que momento ela concluiu Radiologia. O dado confirmado é que aos 33 anos ela chegou à segunda graduação depois de passar parte da faculdade trabalhando na limpeza urbana, mantendo estudo e trabalho dentro da mesma trajetória.

Anne afirmou ter orgulho da antiga profissão

Vídeo: @annecarolinetav

Ao comentar a própria história, Anne destacou que todo trabalho honesto merece ser valorizado. Essa ideia aparece como um dos principais pontos de sua publicação, especialmente porque ela havia enfrentado questionamentos quando trabalhava nas ruas.

A mensagem também ajuda a explicar por que o uniforme ganhou espaço nas fotografias. Para Anne, o período como gari não representava uma fase que precisava ser apagada depois do diploma, mas uma parte importante do caminho que permitiu chegar à formação como professora de Educação Física.

Aprovação no Sesc veio junto à conclusão do curso

Além da graduação, Anne também comemorou outro resultado profissional. Segundo a reportagem, ela foi aprovada em processo seletivo para professora efetiva no Sesc, passando da formação acadêmica para uma oportunidade diretamente relacionada à nova área.

A fonte não informa a quantidade de candidatos, a posição de Anne no processo seletivo ou a unidade em que ela trabalharia. Por isso, esses detalhes não podem ser acrescentados com segurança. O que está confirmado é que a aprovação já havia ocorrido quando a história foi publicada em janeiro de 2025.

Vídeo da trajetória ganhou repercussão nas redes

Anne compartilhou um vídeo contando parte de sua trajetória profissional e acadêmica. A publicação recebeu comentários de seguidores que destacaram tanto a conclusão do curso quanto a decisão de homenagear o período em que ela trabalhou nas ruas da Grande Belém.

A reportagem não apresenta um número total de visualizações do vídeo, portanto não é possível medir com precisão o alcance alcançado naquele momento. Ainda assim, as reações reproduzidas pela fonte mostram que a passagem de gari a professora foi um dos elementos mais comentados por quem acompanhou a publicação.

Formatura não apagou o caminho percorrido

A conclusão de Educação Física poderia ter marcado apenas o início de uma nova fase profissional, mas Anne decidiu conectar o diploma ao emprego que ajudou a sustentá-la durante parte da faculdade. O uniforme usado no ensaio deixou evidente que ela não pretendia separar a conquista acadêmica da experiência anterior na limpeza urbana.

A história da gari que chegou à segunda graduação e foi aprovada para trabalhar como professora no Sesc reúne trabalho, estudo e mudança profissional sem desvalorizar nenhuma das etapas percorridas. Para você, o que mais chama atenção nessa trajetória: o uso do salário para manter a faculdade, a homenagem feita com o uniforme ou a conquista de uma nova oportunidade profissional depois da graduação? Conte sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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