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Aos 34 anos, mãe deixa antiga profissão, cursa fisioterapia para cuidar melhor do filho com Atrofia Muscular Espinhal (AME) e recebe diploma após quatro anos de graduação

Aos 34 anos, mãe deixa antiga profissão, cursa fisioterapia para cuidar melhor do filho com Atrofia Muscular Espinhal (AME) e recebe diploma após quatro anos de graduação

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Aos 34 anos, mãe deixa antiga profissão, cursa fisioterapia para cuidar melhor do filho com Atrofia Muscular Espinhal (AME) e recebe diploma após quatro anos de graduação

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 30/08/2026 às 19:33

Atualizado em 30/08/2026 às 19:34

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Mãe se forma em fisioterapia após mudar de carreira para compreender melhor a AME do filho de 6 anos e agora pretende atender outras crianças. Fonte: Instagram.

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Mãe se forma em fisioterapia após mudar de carreira para compreender melhor a AME do filho de 6 anos e agora pretende atender outras crianças.

Aos 34 anos, Jéssica Viana recebeu na quinta-feira (20), em Gurupi, no sul do Tocantins, um diploma que nasceu de uma necessidade familiar. A mãe decidiu cursar fisioterapia depois que Matias, hoje com 6 anos, foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal. O objetivo inicial era dominar melhor os cuidados exigidos pela condição do filho; quatro anos depois, a escolha também abriu uma nova carreira.

Antes dessa mudança, Jéssica trabalhava com segurança do trabalho. A chegada de Matias alterou prioridades, rotina e planos profissionais. Com o avanço das demandas de cuidado, ela deixou a antiga área e passou a estudar uma formação diretamente ligada a parte das necessidades enfrentadas dentro de casa.

Fisioterapia passou a fazer parte de uma rotina que já exigia cuidados complexos

Matias não caminha, apresenta escoliose, enfrenta dificuldades respiratórias e utiliza equipamento de suporte. A alimentação também não é feita por via oral. Essas condições exigem acompanhamento constante e colocaram Jéssica em contato, ainda antes da faculdade, com procedimentos como a higiene pulmonar.

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Foi nesse ponto que a fisioterapia deixou de ser apenas uma possibilidade profissional. O curso deu à mãe base teórica para compreender ações que já faziam parte da rotina e trouxe mais segurança nos períodos em que o acesso às terapias se torna restrito.

A AME é uma doença genética rara que atinge os neurônios motores. Seus efeitos podem comprometer força muscular, movimentos, respiração e deglutição. O Ministério da Saúde recomenda acompanhamento individualizado e realizado por diferentes profissionais, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Novo diploma também abre espaço para atender outras crianças

O conhecimento adquirido ao longo dos quatro anos não ficará restrito à casa de Jéssica. Depois da formatura, ela pretende iniciar a atuação profissional e trabalhar também com crianças da região.

Essa decisão representa outra mudança importante. O curso que começou como uma tentativa de compreender melhor a realidade de Matias acabou oferecendo à mãe uma profissão na qual ela afirma ter se encontrado.

Mãe se forma em fisioterapia após mudar de carreira para compreender melhor a AME do filho de 6 anos e agora pretende atender outras crianças. Fonte: Instagram.

Jéssica também voltou a projetar objetivos pessoais depois de anos em que grande parte das decisões familiares esteve ligada à saúde do filho. A graduação passou, assim, a ocupar dois lugares ao mesmo tempo: ferramenta para o cotidiano e caminho profissional próprio.

Encontro com Matias virou o momento mais marcante da cerimônia

Durante a solenidade, a história da família apareceu diante do público. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra Jéssica caminhando na cerimônia até identificar Matias entre os presentes. Ela então se aproxima dele e diz: “Foi por você”.

O gesto ganhou peso porque a trajetória dos dois também foi marcada por períodos de medo. Jéssica contou que houve momentos em que receou perder o menino. Ao chegar à formatura com ele presente, definiu aquele momento como uma vitória compartilhada.

O mês da cerimônia também coincide com ações de conscientização sobre a Atrofia Muscular Espinhal. No país, 8 de agosto é o Dia Nacional da Pessoa com Atrofia Muscular Espinhal, criado para ampliar a informação sobre a doença.

Para Jéssica, porém, a conquista mais concreta veio da transformação provocada dentro da própria família. A mãe que entrou na fisioterapia para entender melhor os cuidados de Matias agora sai da faculdade preparada para exercer a profissão, acompanhar o filho com mais conhecimento e levar essa experiência a outras crianças.

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Só Notícia Boa


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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