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Aos 38 anos, empreendedora começou a fabricar blocos com máquina movida pelo sol, reduziu o esforço manual para construção e criou uma nova renda em vila da Zâmbia

Aos 38 anos, empreendedora começou a fabricar blocos com máquina movida pelo sol, reduziu o esforço manual para construção e criou uma nova renda em vila da Zâmbia

4 min de leitura

Aos 38 anos, empreendedora começou a fabricar blocos com máquina movida pelo sol, reduziu o esforço manual para construção e criou uma nova renda em vila da Zâmbia

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 28/08/2026 às 18:06

Atualizado em 28/08/2026 às 18:07

Empreendedora de 38 anos começou a fabricar blocos com máquina movida pelo sol.

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Em Chitandika, no distrito de Chipangali, Sarafina Nyirenda usa energia solar comunitária para movimentar uma máquina de fabricar blocos, aumentar a produtividade e sustentar um pequeno negócio em uma rede que atende mais de 200 residências e empreendimentos

A máquina desce sobre a mistura, aplica pressão e solta um bloco ainda fresco. O movimento mostra como uma máquina de fabricar blocos substitui parte do esforço braçal na rotina de Sarafina Nyirenda, de 38 anos, moradora de Chitandika, no distrito de Chipangali, na Zâmbia.

É só depois de o bloco sair do molde que aparece o detalhe que sustenta a produção: a eletricidade vem de uma central solar comunitária. A energia movimenta o equipamento e ajuda a empreendedora a produzir com mais regularidade, criando uma fonte de renda ligada à construção.

Em 24 de junho de 2025, as informações foram divulgadas pela Organização Internacional do Trabalho, agência das Nações Unidas dedicada ao mundo do trabalho. Sarafina é apresentada como uma empreendedora resiliente que utiliza a máquina solar para elevar sua produtividade.

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A máquina que substituiu parte do esforço

Fabricar blocos manualmente exige colocar a mistura no molde, aplicar força para compactar e retirar cada peça sem deformá la. Com o equipamento conectado à central solar, a máquina aplica pressão de forma repetida, reduzindo a parte mais pesada do serviço.

A mudança não elimina todo o trabalho manual. Sarafina ainda precisa acompanhar a moldagem, retirar os blocos frescos e organizar as peças até que estejam prontas para uso. O ganho aparece no ritmo da produção, pois o equipamento pode repetir o mesmo movimento e aumentar a produtividade.

Sarafina Nyirenda usa energia solar comunitária para movimentar uma máquina de fabricar blocos (Imagem: Allan Mulenga)

No Brasil, o princípio lembra as prensas manuais de blocos, nas quais o operador baixa uma alavanca para pressionar a mistura dentro do molde. Nos dois casos, o objetivo é dar forma e compactar o material. A diferença está na força usada para movimentar a prensa.

Da mistura à cura, o bloco passa por cinco momentos

O caminho pode ser explicado em cinco momentos principais: preparar a mistura, preencher o molde, compactar o material, retirar e alinhar as peças e, por fim, realizar a cura. Cada fase interfere no formato e na resistência do bloco.

A cura é o período em que o material ganha resistência antes de ser usado em uma parede. Isso significa que retirar o bloco da máquina não encerra o trabalho. A peça fresca ainda precisa permanecer protegida e organizada até atingir condição adequada de uso.

As proporções dos materiais, o tempo de cura e a quantidade produzida por dia por Sarafina não foram informados. Sem esses dados, não é possível calcular a capacidade da máquina nem comparar seu rendimento com o de uma fábrica de blocos.

Energia solar transformada em paredes

A central solar de Chitandika fornece eletricidade para mais de 200 residências e empreendimentos. Os painéis captam a luz do sol, geram energia e permitem que casas e pequenos negócios utilizem equipamentos que dependem de eletricidade.

A Organização Internacional do Trabalho, agência das Nações Unidas dedicada ao mundo do trabalho, registrou que as centrais solares da região também alimentam moinhos, oficinas de solda e salões. O caso de Sarafina leva essa eletricidade para uma atividade conhecida por qualquer pedreiro.

Para um pequeno negócio, um fornecimento confiável permite manter a máquina em operação e organizar melhor a rotina. Na prática, a energia do sol deixa de servir apenas para iluminação e passa a participar da fabricação de blocos usados para erguer paredes.

A limitação que ainda impede crescer mais

Ter eletricidade disponível não significa que ela seja barata. Gertrude Phiri, responsável por um moinho movido a energia solar em Chitandika, afirmou que o fornecimento é confiável, porém caro. A despesa pesa mais sobre negócios pequenos, que trabalham com pouco dinheiro disponível.

Na fabricação de blocos, o gasto com energia se soma aos materiais e às demais despesas da produção. Se o custo for alto, aumentar a quantidade fabricada pode não ser suficiente para tornar o negócio mais competitivo.

Sarafina pediu mais apoio, mais formação e acesso a equipamentos solares com preço acessível. O pedido mostra que levar eletricidade até a vila resolve uma parte do problema, mas o crescimento também depende do custo para usar a energia e adquirir as máquinas.

Você acredita que máquinas semelhantes, ligadas à energia solar, poderiam abrir espaço para pequenos negócios em comunidades brasileiras? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta história com quem trabalha com construção ou energia.

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Fonte

ILO


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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