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Aos 39 anos, brasileira tem o visto canadense negado após vender móveis e carro, embarca sozinha para a Irlanda, passa oito meses longe do marido e do filho, investe € 9 mil numa máquina e transforma frutas descartadas numa foodtech que produz 5 mil litros de sorvete por mês e projetava faturar R$ 1,5 milhão

Aos 39 anos, brasileira tem o visto canadense negado após vender móveis e carro, embarca sozinha para a Irlanda, passa oito meses longe do marido e do filho, investe € 9 mil numa máquina e transforma frutas descartadas numa foodtech que produz 5 mil litros de sorvete por mês e projetava faturar R$ 1,5 milhão

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Aos 39 anos, brasileira tem o visto canadense negado após vender móveis e carro, embarca sozinha para a Irlanda, passa oito meses longe do marido e do filho, investe € 9 mil numa máquina e transforma frutas descartadas numa foodtech que produz 5 mil litros de sorvete por mês e projetava faturar R$ 1,5 milhão

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 29/08/2026 às 09:11

Atualizado em 29/08/2026 às 09:12

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Giselle Makinde teve o visto canadense negado, mudou-se para a Irlanda e criou a Cream of the Crop, foodtech que reaproveitou 10 toneladas de alimentos e passou a vender 5 mil litros de sorvete por mês.

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Giselle Makinde deixou o Brasil aos 39 anos após ter o visto canadense negado, viveu oito meses separada do marido e do filho na Irlanda e investiu € 9 mil em uma máquina. Criou a Cream of the Crop, que transforma alimentos descartados e vende 5 mil litros de sorvete mensalmente.

Giselle Makinde chegou à Irlanda em 2018 depois que um plano de mudança para o Canadá foi interrompido pela negativa do visto. Aos 39 anos, embarcou primeiro para Dublin, passou oito meses distante do marido e do filho e mais tarde transformou alimentos que seriam descartados em sorvetes e outros produtos comercializados pela Cream of the Crop.

As informações foram publicadas pela Forbes Brasil em 9 de setembro de 2022, em reportagem de Fabiana Corrêa. Na época, a foodtech vendia 5 mil litros de sorvete por mês, havia reaproveitado 10 toneladas de alimentos e previa faturamento superior a € 300 mil, cerca de R$ 1,5 milhão, até o fim daquele ano.

Giselle trabalhava como chef e também havia empreendido no Brasil

Antes da mudança internacional, Giselle tinha experiência profissional em restaurantes brasileiros e já havia empreendido com uma agência de viagens.

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Ela e o marido decidiram buscar uma mudança de vida e inicialmente escolheram o Canadá como destino para estudar.

Família vendeu móveis e carro antes da viagem planejada ao Canadá

O casal começou a organizar a saída do Brasil antes de receber a resposta final sobre o visto.

Giselle e o marido venderam móveis e o carro, alugaram a casa e foram morar com o filho na residência de parentes enquanto concluíam os preparativos para a mudança.

Visto foi negado quando mudança já estava preparada

A negativa ocorreu na etapa final do planejamento.

Com o visto canadense recusado, Giselle relatou ter ficado sem saber o que fazer e passou a pesquisar países de língua inglesa que aceitassem brasileiros.

Falta de chefs levou brasileira a escolher a Irlanda

Giselle Makinde teve o visto canadense negado, mudou-se para a Irlanda e criou a Cream of the Crop, foodtech que reaproveitou 10 toneladas de alimentos e passou a vender 5 mil litros de sorvete por mês.

A pesquisa apresentou a Irlanda como uma alternativa.

Giselle descobriu que havia demanda por profissionais de cozinha no país e decidiu mudar o destino da família para Dublin. Poucas semanas depois, ela embarcou sozinha com a intenção de encontrar trabalho e preparar a chegada do marido e do filho.

Família só voltou a viver junta oito meses depois

A estratégia exigiu uma separação prolongada.

Giselle permaneceu na Irlanda enquanto organizava a nova vida, e marido e filho só conseguiram se reunir com ela oito meses depois.

Aos 39 anos, ela dividiu moradia estudantil com outros nove jovens

Os primeiros meses na Irlanda incluíram uma rotina distante daquela que Giselle mantinha no Brasil.

Aos 39 anos, ela passou dois meses em uma residência estudantil compartilhada com outros nove jovens e conseguiu emprego em um restaurante.

Caixa de bananas maduras revelou desperdício de alimentos

A ideia do futuro negócio começou durante o trabalho no restaurante.

Ao preparar um bolo de banana, Giselle pediu ao fornecedor frutas mais maduras. No dia seguinte, recebeu gratuitamente uma caixa de bananas que seriam rejeitadas por restaurantes por estarem fora do padrão visual esperado, apesar de ainda estarem próprias para consumo.

Frutas maduras e machucadas viraram matéria-prima

Giselle Makinde teve o visto canadense negado, mudou-se para a Irlanda e criou a Cream of the Crop, foodtech que reaproveitou 10 toneladas de alimentos e passou a vender 5 mil litros de sorvete por mês.

A experiência levou Giselle a observar o descarte de alimentos em boas condições.

Ela identificou as frutas como um dos produtos mais difíceis de reaproveitar por serem descartadas quando ficam maduras demais ou apresentam pequenos danos externos e começou a procurar produtores e distribuidores.

Ideia inicial era congelar frutas antes de transformá-las em sorvete

Giselle Makinde teve o visto canadense negado, mudou-se para a Irlanda e criou a Cream of the Crop, foodtech que reaproveitou 10 toneladas de alimentos e passou a vender 5 mil litros de sorvete por mês.

Giselle passou a pensar em formas de aumentar o tempo disponível para utilizar esses alimentos.

Uma das soluções imaginadas foi congelar as frutas e, enquanto desenvolvia uma aplicação comercial, transformá-las em sorvete no estilo italiano.

Cursos online ajudaram a desenvolver produto durante a pandemia

Giselle Makinde teve o visto canadense negado, mudou-se para a Irlanda e criou a Cream of the Crop, foodtech que reaproveitou 10 toneladas de alimentos e passou a vender 5 mil litros de sorvete por mês.

O desenvolvimento ocorreu no início do período de isolamento provocado pela Covid.

Giselle aproveitou a oferta de cursos pela internet para aprender técnicas de fabricação de sorvete italiano e avançar da ideia para os primeiros testes de produção.

Primeira máquina custou € 9 mil

A entrada efetiva na produção exigiu um investimento próprio.

Giselle reuniu € 9 mil, comprou sua primeira máquina e começou a fabricar os produtos em um pequeno cômodo dentro de casa.

Cream of the Crop passou a aproveitar alimentos que iriam para o lixo

Giselle Makinde teve o visto canadense negado, mudou-se para a Irlanda e criou a Cream of the Crop, foodtech que reaproveitou 10 toneladas de alimentos e passou a vender 5 mil litros de sorvete por mês.

A empresa ampliou posteriormente a variedade de matérias-primas reaproveitadas.

Além de frutas, fornecedores passaram a entregar produtos como iogurte, aparas de bolo, cacau e até algas marinhas que anteriormente seriam descartados.

Depósito próximo a Dublin recebe mais de três toneladas de frutas por mês

Com o crescimento, a operação deixou o pequeno espaço doméstico.

A Cream of the Crop passou a funcionar em um depósito próximo a Dublin, que recebia mais de três toneladas de frutas mensalmente vindas de uma das principais distribuidoras de alimentos da Irlanda.

Empresa transforma excedentes em sorvete e frutas cobertas de chocolate

As matérias-primas são direcionadas para mais de uma linha de produtos.

A foodtech produz sorvetes no estilo italiano e também cubos de frutas secas cobertos de chocolate, utilizando ingredientes que poderiam terminar no descarte.

Produção alcançou 5 mil litros de sorvete por mês

A operação ganhou escala comercial.

Na época da publicação, a Cream of the Crop vendia 5 mil litros de sorvete mensalmente e já comercializava seus produtos em diferentes partes da Irlanda.

Dez toneladas de alimentos já haviam sido reaproveitadas

O volume desviado do descarte também passou a ser contabilizado pela empresa.

Segundo Giselle, desde a fundação da Cream of the Crop, em 2020, cerca de 10 toneladas de alimentos que iriam para o lixo já haviam sido utilizadas pela operação.

Foodtech projetava faturar mais de € 300 mil no ano

A empresa também trabalhava com metas de crescimento financeiro.

A previsão apresentada em 2022 era superar € 300 mil em faturamento, aproximadamente R$ 1,5 milhão, até o final daquele ano e chegar a € 500 mil, cerca de R$ 2,6 milhões, em 2023.

Equipe passou a reunir seis mulheres

O crescimento exigiu ampliação da estrutura profissional.

Giselle mudou a empresa para um depósito maior e montou uma equipe formada por seis mulheres para trabalhar nas áreas de produção e logística.

Negócio passou a vender para toda a Irlanda

A expansão também aumentou o alcance geográfico da Cream of the Crop.

A empresa passou a vender em todo o país, mercado que Giselle descreveu como favorável porque os irlandeses estão entre os grandes consumidores de sorvete da Europa e valorizam produtos nacionais.

Excesso de frutas levou à criação de um segundo produto

O volume recebido pelos fornecedores continuou aumentando.

Giselle comprou novas máquinas e criou cubos de banana passa cobertos de chocolate, ampliando o aproveitamento das frutas além da fabricação de sorvetes.

Casca da banana passou a ser estudada para virar farinha

A empreendedora buscava reduzir também os resíduos produzidos pelo próprio processamento.

Segundo Giselle, a casca corresponde a cerca de 40% do volume da banana, e ela passou a estudar maneiras de transformá-la em farinha. A empresa também começou a desenvolver embalagens retornáveis.

Cream of the Crop transforma mudança frustrada em operação de alcance nacional

A trajetória de Giselle Makinde começou com um plano de mudança para o Canadá, passou pela negativa do visto, por oito meses de separação familiar e por um investimento inicial de € 9 mil na primeira máquina de sorvete.

Anos depois, a Cream of the Crop vendia 5 mil litros mensais, havia reaproveitado 10 toneladas de alimentos, trabalhava com uma equipe de seis mulheres e projetava superar R$ 1,5 milhão em faturamento naquele ano, enquanto buscava reduzir o desperdício também em embalagens e resíduos da própria produção.

Na sua opinião, o que mais chama atenção na trajetória de Giselle Makinde: recomeçar sozinha em outro país, investir € 9 mil na primeira máquina ou transformar alimentos descartados em uma empresa que passou a vender milhares de litros de sorvete por mês? Deixe sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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