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Aos 44 anos, famoso cantor sertanejo mantém fazenda em Minas Gerais como refúgio longe dos palcos, cria mini bois, mini vacas, pôneis e pequenos porcos, enquanto a família também investe em gado Nelore, Angus, milho e soja

Aos 44 anos, famoso cantor sertanejo mantém fazenda em Minas Gerais como refúgio longe dos palcos, cria mini bois, mini vacas, pôneis e pequenos porcos, enquanto a família também investe em gado Nelore, Angus, milho e soja

MG

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Aos 44 anos, famoso cantor sertanejo mantém fazenda em Minas Gerais como refúgio longe dos palcos, cria mini bois, mini vacas, pôneis e pequenos porcos, enquanto a família também investe em gado Nelore, Angus, milho e soja

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 21/08/2026 às 12:36

Atualizado em 21/08/2026 às 12:37

Agronegócio

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Aos 44 anos, famoso cantor sertanejo mantém fazenda em Minas Gerais como refúgio longe dos palcos, cria mini bois, mini vacas, pôneis

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Aos 44 anos, César Menotti mantém uma propriedade rural em Minas Gerais conhecida pelos mini bois, pôneis e porcos, enquanto o irmão Fabiano investe em genética Nelore e Angus e produção agrícola no Paraná.

Aos 44 anos, César Menotti construiu fora dos palcos uma rotina rural bem diferente daquela normalmente associada aos grandes nomes sertanejos. Em sua propriedade em Minas Gerais, o cantor mantém uma coleção incomum de mini bois, mini vacas, pôneis, pequenos cavalos e porcos, além de estrutura de haras e outros animais. Segundo a GQ Brasil, os exemplares em miniatura se tornaram uma das características mais conhecidas da fazenda e já despertaram até a curiosidade de outros artistas.

Mas o vínculo dos irmãos César Menotti e Fabiano com o campo vai muito além da chamada “fazendinha” de mini animais. A família também aparece ligada à pecuária comercial, seleção genética e agricultura. Fabiano Menotti mantém atuação consolidada com Nelore, Angus e Ultrablack, enquanto registros sobre a atividade rural dos irmãos apontam ainda produção de milho e soja no Paraná, formando um contraste curioso entre os pequenos animais que viralizam nas redes e um negócio agropecuário profissional baseado em genética, gado de corte e lavouras.

Mini bois, mini vacas e pôneis viraram atração na propriedade

A imagem tradicional de uma fazenda de cantor sertanejo costuma envolver enormes touros Nelore, cavalos milionários e grandes rebanhos. César Menotti seguiu por uma direção bem menos convencional em sua propriedade mineira.

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Sertanejo César Menotti coleciona mini animais em fazenda milionária — Foto: Reprodução Instagram

A GQ registrou em 2024 que a fazenda mantinha uma quantidade significativa de animais em miniatura, entre eles bois, vacas, pôneis e porcos. Fotografias compartilhadas pelo próprio artista mostram César carregando pequenos porcos nos braços e posando ao lado de cavalos de tamanho reduzido.

Não se trata, porém, de uma paixão recente. Em 2014, César já havia falado publicamente sobre sua criação de mini animais durante participação no programa Encontro. Dois anos depois, o SBT visitou o haras dos irmãos e destacou justamente os pequenos animais como uma das atrações do local.

Fazenda funciona também como refúgio da rotina de shows

A relação dos irmãos com a propriedade não se resume à pecuária. Em 2016, quando a apresentadora Eliana visitou o haras de César Menotti e Fabiano, o SBT descreveu o lugar como o espaço preferido dos sertanejos para descansar durante as folgas e passar tempo com a família.

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Reportagens posteriores identificaram a propriedade como Rancho Capitão do Mato, em Minas Gerais. Além dos mini animais, são citados haras, áreas verdes, lago e presença de outros animais, incluindo uma lhama.

Mini vaca chegou a provocar pedido de Gusttavo Lima

Os animais pequenos acabaram extrapolando a rotina familiar e se tornaram parte da presença de César Menotti nas redes sociais.

Um dos episódios registrados pela GQ ocorreu quando Gusttavo Lima viu uma mini vaca exibida pelo colega e brincou publicamente dizendo que sonhava em possuir um exemplar. César respondeu à interação em tom bem-humorado.

Aos 44 anos, famoso cantor sertanejo mantém fazenda em Minas Gerais como refúgio longe dos palcos, cria mini bois, mini vacas, pôneis

Lucas Lucco também participou da conversa, demonstrando interesse por uma mini vaca. O episódio ajuda a explicar por que a criação ganhou visibilidade. Enquanto muitos artistas mostram touros de grande porte e cavalos de competição, César passou a chamar atenção justamente pelo efeito contrário: animais rurais em escala reduzida.

Propriedade também mantém cavalos Mangalarga Marchador

Os equinos ocupam outro espaço importante nessa ligação com o campo. O levantamento publicado pelo portal especializado Compre Rural descreve o Rancho Capitão do Mato com um haras voltado ao Mangalarga Marchador. A conexão da dupla com a raça é antiga.

César Menotti e Fabiano aparecem em registros da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador como associados da entidade desde a década passada.

O Mangalarga Marchador tem presença particularmente forte em Minas Gerais, onde estão importantes criatórios, exposições e eventos da raça.

Assim, os pequenos pôneis e mini cavalos que fazem sucesso nas fotografias representam apenas uma parte do universo equestre associado aos irmãos.

Lado rural dos Menotti muda completamente quando entra Fabiano

A criação de mini animais aparece fortemente associada a César e à propriedade mineira. Já parte substancial da atividade pecuária comercial documentada está diretamente relacionada ao irmão Fabiano Menotti.

A Associação Brasileira de Angus e Ultrablack registra Fabiano como criador e investidor do setor. Seu projeto CMF Agropecuária, na Fazenda BH, em Califórnia, no Paraná, trabalha com bovinos de corte e seleção genética.

A entidade informa ainda que ele é criador de destaque em Nelore e utiliza genética Angus e Ultrablack visando características como produtividade e qualidade de carcaça.

Portanto, embora os irmãos compartilhem uma forte ligação rural, os negócios e propriedades não devem ser tratados como se fossem uma única operação.

Nelore e Angus colocam a família dentro da pecuária profissional

A presença de Fabiano na pecuária não é apenas recreativa. Em 2019, a própria Associação Brasileira de Angus registrou sua participação na aquisição de genética da raça. Na ocasião, Fabiano entrou como sócio de uma fêmea Angus premiada, adquirindo uma participação por R$ 50 mil.

Posteriormente, a CMF Agropecuária passou a aparecer em leilões especializados oferecendo genética selecionada.

Em 2022, a Angus Brasil informou que o criatório levaria a leilão animais selecionados com foco em precocidade, carcaça e qualidade da carne, utilizando doadoras provenientes de importantes criatórios nacionais e touros de origem norte-americana e inglesa. É uma operação muito diferente daquela vista nas fotografias dos mini bois.

Cruzamento entre Nelore e Angus também aparece no projeto

Outra estratégia documentada envolve o cruzamento industrial. O portal Compre Rural reproduziu registros de Fabiano mostrando animais Nelore e Angus e destacando justamente a combinação entre as duas raças. Também aparecem animais Nelore PO destinados posteriormente a leilões.

Aos 44 anos, famoso cantor sertanejo mantém fazenda em Minas Gerais como refúgio longe dos palcos, cria mini bois, mini vacas, pôneis

Já a Angus Brasil informa que a CMF trabalha também com Ultrablack sobre matrizes Nelore, dentro de um projeto voltado a produtividade e qualidade de carcaça.

O objetivo técnico é bastante diferente da criação ornamental ou recreativa dos mini animais: produzir bovinos com características economicamente relevantes para a cadeia da carne.

Milho e soja ampliam atividade para além da pecuária

A produção rural dos irmãos também chega às lavouras. Em registros reproduzidos pelo Compre Rural, Fabiano mostrou áreas cultivadas no Paraná e falou especificamente sobre milho e soja. Parte do milho possui integração direta com a pecuária, podendo ser usada na produção de silagem para alimentação do rebanho.

Essa integração é comum em propriedades pecuárias intensivas ou de ciclo mais tecnificado, porque permite transformar a produção agrícola em alimento armazenável para o gado.

No caso dos Menotti, ela revela que a ligação com o campo possui diferentes escalas: animais mantidos por lazer e tradição familiar de um lado, genética bovina e agricultura comercial do outro.

César chegou a “aposentar” uma mula idosa da fazenda

Há ainda um aspecto curioso sobre a forma como César se relaciona com os animais. Em relato reproduzido pelo Compre Rural, o cantor contou ter encontrado uma mula idosa ainda utilizada para puxar carroça na propriedade.

Ao saber da idade avançada do animal e entender que não havia necessidade daquele trabalho pesado, decidiu retirá-la definitivamente da atividade.

Ele também relatou manter cavalos idosos depois que deixam de desempenhar trabalhos mais exigentes.

Embora esse aspecto esteja distante da lógica econômica da pecuária comercial, ele ajuda a explicar por que os animais em miniatura e o haras ganharam espaço tão grande na rotina pessoal do cantor.

Dos bares de Belo Horizonte ao campo

César Menotti e Fabiano se projetaram nacionalmente durante a expansão do chamado sertanejo universitário nos anos 2000.

A dupla começou a ganhar força tocando para o público de Belo Horizonte e alcançou projeção nacional com trabalhos como Palavras de Amor, que reuniu músicas como “Leilão”, “Como um Anjo” e “Caso Marcado”.

A trajetória ajudou a colocar os irmãos entre os artistas que fizeram a ponte entre o sertanejo tradicional e a geração universitária.

O curioso é que, depois de transformar a vida no campo em repertório musical durante décadas de carreira, os irmãos também construíram uma relação concreta com o agronegócio.

No caso de César, essa ligação ganhou uma aparência bastante peculiar: mini bois, mini vacas, pequenos cavalos, pôneis e porcos convivendo com o ambiente de haras em Minas Gerais.

Por trás dos mini animais existe um agro muito maior

As imagens dos pequenos animais são justamente o elemento mais chamativo, mas contam apenas metade da história.

Aos 44 anos, César Menotti mantém uma propriedade rural em Minas Gerais cuja criação foge completamente do padrão visual das grandes fazendas de celebridades. Em vez de apenas touros enormes, aparecem mini bovinos que podem ser abraçados, cavalos pequenos e porcos carregados nos braços.

Ao mesmo tempo, o sobrenome Menotti está ligado a uma operação agropecuária bem mais convencional e profissional. Fabiano atua com Angus, Nelore e Ultrablack, participa do mercado de genética bovina e mantém atividade rural no Paraná, onde também aparecem lavouras de milho e soja.

É justamente essa combinação que torna a história incomum. Enquanto os mini bois de César chamam atenção nas redes sociais, nos bastidores há genética, leilões, pecuária de corte e agricultura.

No universo dos Menotti, portanto, o campo não é apenas cenário para descansar depois dos shows. Ele vai de um pequeno pônei que cabe praticamente nos braços a um projeto pecuário voltado à produção de carne e melhoramento genético.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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