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Aos 5 anos, o pequeno João Vitor tem QI 137; autodidata, ele aprendeu a lê desde os 3 anos, possui habilidades com idiomas, matemática e leitura e foi aceito no Mensa
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 18/08/2026 às 18:28
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Menino de 5 anos obteve QI 137 em avaliação neuropsicológica e foi aceito pela Mensa, mas família decidiu preservar sua etapa escolar.
João Vítor de Castro tem apenas 5 anos, frequenta o Pré-5 e já foi aceito pela Mensa no Brasil depois que uma avaliação neuropsicológica apontou QI 137, correspondente ao percentil 99. O menino, natural de Paraíso, em São Paulo, apresenta conhecimentos acima daqueles esperados para sua etapa escolar, mas seus pais decidiram não antecipar sua passagem para séries mais avançadas neste momento.
A escolha da família coloca outro aspecto no centro da história: acompanhar o desenvolvimento intelectual sem acelerar todas as demais etapas da infância. Ao Jornal do Sudoeste, a mãe, Gisele Castro, explicou que o vínculo de João Vítor com o irmão gêmeo, José Henrique, e seu desenvolvimento emocional pesaram na decisão de mantê-lo na turma atual.
Escola percebeu que menino precisava de desafios diferentes
Embora esteja no Pré-5, João Vítor já consegue lidar com conteúdos associados ao 2º e ao 3º ano. A diferença entre aquilo que domina e as atividades habituais da turma levou a própria escola a recomendar uma investigação mais detalhada sobre seu perfil de aprendizagem.
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O processo envolveu dez sessões de avaliação. Memória, linguagem, raciocínio e aspectos comportamentais estiveram entre as áreas examinadas antes da conclusão de que o menino apresentava altas habilidades/superdotação.
Com o laudo em mãos, os pais procuraram a Mensa e enviaram a documentação para análise. Posteriormente, receberam a confirmação de que João Vítor havia sido admitido na organização.
Família prefere enriquecer rotina em vez de avançar série
Na prática, a resposta às necessidades acadêmicas do garoto tem ocorrido sem retirá-lo imediatamente da convivência com crianças da mesma idade. A família e a escola procuram acrescentar atividades mais complexas paralelamente ao conteúdo regular.
Gisele relata que o filho reage melhor quando encontra tarefas capazes de realmente mobilizar sua atenção. Quando isso não acontece, algumas sensibilidades se tornam mais evidentes, razão pela qual a rotina passou a ser organizada com antecedência.
Hoje, diferentes atividades ajudam a compor esse equilíbrio:
- materiais escolares acima do nível regular são oferecidos junto às tarefas do Pré-5;
- xadrez, dama, Uno e Ludo aparecem entre os jogos usados nos momentos de aprendizagem;
- natação e duas horas diárias de recreação ou atividade funcional mantêm espaço para experiências fora dos estudos;
- inglês e outros idiomas entram conforme a curiosidade de João Vítor muda de assunto.
Essa estratégia permite que o menino encontre novos desafios sem transformar cada momento da infância em uma preparação acadêmica formal.
Primeiros sinais apareceram muito antes da avaliação
A confirmação veio aos 5 anos, mas algumas habilidades já chamavam atenção em casa havia bastante tempo. Aos 18 meses, João Vítor conseguia associar sons, símbolos e palavras; em uma dessas situações, apontava uma letra e relacionava o “A” à palavra inglesa apple.
Por volta dos dois anos e meio, seu interesse voltou-se para Libras, e ele aprendeu o alfabeto. Aos três anos, a leitura começou a aparecer espontaneamente em situações comuns, quando reconheceu palavras escritas em placas enquanto estava na rua.
Foi também nessa idade que a família percebeu que a escrita já havia sido incorporada ao repertório do garoto. Em determinada ocasião, ele deixou para José Henrique o recado “come não, José”, revelando uma capacidade que os pais ainda não tinham observado de maneira tão direta.
Curiosidade leva João Vítor de planetas à matemática
Os interesses não permanecem necessariamente concentrados em um único assunto. O menino já passou por períodos de grande curiosidade sobre planetas e anos-luz e, em outros momentos, direcionou a atenção para multiplicação e divisão.
Segundo Gisele, o filho também memoriza datas e feriados e costuma procurar respostas por conta própria. Computador e Alexa aparecem como ferramentas utilizadas quando deseja descobrir mais sobre algum tema específico.
A mãe conta ainda que ele pede frequentemente novas atividades impressas. Para a família, essa procura constante tornou importante oferecer conteúdo capaz de acrescentar alguma informação nova, porque tarefas muito repetitivas tendem a perder rapidamente o interesse do garoto.
Irmão gêmeo ajuda a preservar espaço para brincadeiras
Apesar do desempenho acadêmico, os pais evitam tratar João Vítor apenas a partir das altas habilidades. Socialmente, ele brinca com outras crianças e mantém uma relação próxima com o irmão gêmeo, que, segundo a mãe, ajuda a trazê-lo de volta para experiências próprias da idade.
Ao mesmo tempo, João procura estudantes mais velhos e adultos quando deseja manter conversas sobre assuntos complexos. Essa combinação reforçou a decisão da família de buscar equilíbrio em vez de simplesmente acelerar sua escolarização.
Como Paraíso ainda oferece poucas atividades extracurriculares específicas para crianças com altas habilidades, os próprios pais vêm montando alternativas. Aulas de idiomas, jogos educativos e possíveis professores particulares estão entre os caminhos considerados para acompanhar futuros interesses.
Entrada na Mensa abre nova etapa sem encurtar a infância
As informações sobre João Vítor foram divulgadas em setembro de 2025 pelo Só Notícia Boa. A entrada na Mensa tornou pública uma trajetória que a família já acompanhava dentro de casa, mas não mudou a principal preocupação dos pais.
Para Gisele, reconhecer a capacidade intelectual do filho não significa exigir que ele viva como alguém mais velho. O desafio agora é oferecer ao menino estímulos compatíveis com aquilo que consegue aprender e, ao mesmo tempo, preservar o convívio, as brincadeiras e os vínculos próprios de seus 5 anos.
Nesse sentido, o QI 137 não funciona como ponto de chegada. A família passou a utilizá-lo como uma informação para entender melhor de que maneira João Vítor aprende e quais condições podem ajudá-lo a continuar desenvolvendo suas habilidades sem deixar a infância para trás.
Fonte
Só Notícia Boa
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

