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Aos 51 anos, mulher volta à escola após 28 anos longe das salas de aula, convence o pai de 74 e a mãe de 69 a estudar com ela na EJA em Goiânia e transforma o retorno tardio em plano familiar que já mira conclusão em 2027 e faculdade de Direito
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 26/08/2026 às 07:39
Atualizado em 26/08/2026 às 07:40
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Selma Santos Barrozo, de 51 anos, retomou os estudos em Goiânia após 28 anos longe da escola e levou os pais, Francisco, de 74, e Maria da Paz, de 69, para a EJA. A família estuda junta, mira concluir essa etapa em 2027 e Selma planeja cursar Direito depois disso.
Selma Santos Barrozo, de 51 anos, voltou a estudar depois de permanecer 28 anos afastada das salas de aula e transformou a decisão em um projeto familiar. Poucos dias após entrar na Educação de Jovens e Adultos (EJA), em Goiânia, ela convidou o pai, Francisco, de 74 anos, e a mãe, Maria da Paz, de 69, para também retomarem os estudos.
As informações foram publicadas pelo Só Notícia Boa em 21 de agosto de 2026, em reportagem de Lorena Fassina. A história começou em agosto de 2025, quando Selma procurou a Escola Municipal Madre Francisca, na Vila Pedroso, inicialmente para matricular o filho, mas acabou recebendo um convite para conhecer a EJA.
Selma procurou a escola para matricular o filho em agosto de 2025
Selma chegou à Escola Municipal Madre Francisca com outro objetivo.
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A unidade não oferecia a etapa de ensino necessária para o filho dela, mas a visita apresentou uma possibilidade inesperada: conhecer a modalidade destinada a jovens e adultos que não haviam concluído a escolarização anteriormente.
Convite para conhecer a EJA mudou o rumo da visita
A escola apresentou a Selma a Educação de Jovens e Adultos.
Ela aceitou o convite e decidiu retornar à sala de aula, iniciando um processo que posteriormente envolveria também os pais.
Retorno aconteceu após 28 anos longe da escola
Selma estava afastada dos estudos havia 28 anos.
Ela havia deixado a escola quando ainda cursava a terceira série do ensino fundamental, e o retorno representou a retomada de uma etapa interrompida décadas antes.
Selma entrou no segundo período da EJA
A nova aluna começou diretamente no segundo período da modalidade.
Poucos dias depois de iniciar as aulas, decidiu apresentar a mesma possibilidade ao pai e à mãe.
Francisco, de 74 anos, aceitou estudar na mesma turma da filha
Francisco, de 74 anos, aceitou o convite feito por Selma.
Pai e filha passaram a frequentar a mesma turma, dividindo não apenas o ambiente escolar, mas também atividades e dúvidas surgidas durante os estudos.
Maria da Paz, de 69 anos, começou processo de alfabetização
Maria da Paz, de 69 anos, também resolveu voltar à escola.
Ela iniciou o primeiro período da EJA e passou a aprender a ler e escrever, vivendo uma etapa diferente daquela enfrentada pela filha e pelo marido.
Selma vai a pé enquanto os pais precisam pegar ônibus
A rotina de deslocamento da família não é igual para os três.
Selma mora no mesmo bairro da Escola Municipal Madre Francisca e faz o trajeto a pé. Francisco e Maria da Paz vivem no Setor Oliveira, em Senador Canedo, e precisam utilizar ônibus para chegar às aulas em Goiânia.
Pai e filha fazem atividades e tiram dúvidas juntos
Francisco e Selma transformaram a convivência familiar também em parceria escolar.
Os dois fazem atividades juntos e ajudam um ao outro quando surgem dúvidas durante as aulas ou os exercícios.
“A gente se ajuda. Tira dúvidas. Tem sido um motivo de alegria e também uma forma de poder retribuir o que ele fez por mim”, contou Selma.
Estudar ao lado do pai virou forma de retribuição
Selma relaciona a parceria atual ao esforço feito por Francisco pela família no passado.
Aos 51 anos, ela vê a possibilidade de acompanhar o pai nos estudos como uma maneira de devolver parte do apoio que recebeu dele ao longo da vida.
Retorno trouxe mais segurança para ler em público
As mudanças começaram a aparecer também fora das atividades escolares.
Segundo a Prefeitura de Goiânia, Selma passou a se sentir mais segura para ler em público depois que retomou os estudos.
Filha de 22 anos contou que Selma recebeu críticas pelo retorno
Luana Barroso do Nascimento, de 22 anos, filha de Selma, relatou que a mãe chegou a ser criticada por voltar à escola aos 51 anos.
Dentro da família, porém, Selma recebeu incentivo para continuar frequentando as aulas e avançar na formação.
Família pretende concluir etapa da EJA em 2027
Selma e Francisco já estavam no último período da EJA.
A previsão apresentada é de que os dois concluam essa etapa em 2027, quando estarão aptos a continuar a formação e buscar o ensino superior.
A EJA da rede municipal de Goiânia atende aproximadamente 750 estudantes.
A modalidade funciona em 55 salas, distribuídas por 18 escolas e também por espaços parceiros destinados a jovens, adultos e idosos que não conseguiram concluir anteriormente a escolarização.
Selma já planeja cursar Direito depois da EJA
Aos 51 anos, Selma já definiu qual pretende ser sua próxima etapa acadêmica.
Depois de concluir a EJA, ela quer ingressar em uma faculdade de Direito e seguir para a advocacia.
Família transforma volta às aulas em projeto que continua em 2027
Selma, Francisco e Maria da Paz passaram a dividir uma rotina escolar depois de décadas de trajetórias diferentes fora das salas de aula.
Selma e o pai projetam concluir a EJA em 2027, enquanto Maria da Paz segue no processo de alfabetização. A filha de 51 anos já mira a universidade e pretende continuar a formação no curso de Direito.
Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa história: Selma voltar depois de 28 anos, levar os pais para a escola ou já planejar uma faculdade de Direito após concluir a EJA? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

