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Aos 52 anos, mulher consegue colocar o nome do pai na certidão após lavrador maranhense de 102 anos viajar até o Distrito Federal, fazer teste de DNA e encerrar uma espera de mais de meio século

Aos 52 anos, mulher consegue colocar o nome do pai na certidão após lavrador maranhense de 102 anos viajar até o Distrito Federal, fazer teste de DNA e encerrar uma espera de mais de meio século

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Aos 52 anos, mulher consegue colocar o nome do pai na certidão após lavrador maranhense de 102 anos viajar até o Distrito Federal, fazer teste de DNA e encerrar uma espera de mais de meio século

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 14/08/2026 às 23:21

Atualizado em 14/08/2026 às 23:22

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Ana Lúcia, de 52 anos, conseguiu incluir o nome do pai em sua certidão após Elizar Moreira Silva, de 102 anos, participar do processo de reconhecimento de paternidade.

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Ana Lúcia passou mais de cinco décadas sem o nome do pai no registro civil. Aos 102 anos, Elizar Moreira Silva viajou do Maranhão ao Distrito Federal para formalizar a paternidade.

Uma espera iniciada ainda em 1974 finalmente chegou ao fim para Ana Lúcia Ferreira Rodrigues Moreira, de 52 anos.

Após mais de meio século, a cabeleireira conseguiu incluir oficialmente o nome do pai em sua certidão de nascimento.

Para concluir o processo, o lavrador aposentado Elizar Moreira Silva, de 102 anos, saiu do Maranhão e viajou até o Distrito Federal.

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Durante o procedimento, o idoso assinou a documentação necessária e realizou um teste de DNA, que confirmou oficialmente a paternidade.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a regularização ocorreu por meio do Programa Pai Legal, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

Registro sem o nome do pai começou em 1974

Inicialmente, Ana Lúcia nasceu em 1974, em Itapecuru Mirim, no Maranhão, quando seus pais eram casados somente no religioso.

Naquele período, Elizar trabalhava na roça e permanecia distante dos procedimentos burocráticos relacionados aos cartórios.

Mesmo assim, pai e filha sempre mantiveram uma relação próxima, embora a filiação paterna não aparecesse oficialmente no documento.

Entre os 12 irmãos, Ana Lúcia foi a primeira registrada.

Ao longo dos anos, a ausência do nome paterno na certidão provocou nela um sentimento de incompletude.

Ainda durante a infância, aos sete anos, ela deixou a casa dos pais para estudar e trabalhar.

Mais tarde, em 2000, já casada e mãe de três filhos, mudou-se para Brasília.

Atualmente, Ana Lúcia está no segundo casamento, tem três netos e continua viajando ao Maranhão para visitar o pai.

Hoje, Elizar também integra uma família numerosa, formada por 106 netos e bisnetos.

Programa Pai Legal abriu caminho para a regularização

Posteriormente, uma amiga apresentou a Ana Lúcia o Programa Pai Legal, que funciona no centro de Ceilândia.

A partir desse contato, surgiu a possibilidade de concretizar o antigo desejo de registrar oficialmente o sobrenome paterno.

Durante a formalização, Elizar precisou viajar do Maranhão ao Distrito Federal para participar pessoalmente do processo.

Na sequência, o aposentado assinou os documentos necessários e realizou o exame genético solicitado.

Logo depois, o teste de DNA confirmou oficialmente a paternidade.

Com essa confirmação, a atualização da certidão pôde ser concluída.

Mais de cinco décadas após o nascimento, Ana Lúcia passou a ter o nome do pai registrado em seu documento.

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Viviane Alves

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Programa acumula quase 130 mil investigações desde 2002

Desde 2002, o Programa Pai Legal oferece atendimento gratuito para investigação e reconhecimento de filiação no Distrito Federal.

Nos casos em que existe acordo entre as partes, o procedimento pode ocorrer no cartório, sem necessidade de judicialização.

Ao longo de 24 anos de atuação, o programa iniciou quase 130 mil investigações.

Nesse mesmo período, cerca de 18 mil reconhecimentos de paternidade foram concretizados no Distrito Federal.

Somente no primeiro semestre de 2026, mais de 2,5 mil mães foram notificadas para iniciar os procedimentos.

No mesmo intervalo, 716 reconhecimentos oficiais foram registrados.

Mensalmente, a Promotoria de Justiça de Filiação e Registros Públicos recebe aproximadamente 250 registros de nascimento sem o nome do pai.

Segundo o MPDFT, a regularização assegura direitos relacionados à identidade civil, convivência familiar e herança.

Viagem aos 102 anos encerrou espera de mais de meio século

Finalmente, a viagem de Elizar ao Distrito Federal permitiu concluir uma pendência documental existente desde o nascimento da filha.

Durante mais de 50 anos, a relação entre os dois existiu normalmente, embora não estivesse registrada de forma oficial.

Agora, aos 52 anos, Ana Lúcia conseguiu formalizar uma ligação familiar que fazia parte de sua história desde a infância.

O exame de DNA confirmou a paternidade, e o nome de Elizar passou a integrar oficialmente a certidão da filha.

Na sua opinião, qual é a importância de conseguir regularizar a filiação mesmo depois de tantas décadas? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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