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Aos 6 anos, Giovanna Barbosa decide fazer pulseiras de miçanga, passa dois meses juntando alimentos, transforma a arrecadação em dez cestas básicas e ainda participa pessoalmente das entregas às famílias atendidas, explicando que queria ajudar pessoas que não tinham o que comer

Aos 6 anos, Giovanna Barbosa decide fazer pulseiras de miçanga, passa dois meses juntando alimentos, transforma a arrecadação em dez cestas básicas e ainda participa pessoalmente das entregas às famílias atendidas, explicando que queria ajudar pessoas que não tinham o que comer

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Aos 6 anos, Giovanna Barbosa decide fazer pulseiras de miçanga, passa dois meses juntando alimentos, transforma a arrecadação em dez cestas básicas e ainda participa pessoalmente das entregas às famílias atendidas, explicando que queria ajudar pessoas que não tinham o que comer

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 26/08/2026 às 12:35

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Caso foi registrado em novembro de 2020, em São Gonçalo, e mobilizou pais, avós e tias; a família também passou a adaptar os modelos das peças para atender adultos

O relato publicado pelo Só Notícia Boa registra que Giovanna Barbosa Alexandre, moradora de São Gonçalo, tinha 6 anos quando passou a trocar pulseiras de miçanga por alimentos.

Ela já fazia as peças para presentear professores e amigos, mas decidiu mudar a finalidade durante a pandemia de Covid-19, depois de perceber que havia pessoas sem ter o que comer. A reportagem credita as informações ao Rio de Boas Notícias.

A proposta era receber um quilo de alimento por pulseira. Em dois meses, Giovanna confeccionou mais de 50 peças, e a primeira distribuição resultou em dez cestas básicas entregues na região onde a família morava, no bairro do Rocha. A Prefeitura de São Gonçalo inclui Rocha entre os bairros do 1º Distrito do município.

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A campanha passou a envolver toda a família

A participação da menina não terminou na produção das pulseiras. Giovanna acompanhou pessoalmente a entrega dos alimentos e disse à reportagem que gostou de estar presente naquele momento. A mãe, Martha Barbosa Alexandre, então com 37 anos, contou que, por causa da pandemia, a filha saía de máscara e usava álcool em gel durante as entregas.

A iniciativa também alterou a rotina da família. Martha relatou que pais, avós e tias quiseram ajudar, enquanto o pai de Giovanna passou a sentar com a filha para confeccionar as peças e criar novos modelos. O que havia começado como uma atividade feita pela menina para pessoas próximas passou a ser compartilhado dentro de casa e associado à arrecadação de alimentos.

No início, as pulseiras eram voltadas principalmente para crianças. A procura de adultos levou a família a desenvolver outros estilos, e as peças também eram divulgadas pelo Instagram, conforme o relato publicado em 2020. A fonte não informa quantas vendas ou trocas foram feitas pela rede social, nem quantas pessoas participaram da campanha por esse canal.

A mãe afirmou à reportagem que ficou orgulhosa ao perceber a preocupação da filha e disse que a família se surpreendeu com a iniciativa. Giovanna, por sua vez, explicou que havia visto pessoas tristes por não terem o que comer e que tentou se colocar no lugar delas. As duas manifestações aparecem no relato de 2020 e são apresentadas aqui como declarações da família, não como avaliação do narrador.

Os números conhecidos se referem à primeira etapa

O relato disponível permite confirmar a produção de mais de 50 pulseiras em dois meses e a distribuição de dez cestas básicas na primeira doação. Ele não informa, porém, o peso total dos alimentos arrecadados, o número exato de famílias beneficiadas nem a composição de cada cesta. Também não detalha se todas as pulseiras confeccionadas naquele período foram efetivamente trocadas por um quilo de alimento.

Essa diferença importa porque a quantidade de peças produzidas não pode ser convertida automaticamente em quilos arrecadados. A regra apresentada pela família era de um quilo de alimento por pulseira, mas a reportagem não registra quantas das mais de 50 unidades haviam sido trocadas até a publicação. Por isso, o resultado verificável permanece sendo o número de dez cestas distribuídas na primeira entrega.

A forma de arrecadação também ajuda a distinguir produção e doação. As pulseiras eram o meio usado para incentivar a entrega dos alimentos, mas o material disponível não registra um balanço completo da campanha. Qualquer total de quilos, quantidade final de beneficiários ou número de rodadas posteriores exigiria informação que não aparece na fonte consultada.

A ação ocorreu em um período de insegurança alimentar

A campanha ocorreu em 2020, quando os efeitos econômicos e sociais da pandemia atingiam o acesso à alimentação de parte das famílias brasileiras. Em comunicado de 25 de agosto daquele ano, o UNICEF divulgou pesquisa realizada pelo Ibope em todo o país sobre os impactos da Covid-19 em crianças, adolescentes e suas famílias.

O levantamento registrou que 21% dos entrevistados haviam passado por algum momento em que os alimentos acabaram e não havia dinheiro para comprar mais. Entre pessoas que viviam com crianças e adolescentes, o percentual chegou a 27%. A pesquisa ouviu 1.516 pessoas por telefone entre 3 e 18 de julho de 2020 e informou margem de erro de três pontos percentuais.

O mesmo estudo registrou que 6% dos entrevistados disseram ter sentido fome e deixado de comer por falta de dinheiro para comprar comida; entre quem vivia com crianças e adolescentes, o percentual foi de 9%. Esses dados se referem à amostra nacional e não permitem inferir a situação específica das pessoas que receberam as cestas em São Gonçalo.

Os números ajudam a situar o período em que Giovanna iniciou a arrecadação, mas não descrevem especificamente as famílias atendidas no bairro do Rocha. O relatório do UNICEF sobre os impactos primários e secundários da Covid-19 tratou de renda, alimentação, educação, saúde e outras dimensões da vida durante a pandemia; seus resultados, portanto, não medem a realidade dos beneficiários da iniciativa.

No caso de Giovanna, o registro de 2020 documenta uma ação familiar organizada a partir das pulseiras que ela já sabia fazer. A participação de pais, avós e tias ampliou a produção e permitiu criar modelos também para adultos, enquanto a própria menina acompanhou a etapa de entrega dos alimentos no bairro onde morava.

A reportagem publicada em novembro daquele ano não informa quantas novas rodadas de arrecadação ocorreram depois da primeira distribuição. Assim, os resultados que podem ser atribuídos com segurança à iniciativa naquele período são mais de 50 pulseiras confeccionadas em dois meses e dez cestas básicas entregues na primeira doação, no bairro do Rocha, em São Gonçalo.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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