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Aos 64 anos, britânico que rompeu a barreira do som acelera carro a hidrogênio de 1.600 cv a 653,908 km/h e estabelece novo recorde mundial em Bonneville
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 12/08/2026 às 00:03
Atualizado em 12/08/2026 às 00:04
Ciência e Tecnologia
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Andy Green levou o JCB Hydromax aos 653,908 km/h nas Planícies Salgadas de Bonneville, superando com ampla margem o recorde anterior para carros com motores de combustão movidos a hidrogênio
Um novo recorde mundial de velocidade com um carro a hidrogênio foi estabelecido nas famosas Planícies Salgadas de Bonneville, nos Estados Unidos.
O britânico Andy Green, de 64 anos, alcançou 653,908 km/h no dia 11 de agosto de 2026, segundo a Associated Press.
A velocidade foi registrada durante uma tentativa acompanhada pela Fédération Internationale de l’Automobile (FIA), entidade internacional responsável pelo automobilismo.
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Green conduziu o JCB Hydromax, veículo de aproximadamente 9,75 metros equipado com dois motores de combustão interna movidos a hidrogênio.
Juntos, os propulsores desenvolvem cerca de 1.600 cavalos de potência, segundo informações divulgadas sobre o projeto da fabricante britânica JCB.
Dois motores a hidrogênio entregam 1.600 cavalos
O JCB Hydromax utiliza motores derivados dos equipamentos pesados produzidos pela própria fabricante britânica.
Cada unidade foi adaptada para utilizar hidrogênio gasoso pressurizado no lugar dos combustíveis tradicionais.
O sistema mistura o hidrogênio ao ar e, posteriormente, promove a combustão para gerar a potência necessária.
A combinação dos dois motores permite ao veículo alcançar 1.600 cavalos, número essencial para a tentativa em Bonneville.
O carro precisou de uma reta de aproximadamente 16 quilômetros para desenvolver velocidade durante a operação.
Segundo a Associated Press, o recorde anterior para motores de combustão interna a hidrogênio estava em 298,5 km/h.
Marca anterior ficou muito abaixo dos 653,908 km/h
A tentativa de Green tinha como objetivo superar a referência mundial existente para essa categoria de veículos.
O resultado levou o Hydromax aos 653,908 km/h, mais que dobrando a marca anterior de 298,5 km/h.
A Reuters informou que Green realizou passagens nos dois sentidos, conforme o procedimento utilizado para estabelecer a média do recorde.
O primeiro percurso atingiu 400,623 mph, enquanto o segundo chegou a 412,135 mph.
A média das duas passagens resultou nos 406,320 mph, equivalentes a aproximadamente 653,9 km/h.
Andy Green já havia rompido a barreira do som
O novo resultado se junta a outro feito histórico alcançado pelo britânico quase três décadas antes.
Em 1997, Green conduziu o Thrust SSC pelo deserto de Black Rock, em Nevada.
O veículo utilizava dois motores a jato e atingiu 1.227,985 km/h.
A velocidade transformou Green na primeira pessoa a romper a barreira do som conduzindo um veículo terrestre.
Esse resultado permanece como o recorde absoluto de velocidade terrestre, conforme registros citados pela Associated Press.
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Viviane Alves
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Bonneville também recebeu seu recorde com carro a diesel
A ligação entre Andy Green e as Planícies Salgadas de Bonneville também começou muitos anos antes do projeto movido a hidrogênio.
Em 2006, o britânico alcançou aproximadamente 563,4 km/h utilizando um carro movido a diesel.
A marca também estabeleceu um recorde de velocidade para essa categoria.
Duas décadas depois, Green voltou ao mesmo cenário para tentar superar aquela velocidade utilizando outra tecnologia.
O hidrogênio foi escolhido para o novo desafio, combustível que o próprio piloto já chamou de “combustível do futuro”.
Planícies Salgadas atraem recordes desde 1914
As Planícies Salgadas de Bonneville estão localizadas aproximadamente 160 quilômetros a oeste de Salt Lake City, no estado norte-americano de Utah.
A região representa o remanescente de um antigo leito lacustre pré-histórico.
Sua superfície extensa e de baixo atrito favorece tentativas envolvendo velocidades extremamente elevadas.
O clima seco do deserto também oferece condições adequadas para esse tipo de operação.
Um aquífero raso localizado sob a área ainda contribui para o resfriamento dos pneus.
A tradição automobilística no local começou há mais de um século, com a primeira corrida realizada em 1914.
Relação de Green com velocidade começou nos jatos militares
A trajetória de Andy Green com máquinas supersônicas começou antes de sua entrada no automobilismo de recordes.
O britânico pilotava jatos militares supersônicos quando encontrou, em 1994, um anúncio publicado em um jornal.
A publicação procurava um piloto disposto a participar de uma tentativa de romper a barreira do som em terra.
Green assumiu o desafio e conseguiu atingir esse objetivo três anos depois, em 1997.
O piloto aposentado da Força Aérea Real britânica voltou a Bonneville em 2026 para acrescentar o hidrogênio à sua trajetória de recordes.
Recorde coloca hidrogênio no centro da demonstração tecnológica
O projeto do Hydromax também procura demonstrar o potencial do hidrogênio como fonte de energia para motores de combustão.
A JCB defende que essa solução pode atender setores industriais pesados nos quais a utilização exclusiva de eletricidade enfrenta limitações.
A tecnologia, entretanto, também depende da origem do combustível utilizado.
Grande parte do hidrogênio produzido atualmente utiliza combustíveis fósseis, conforme destacado pelo The Guardian.
A JCB estabeleceu um acordo para adquirir hidrogênio verde, produzido utilizando fontes renováveis.
Esse tipo de combustível ainda representa uma parcela pequena da produção global de hidrogênio.
O novo recorde coloca, portanto, Andy Green, o JCB Hydromax, os 1.600 cavalos e a velocidade de 653,908 km/h no mesmo capítulo da história de Bonneville.
Você acredita que motores a hidrogênio podem ganhar espaço nos veículos e equipamentos pesados ou a eletrificação continuará dominando esse mercado? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

