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Aos 67 anos e aposentado havia 12 anos, ex-funcionário da Eletrobras estudou quatro horas por dia, enfrentou tentativas, ficou em primeiro antes da formação no CNU e entrou como analista de comércio exterior com remuneração prevista de R$ 20,9 mil

Aos 67 anos e aposentado havia 12 anos, ex-funcionário da Eletrobras estudou quatro horas por dia, enfrentou tentativas, ficou em primeiro antes da formação no CNU e entrou como analista de comércio exterior com remuneração prevista de R$ 20,9 mil

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Aos 67 anos e aposentado havia 12 anos, ex-funcionário da Eletrobras estudou quatro horas por dia, enfrentou tentativas, ficou em primeiro antes da formação no CNU e entrou como analista de comércio exterior com remuneração prevista de R$ 20,9 mil

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 13/08/2026 às 15:30

Atualizado em 13/08/2026 às 15:40

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Ex-funcionário da Eletrobras estudou quatro horas por dia, liderou o CNU antes da formação e iniciou nova carreira no MDIC após os 60.

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Ricardo Cunha da Fonte, ex-funcionário da Eletrobras, retomou os estudos para complementar a renda e venceu uma longa sequência de tentativas. Depois de liderar a primeira classificação, concluiu a etapa obrigatória do CNU e iniciou nova carreira no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em Brasília, após os 60.

O ex-funcionário da Eletrobras Ricardo Cunha da Fonte tinha 67 anos e estava aposentado havia 12 quando a classificação do CNU abriu uma segunda carreira. Depois de estudar em média quatro horas por dia e acumular reprovações, ele ficou em primeiro lugar para analista de comércio exterior antes da etapa formativa e deixou o Rio de Janeiro para seguir o processo em Brasília.

O resultado tornou concreta uma decisão tomada anos antes, quando a necessidade de complementar a renda levou Ricardo de volta aos livros. A aprovação não apagou as dúvidas nem as tentativas anteriores, mas devolveu rotina profissional a quem temia encontrar portas fechadas no mercado privado por causa da idade.

Ricardo Cunha trabalha hoje no MDIC em Brasília

Ex-funcionário da Eletrobras estudou quatro horas por dia, liderou o CNU antes da formação e iniciou nova carreira no MDIC após os 60.

Ricardo Cunha se apresenta atualmente como analista de comércio exterior no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A nova função concretizou o plano anunciado em 2025, quando ele se preparava para mudar de cidade, conhecer os colegas e retornar ao trabalho depois de mais de uma década aposentado.

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Na época da classificação, Ricardo calculava ter aproximadamente sete anos de atividade até alcançar a aposentadoria compulsória aos 75. O novo cargo representava uma oportunidade de reconstruir vínculos profissionais e aprender numa área diferente daquela em que passou a maior parte da vida.

Perda dos pais e da irmã antecipou a entrada no mercado

Ricardo tinha 15 anos quando perdeu os pais e uma irmã em um acidente de carro. Aos 18, já formado como técnico em eletricidade no ensino médio, entrou no mercado de trabalho e passou a conciliar emprego com a graduação em engenharia elétrica, área que considerava um sonho de infância.

A formação não parou na engenharia. Mais tarde, o ex-funcionário da Eletrobras também cursou Direito enquanto mantinha a atividade profissional. Antes de disputar uma vaga para analista de comércio exterior, ele reuniu experiência técnica, formação acadêmica e décadas de trabalho em pesquisa.

Trinta anos na Eletrobras vieram antes da aposentadoria

Ricardo Cunha ingressou na Eletrobras em 1985, numa época anterior à exigência de concurso para a entrada na empresa. Permaneceu por 30 anos no centro de pesquisas da companhia e se aposentou em 2013, encerrando a etapa mais longa de sua carreira.

No ano seguinte, abriu um escritório de arquitetura com a então esposa para complementar a renda. O negócio perdeu força com o cenário econômico, e o ex-funcionário da Eletrobras passou a enxergar os concursos como alternativa ao setor privado, onde receava sofrer discriminação pela idade. A aposentadoria virou um intervalo antes de uma nova disputa profissional.

Quatro horas diárias sustentaram tentativas e retomadas

Os estudos começaram em 2018 com vídeos disponíveis na internet. Em 2020, Ricardo adotou uma preparação mais estruturada e passou por seleções como as do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União sem alcançar a vaga pretendida. Em geral, reservava quatro horas por dia para o conteúdo.

Ele interrompeu a preparação no primeiro semestre de 2022 e retomou o plano em maio de 2023, pressionado novamente pela necessidade de renda. Para o CNU, concentrou cerca de cinco meses na preparação específica e aproveitou disciplinas acumuladas em anos anteriores. O avanço veio de uma rotina reconstruída depois da pausa, não de uma tentativa isolada.

Primeiro lugar veio antes do curso de formação

Ricardo Cunha liderou a classificação usada para convocar candidatos ao curso de formação de analista de comércio exterior. Ele participou da etapa obrigatória e integrou a turma que concluiu o curso de formação em 18 de junho de 2025.

Com a nota dessa fase incorporada, o resultado definitivo registrou 181,44 pontos e a segunda colocação. Ricardo permaneceu aprovado dentro das vagas e seguiu para a carreira. O primeiro lugar pertenceu à fase anterior ao curso de formação; a classificação oficial final foi o segundo lugar.

Edital previa R$ 20,9 mil, 40 horas e atuação em Brasília

O edital do CNU aceitava diploma superior em qualquer área para analista de comércio exterior e vinculava o cargo ao MDIC. As atribuições abrangiam formulação, implementação, controle e avaliação de políticas de comércio exterior, com jornada de 40 horas semanais e exercício em Brasília.

A remuneração inicial anunciada na data do edital era de R$ 20.924,80. O valor de R$ 20,9 mil citado na trajetória correspondia à previsão do concurso, e não a uma promessa de salário líquido imutável. A carreira passou depois por mudanças remuneratórias, enquanto o curso de formação definiu a classificação que antecedeu o ingresso.

Nova carreira abriu um ciclo profissional depois dos 60

Entre os 6.716 aprovados contabilizados na primeira edição do concurso, apenas 33 tinham mais de 60 anos, equivalentes a 0,5% do grupo. Ricardo Cunha entrou nessa parcela depois de enfrentar tentativas frustradas e de duvidar se ainda conseguiria competir com candidatos que começavam a preparação mais jovens.

O ex-funcionário da Eletrobras transformou a necessidade de complementar a renda em uma volta ao serviço ativo como analista de comércio exterior. A história não transforma disciplina em fórmula universal, mas mostra como uma seleção pública pode reabrir possibilidades profissionais depois da aposentadoria.

Na sua opinião, o que pesa mais para retomar os estudos nessa fase: necessidade financeira, preconceito por idade, constância diária ou apoio familiar? Conte nos comentários qual barreira seria mais difícil de superar.

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ex-funcionário


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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