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Aos 69 anos, Almir Sater transforma fazenda de 25 mil hectares em parte de projeto regional do Pantanal, mantém criação de gado e defende modelo que une produção rural, conservação ambiental e permanência dos proprietários na terra

Aos 69 anos, Almir Sater transforma fazenda de 25 mil hectares em parte de projeto regional do Pantanal, mantém criação de gado e defende modelo que une produção rural, conservação ambiental e permanência dos proprietários na terra

Aos 69 anos, Almir Sater transforma fazenda de 25 mil hectares em parte de projeto regional do Pantanal, mantém criação de gado e defende modelo que une produção rural, conservação ambiental e permanência dos proprietários na terra

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 15/08/2026 às 03:43

Atualizado em 15/08/2026 às 03:44

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Imagem ilustrativa representa Almir Sater em uma propriedade rural no Pantanal, onde pecuária e conservação ambiental fazem parte da paisagem.

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Cantor foi apresentado como proprietário da Fazenda Campo Novo, em Aquidauana, assumiu a presidência do Instituto Parque do Pantanal em 2003 e recebeu o título de Embaixador do Pantanal em 2025

Fora dos palcos, Almir Sater construiu durante décadas uma relação profunda com o Pantanal, a produção rural e a conservação ambiental.

O cantor, compositor e violeiro também atua como produtor rural em Mato Grosso do Sul.

Em 2003, ele foi apresentado como proprietário da Fazenda Campo Novo, com aproximadamente 25 mil hectares, na região de Aquidauana.

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Naquele período, a propriedade integrava a área do chamado Parque Regional do Pantanal.

Fazenda fazia parte de projeto regional

O Parque Regional do Pantanal buscava desenvolver um modelo de gestão compartilhada entre produtores rurais e poder público.

A proposta pretendia conciliar conservação ambiental, atividade econômica e permanência das famílias dentro das propriedades pantaneiras.

O modelo, portanto, não exigia a retirada completa da pecuária ou o abandono das terras pelos proprietários.

A intenção era encontrar formas de adaptar a produção às características naturais do Pantanal.

Peão conduz um grande rebanho em área rural do Pantanal, onde a pecuária busca conciliar produção, tradição e conservação ambiental.

Almir assumiu instituto em 2003

Almir Sater assumiu, em 2003, a presidência do Instituto Parque do Pantanal, responsável por articular a iniciativa regional.

A participação colocou o cantor em uma posição que ultrapassava a administração de sua própria fazenda.

O projeto dependia da colaboração entre proprietários, instituições públicas e outros representantes interessados na conservação do bioma.

Nesse modelo, os produtores continuariam responsáveis pelas terras, mas participariam de uma estratégia voltada ao uso sustentável da paisagem.

Pecuária permaneceu dentro da fazenda

A Fazenda Campo Novo mantinha criação de gado e participava de iniciativas relacionadas à produção orgânica.

Assim, a conservação da paisagem não dependia da interrupção completa da atividade econômica.

O objetivo estava na tentativa de ajustar o manejo rural às condições ambientais de uma região marcada por ciclos naturais de cheia e seca.

Reportagens posteriores também descreveram propriedades de Almir Sater com áreas de mata nativa, integração entre lavoura e pecuária e utilização racional dos recursos naturais.

Essa combinação apresenta um modelo no qual a terra continua produtiva, mas preserva elementos fundamentais da paisagem pantaneira.

Peões conduzem um rebanho por uma área alagada do Pantanal, cenário onde a pecuária convive com os ciclos naturais e a conservação ambiental.

Parque não equivalia a uma RPPN

O Parque Regional do Pantanal não deve ser confundido automaticamente com uma unidade de conservação integral ou uma Reserva Particular do Patrimônio Natural.

Uma RPPN estabelece proteção ambiental permanente sobre a área reconhecida e mantém esse compromisso mesmo depois de uma eventual mudança de proprietário.

No caso do projeto regional, entretanto, a proposta permitia atividades produtivas dentro de regras associadas à sustentabilidade.

Também não foram localizados dados públicos suficientes para determinar quanto da Fazenda Campo Novo possui proteção jurídica permanente.

Por isso, não é possível afirmar que os 25 mil hectares tenham se transformado em reserva ambiental ou recebido proteção integral.

Modelo buscava manter famílias na terra

Um dos pontos centrais do projeto estava na permanência dos proprietários e das famílias rurais dentro do Pantanal.

A proposta reconhecia que a conservação de uma área extensa também dependia das pessoas que viviam, trabalhavam e produziam naquele território.

Em vez de separar completamente produção e natureza, o modelo procurava estabelecer uma convivência entre pecuária, economia regional e proteção da paisagem.

A extensão da Fazenda Campo Novo ajudava a demonstrar a dimensão desse desafio.

Administrar uma propriedade de aproximadamente 25 mil hectares exigia considerar não apenas o rebanho, mas também a vegetação, a água e os ciclos naturais do bioma.

Gado e cavalos ocupam uma área de pastagem cercada por vegetação no Pantanal, onde produção rural e preservação ambiental convivem.

Reconhecimento chegou em 2025

Em maio de 2025, Almir Sater recebeu o título de Embaixador do Pantanal durante um fórum relacionado à COP30 realizado em Bonito.

A homenagem destacou sua atuação como produtor rural, artista ligado à cultura regional e defensor do bioma.

O reconhecimento ocorreu mais de duas décadas depois de o cantor assumir a presidência do Instituto Parque do Pantanal.

Dessa forma, sua relação com a região passou a reunir música, produção rural e participação em iniciativas voltadas à conservação.

Almir Sater participou do Fórum LIDE COP30, em Bonito, onde falou sobre a preservação do Pantanal e o papel do produtor rural.

Música e Pantanal permaneceram ligados

A atuação rural não afastou Almir Sater da carreira artística.

Ao longo das décadas, o Pantanal continuou ocupando espaço em sua vida, em sua música e na imagem construída pelo cantor diante do público.

O diferencial do caso não está na transformação comprovada de toda a fazenda em uma reserva permanente.

Está na tentativa de defender um modelo em que grandes propriedades continuem produzindo sem romper completamente com a conservação da paisagem pantaneira.

O que mais chama sua atenção: a extensão de 25 mil hectares da fazenda ou a tentativa de manter a pecuária enquanto conserva a paisagem do Pantanal?

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Caio Aviz

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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