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Com as operadoras regionais respondendo por mais de 56% do mercado e mais de 22 mil prestadoras espalhadas pelo país
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 21/08/2026 às 13:43
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Com as operadoras regionais respondendo por mais de 56% do mercado e mais de 22 mil prestadoras espalhadas pelo país, a banda larga brasileira consolidou a fibra como tecnologia dominante, num ano em que as conexões lentas perderam 1,8 milhão de assinantes
A internet fixa do Brasil não parou de crescer em 2025, e o mais importante é que ela ficou muito mais rápida. Segundo o Ministério das Comunicações, em balanço de fevereiro de 2026 com dados da Anatel, foram registrados 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa em dezembro de 2025, frente a 52,5 milhões em 2024, um crescimento de 2,7%. São quase 54 milhões de conexões ativas no país.
E a fibra óptica virou a espinha dorsal dessa rede. De acordo com o TI Inside, a fibra óptica já responde por cerca de 79% de todas as conexões de banda larga fixa no país, consolidando-se como a principal tecnologia de acesso à internet no Brasil. Quatro em cada cinco conexões já são de fibra.
Como a banda larga do Brasil ficou mais rápida
A troca da internet lenta pela rápida foi o movimento do ano. Segundo o Ministério das Comunicações, as conexões abaixo de 100 megabits despencaram 1,8 milhão em todo o país, enquanto as conexões de alta velocidade, de 100 megabits e acima, cresceram 3,1 milhões. O brasileiro está migrando em massa para a internet veloz.
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E esse salto de qualidade tem base na fibra. De acordo com o TI Inside, a fibra óptica se consolidou como a principal tecnologia de acesso, respondendo por cerca de 79% das conexões de banda larga fixa do país em 2025. A fibra é o que permite entregar as velocidades altas que o consumidor passou a exigir.
Essa migração para a alta velocidade é o retrato de uma mudança de hábito. Segundo o Ministério das Comunicações, as conexões de 100 megabits e acima cresceram 3,1 milhões enquanto as abaixo desse patamar caíram 1,8 milhão em 2025. Com o streaming, a videochamada, o jogo online e o trabalho remoto, a internet lenta deixou de dar conta, e o brasileiro passou a contratar planos de banda larga mais rápidos, o que fez a fibra crescer e a tecnologia antiga encolher.
Quem oferece a banda larga no Brasil
O mercado de internet fixa tem uma característica única no país. Segundo o TI Inside, as operadoras regionais, consideradas em conjunto, passaram a responder por mais de 56% dos acessos de banda larga fixa, com esse grupo incluindo mais de 22 mil prestadoras. Mais da metade da internet fixa do Brasil vem de provedores menores.
E as grandes operadoras dividem o resto do mercado. De acordo com o TI Inside, a maior operadora do país mantém a liderança com cerca de 19,7% da base nacional, o equivalente a aproximadamente 10,6 milhões de acessos. Nem a líder chega a um quinto do mercado.
Essa pulverização é rara no mundo das telecomunicações. Segundo o TI Inside, as operadoras regionais respondem por mais de 56% dos acessos de banda larga fixa, somando mais de 22 mil prestadoras. Enquanto na maioria dos países meia dúzia de gigantes domina a internet fixa, no Brasil os provedores regionais, muitos deles pequenos negócios locais, levam fibra a bairros que as grandes operadoras não priorizavam, o que espalhou a internet rápida pelo interior.
Por que a banda larga cresce no Brasil
O motor é a demanda por velocidade. O trabalho remoto, o streaming em alta definição, o jogo online e a videochamada tornaram a internet rápida uma necessidade, e não mais um luxo, o que empurrou milhões de assinantes para planos de fibra e alta velocidade em poucos anos.
Some a isso o papel dos provedores regionais. Os mais de 22 mil pequenos provedores levaram fibra para onde a grande operadora não chegava, competindo em preço e atendimento local, o que barateou o serviço e acelerou a chegada da internet rápida no interior do país.
Os números confirmam a força desse movimento. Segundo o Ministério das Comunicações, a banda larga fixa chegou a 53,9 milhões de acessos em 2025, com crescimento de 2,7% e as conexões de alta velocidade ganhando 3,1 milhões de assinantes. É um país se conectando cada vez mais rápido.
Quanto a banda larga alcança no Brasil
O total de conexões mostra o tamanho da rede. Segundo o Ministério das Comunicações, a banda larga fixa chegou a 53,9 milhões de acessos em dezembro de 2025, frente a 52,5 milhões em 2024. São dezenas de milhões de residências e empresas conectadas à internet fixa no país.
E a fibra é o motor desse crescimento. De acordo com o TI Inside, a fibra óptica já responde por cerca de 79% de todas as conexões de banda larga fixa do Brasil. A tecnologia que entrega as velocidades mais altas virou a espinha dorsal da internet fixa nacional.
Esse domínio da fibra é uma virada tecnológica recente. Há poucos anos, boa parte da banda larga brasileira ainda dependia de tecnologias mais lentas, e a substituição por fibra em quase quatro quintos das conexões mostra que o país modernizou a própria rede num ritmo acelerado, o que sustenta o consumo digital que cresce a cada ano.
O que o avanço da banda larga significa para o país
A internet rápida virou infraestrutura básica, tão essencial quanto água e energia. Ela é o que permite o trabalho remoto, o estudo a distância, o comércio eletrônico e o acesso a serviço público digital, e cada conexão de fibra a mais é uma casa ou um negócio integrado à economia digital.
No fim, os números de 2025 mostram um país cada vez mais conectado e mais rápido. Com 53,9 milhões de acessos, a fibra em 79% das conexões, 3,1 milhões de novos assinantes de alta velocidade e mais de 22 mil provedores, a banda larga do Brasil consolidou a internet rápida como padrão. Enquanto o brasileiro quiser mais velocidade, a fibra avança. Conta pra gente nos comentários: a sua internet é de fibra?
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Paul e Kamden
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

