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Aos 7 anos, Júlia diz aos pais que quer vender pulseiras, passa cerca de dois meses juntando dinheiro, transforma os R$ 580 arrecadados em 74 presentes para crianças carentes e ainda doa a própria bicicleta à campanha, explicando que queria ajudar quem tinha menos no Natal

Aos 7 anos, Júlia diz aos pais que quer vender pulseiras, passa cerca de dois meses juntando dinheiro, transforma os R$ 580 arrecadados em 74 presentes para crianças carentes e ainda doa a própria bicicleta à campanha, explicando que queria ajudar quem tinha menos no Natal

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Aos 7 anos, Júlia diz aos pais que quer vender pulseiras, passa cerca de dois meses juntando dinheiro, transforma os R$ 580 arrecadados em 74 presentes para crianças carentes e ainda doa a própria bicicleta à campanha, explicando que queria ajudar quem tinha menos no Natal

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 27/08/2026 às 17:44

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Moradora de Águas Claras, no Distrito Federal, Júlia transformou uma atividade feita em casa em uma ação de solidariedade: vendeu pulseiras por cerca de dois meses, reuniu R$ 580, comprou 74 presentes e acrescentou à doação uma bicicleta seminova que pertencia a ela.

Júlia tinha 7 anos quando decidiu usar as pulseiras que fazia em casa para arrecadar dinheiro destinado a outras crianças. Com apoio dos pais, a menina organizou as vendas e manteve desde o início a ideia de converter o valor obtido em brinquedos.

A iniciativa surgiu depois de uma visita a uma creche na Estrutural, também no Distrito Federal. A mãe, Isabele, havia levado a filha ao local, onde Júlia teve contato mais próximo com crianças que viviam em condições diferentes das suas.

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Antes dessa experiência, a menina demonstrava resistência quando a família sugeria separar brinquedos para doação. A visita mudou a forma como ela passou a encarar o assunto e antecedeu a decisão de encontrar uma maneira própria de ajudar.

Pouco depois, o pai comprou uma caixa de liguinhas para que Júlia montasse pulseiras para uso pessoal. Em vez de limitar o material a uma atividade dentro de casa, ela propôs produzir as peças, vendê-las e usar o dinheiro na compra de presentes para crianças carentes.

A família acolheu a ideia e ajudou a dar estrutura às vendas. Os pais criaram uma marca e uma conta no Instagram para divulgar as pulseiras, enquanto Júlia ficou responsável pela produção das peças, comercializadas por R$ 10 cada.

Das pulseiras à compra dos brinquedos

O trabalho se estendeu por cerca de dois meses, entre a organização da iniciativa e a compra dos presentes. Ao fim desse período, a arrecadação chegou a R$ 580, montante que permaneceu reservado ao objetivo definido pela menina.

O valor foi construído a partir de uma sequência de pequenas vendas, e não de uma única contribuição. A divulgação feita com ajuda da família permitiu que as pulseiras produzidas por Júlia chegassem a compradores enquanto ela continuava preparando novas peças em casa.

O episódio foi registrado pelo Só Notícia Boa em dezembro de 2020. Naquele momento, a família já havia reunido o dinheiro, mas ainda procurava uma iniciativa que pudesse receber a contribuição.

A escolha ocorreu quando Isabele conheceu a campanha Psiu Noel Natal Feliz, organizada pelo palhaço Psiu e voltada à distribuição de brinquedos novos e cestas básicas para crianças de famílias em situação de vulnerabilidade.

Depois do contato com os responsáveis pela campanha, Júlia foi a uma loja de brinquedos para transformar a arrecadação em presentes. Os R$ 580 foram usados na compra de 74 brinquedos, quantidade registrada na reportagem sobre a iniciativa.

A etapa concretizou o propósito que havia orientado as vendas desde o início. O dinheiro permaneceu destinado à compra dos presentes mesmo antes de a família saber qual campanha receberia a contribuição.

O apoio dos pais teve função prática durante todo o processo. Como Júlia tinha apenas 7 anos, foram os adultos que cuidaram da divulgação e da aproximação com a campanha, enquanto a motivação para produzir e vender as pulseiras partiu da menina.

A bicicleta foi uma doação separada

A contribuição não terminou com os 74 presentes. Depois da compra dos brinquedos, Júlia decidiu doar também a própria bicicleta seminova à mesma campanha, acrescentando um bem pessoal ao que já havia sido conseguido com as vendas.

A bicicleta não saiu do valor arrecadado com as pulseiras. Ela foi entregue separadamente, o que permitiu preservar os R$ 580 para a compra dos brinquedos e ampliar a contribuição encaminhada à mobilização de Natal.

A história também mostra que a instituição beneficiada não estava definida quando as vendas começaram. Primeiro vieram a produção das pulseiras, a divulgação e a arrecadação; só depois Isabele encontrou a Psiu Noel Natal Feliz e combinou com os organizadores a destinação dos presentes.

Essa sequência diferencia o papel da menina da ajuda fornecida pelos adultos. Os pais criaram as condições para que uma criança de 7 anos pudesse realizar as vendas com organização, mas a proposta de usar o dinheiro para beneficiar outras crianças partiu da decisão da própria criança.

A compra na loja deu forma ao resultado acumulado durante as semanas anteriores: o dinheiro obtido peça por peça se tornou um conjunto de 74 brinquedos, enquanto a bicicleta foi acrescentada à campanha como uma contribuição independente.

Depois dessa primeira compra, Júlia continuou produzindo pulseiras. A reportagem publicada na época registrou que ela pretendia ampliar a arrecadação e comprar mais brinquedos para a mesma campanha, prolongando a iniciativa além dos 74 presentes e da bicicleta já doados.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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