Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Aos 7 anos, Samuel Soares pede à mãe para vender geladinhos, passa dois meses juntando dinheiro, transforma a arrecadação em cinco cestas básicas reforçadas e ainda escreve bilhetes à mão para cada família atendida, explicando que queria ajudar pessoas que não tinham o que comer

Aos 7 anos, Samuel Soares pede à mãe para vender geladinhos, passa dois meses juntando dinheiro, transforma a arrecadação em cinco cestas básicas reforçadas e ainda escreve bilhetes à mão para cada família atendida, explicando que queria ajudar pessoas que não tinham o que comer

6 min de leitura

Aos 7 anos, Samuel Soares pede à mãe para vender geladinhos, passa dois meses juntando dinheiro, transforma a arrecadação em cinco cestas básicas reforçadas e ainda escreve bilhetes à mão para cada família atendida, explicando que queria ajudar pessoas que não tinham o que comer

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 24/08/2026 às 19:38

Atualizado em 24/08/2026 às 19:39

Curiosidades

Canal

Samuel Soares, de 7 anos, vendeu geladinhos por dois meses em Caetité, arrecadou dinheiro para cinco cestas básicas e escreveu bilhetes para as famílias atendidas.

1 pessoa reagiu a isso.

Prefira o CPG no Google

Samuel Soares, de 7 anos, convenceu a família a vender geladinhos em Caetité, na Bahia, para ajudar quem não tinha o que comer. Durante dois meses, juntou dinheiro, transformou a arrecadação em cinco cestas básicas reforçadas e escreveu bilhetes à mão para cada família atendida, com mensagem de bênção pessoal.

Samuel Soares, de 7 anos, surpreendeu os pais ao pedir que a família produzisse geladinhos para ele vender em Caetité, no sudoeste da Bahia. A insistência ganhou outro significado quando revelou o objetivo: usar todo o dinheiro arrecadado para comprar alimentos destinados a famílias que enfrentavam dificuldades.

As informações foram publicadas pelo g1 Bahia em 8 de maio de 2021, em reportagem de João Souza. A iniciativa começou no fim de fevereiro e mobilizou os pais do menino, Amilton Miranda e Simone Soares, além da avó Maria do Carmo Soares, até resultar em cinco cestas básicas entregues no bairro Escola Agrícola.

Samuel disse que queria ajudar pessoas que não tinham o que comer

A motivação surgiu da percepção do próprio menino sobre pessoas que precisavam de alimento.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Eu vi muitas pessoas precisando de comida, precisando comer e eu fui lá e pedi para minha mãe fazer o geladinho e vender para poder doar”, explicou Samuel.

Pais inicialmente disseram que ele era novo demais para vender

Simone e Amilton não aceitaram imediatamente a proposta porque consideravam o filho muito novo para lidar com vendas e troco.

Samuel, porém, continuou insistindo sem explicar de início o que pretendia fazer com o dinheiro. A mãe contou que só mudou de posição quando pediu que ele revelasse a finalidade da iniciativa.

Avó comprou o isopor e deu o primeiro apoio à ideia

Depois da resistência inicial dos pais, Samuel levou a proposta para a avó, Maria do Carmo Soares.

Ela comprou o isopor que seria usado para armazenar os geladinhos. O apoio ajudou o menino a continuar defendendo a ideia até que a mãe concordasse em participar.

Resposta do menino fez Simone aceitar produzir os geladinhos

Simone disse ao filho que prepararia os produtos se ele explicasse o motivo da venda.

Samuel respondeu: “Não mãe, eu quero ajudar as pessoas que não tem o que comer”. Diante da explicação, a mãe aceitou colocar o plano em prática.

Família vendeu geladinhos gourmet durante dois meses

Samuel mora com os pais Simone e Amilton, na cidade de Caetité, no sudoeste da Bahia — Foto: Arquivo Pessoal

A iniciativa começou no fim de fevereiro e se estendeu por dois meses.

A família preparou geladinhos gourmet feitos com frutas ou chocolates batidos com leite e armazenados em sacos plásticos. As vendas começaram entre parentes e conhecidos.

Divulgação começou nos grupos de mensagens da família

Simone inicialmente pretendia divulgar os produtos apenas em grupos familiares de aplicativos de mensagem.

Os pais dela moravam na zona rural, e a família também levou os geladinhos para vender por lá. A história de Samuel passou a acompanhar a divulgação e motivou outras pessoas a colaborar.

Barraquinha da avó na feira orgânica virou ponto de venda

A venda ganhou mais alcance quando Maria do Carmo ofereceu sua barraca na feira orgânica de Caetité.

A avó comercializava produtos no local todas as quintas-feiras, e os geladinhos de Samuel passaram a ser oferecidos ali também. A família explicava aos clientes qual seria o destino do dinheiro arrecadado.

Samuel chegou a pegar a bicicleta para tentar vender na rua

Samuel Soares juntou dinheiro com venda de ‘geladinhos’ e doou cestas básicas para famílias carentes — Foto: Arquivo Pessoal

O menino também tentou ampliar as vendas por conta própria.

Samuel pegou a bicicleta e saiu pela rua onde morava, no bairro Santa Terezinha, avisando que estava vendendo geladinhos. Uma oficina próxima da residência estava entre os locais onde anunciou os produtos.

Plano inicial era montar dez cestas básicas

Depois do período de vendas, Amilton ficou responsável por comprar os alimentos com o dinheiro arrecadado.

A estratégia inicial era montar dez cestas básicas, mas a família mudou o plano depois das compras.

Arrecadação virou cinco cestas mais reforçadas

Cestas básicas montadas por Samuel e os pais — Foto: Arquivo Pessoal

Em vez das dez unidades previstas inicialmente, os pais decidiram preparar cinco cestas básicas mais reforçadas.

A escolha concentrou os alimentos em um número menor de famílias, seguindo o desejo de oferecer uma ajuda mais completa aos destinatários selecionados.

Famílias foram escolhidas para receber ajuda direta

Simone buscava pessoas em situação de maior vulnerabilidade e que não contassem com outras formas de apoio.

Depois de conversar com sua manicure, chegou ao contato de uma mulher ligada a um projeto de doações em Caetité. A mãe explicou que queria ajudar especificamente cinco famílias que realmente precisassem.

Samuel pediu para escrever cinco bilhetes junto às cestas

Bilhete escrito por Samuel foi colocado junto com as cestas básicas — Foto: Arquivo Pessoal

Antes da entrega, o menino fez mais um pedido à mãe: queria colocar uma mensagem junto de cada cesta.

Simone explicou que ele precisaria escrever cinco bilhetes iguais, um para cada família atendida.

Mensagem dizia “Oi, eu sou Samuel, tenho 7 anos”

Samuel escreveu os bilhetes à mão.

A mensagem dizia: “Oi, eu sou Samuel, tenho 7 anos. Deus abençoe sua vida”. Ao lado da frase, o menino desenhou um coração.

Cestas foram entregues a cinco famílias do bairro Escola Agrícola

As doações aconteceram em 20 de abril para cinco famílias do bairro Escola Agrícola, em Caetité.

Durante as entregas, algumas pessoas começaram a chorar. Samuel chegou a perguntar à mãe se elas não haviam ficado felizes, e os pais explicaram que as lágrimas eram de alegria.

Família já percebia hábito de compartilhar antes da iniciativa

Simone contou que Samuel demonstrava preocupação em dividir coisas antes mesmo da venda dos geladinhos.

Quando recebia algo comprado no mercado, por exemplo, perguntava se o primo também ganharia. O menino também já havia pedido à mãe que comprasse ração para animais que viviam nas ruas.

Samuel já havia separado brinquedos para doação no Natal

A disposição para ajudar também apareceu em outra ocasião.

No Natal anterior, depois de saber que pessoas estavam arrecadando brinquedos para doação, Samuel separou parte dos próprios itens para entregar.

Aos 7 anos, Samuel transformou dois meses de vendas em cinco cestas

Samuel Soares terminou a iniciativa que começou com um pedido simples para vender geladinhos com cinco cestas básicas reforçadas destinadas a famílias de Caetité.

O menino também fez questão de colocar uma mensagem escrita à mão em cada doação, completando uma ação que envolveu dois meses de vendas, apoio dos pais e da avó e entregas diretas a famílias em situação de necessidade.

Na sua opinião, o que mais chama atenção na iniciativa de Samuel: a decisão de começar a vender aos 7 anos, a persistência até convencer a família ou o cuidado de escrever um bilhete para cada pessoa atendida? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

Sair da versão mobile