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Aos 70 anos, Jayme Monjardim mantém uma fazenda de cerca de 160 alqueires no interior de São Paulo, onde preserva figueira de mais de 300 anos, cria cavalos da raça Crioula e mantém casa principal, outras residências, lago, cachoeira e estrutura rural usada como refúgio da família
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 31/08/2026 às 18:30
Atualizado em 31/08/2026 às 18:37
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Comprada em 1991 durante a produção de A História de Ana Raio e Zé Trovão, a Villa Matarazzo foi estruturada ao redor de uma antiga propriedade de café e mantém a figueira que levou o diretor a escolher o terreno.
A Fazenda Villa Matarazzo funciona como um ponto de encontro entre a vida familiar de Jayme Monjardim e a relação do diretor com o campo, iniciada ainda na infância. A propriedade reúne áreas residenciais, espaços para cavalos e elementos naturais preservados desde a compra do terreno.
A CARAS descreve a área como um refúgio familiar no interior de São Paulo. O imóvel rural tem cerca de 160 alqueires e começou a ser transformado por Monjardim no início dos anos 1990.
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Quando conheceu o local, havia uma casa abandonada e uma figueira de grandes proporções, estimada em mais de 300 anos. A árvore permaneceu integrada à fazenda mesmo depois da criação de novas estruturas para a família e para os animais.
A figueira que motivou a compra
A figueira teve papel direto na decisão de Monjardim de adquirir o terreno. Em entrevista concedida à CARAS em 2015, ele relatou que chegou à propriedade e ficou marcado pelo primeiro contato com a árvore.
“Quando fiquei de frente com a árvore, me apaixonei e nunca mais saí”, afirmou o diretor. A fala aparece no relato sobre a antiga fazenda de café, que, segundo ele, já não mantinha sua estrutura original quando o imóvel passou para suas mãos.
A compra ocorreu em 1991, durante o período em que Monjardim trabalhava em A História de Ana Raio e Zé Trovão, novela da extinta TV Manchete. A produção também tinha forte ligação com o universo rural e com os cavalos, elementos que já faziam parte da vida pessoal do diretor.
Com o passar dos anos, a sombra da figueira também ganhou função na rotina de trabalho. Monjardim contou que mesas e cadeiras eram colocadas sob a copa e que o espaço servia para conversas, reflexão e desenvolvimento de ideias ligadas a novos projetos.
A árvore não ficou isolada como peça paisagística. Ela foi preservada no centro de uma propriedade que mudou ao redor, incorporando construções e áreas de convivência sem eliminar o elemento que havia motivado a aquisição.
Casas, lago e cachoeira integram o refúgio
A Villa Matarazzo não se organiza em torno de uma única residência. Além da casa principal, a fazenda possui outras casas menores distribuídas pelo terreno, ampliando os espaços usados por familiares e pessoas próximas durante períodos de permanência no interior paulista.
Lago e cachoeira também fazem parte da estrutura descrita sobre a propriedade. Esses elementos convivem com áreas abertas destinadas aos animais e ajudam a manter uma configuração rural que vai além do uso da fazenda como simples casa de descanso.
A organização do espaço foi construída a partir do cenário encontrado por Monjardim na época da compra. A antiga casa abandonada deu lugar a uma estrutura residencial mais ampla, enquanto a vegetação já existente continuou a compor a paisagem.
Na entrevista de 2015, o diretor relatou que procurava ir à fazenda sempre que possível. O imóvel aparecia como um endereço afastado da rotina de gravações, embora a presença da figueira como espaço de criação mantivesse uma ligação direta entre o refúgio e seu trabalho.
A dimensão do terreno permite que as residências, as áreas voltadas aos cavalos e os espaços naturais ocupem partes distintas da propriedade. Essa configuração explica por que a Villa Matarazzo é apresentada ao mesmo tempo como fazenda de criação e como local de convivência da família.
Cavalos mantêm uma relação iniciada na infância
A criação de cavalos é uma das atividades associadas à Villa Matarazzo. Monjardim mantém animais da raça Crioula, e a presença deles na propriedade retoma uma convivência com o campo que começou décadas antes da compra do terreno.
O pai do diretor, André Matarazzo Filho, mantinha uma fazenda em Bragança Paulista, onde havia produção de café e criação de cavalos. Monjardim relacionou essa experiência de infância à proximidade que continuou mantendo com os animais na vida adulta.
“Minha vida era estar perto deles”, afirmou ao recordar aquele período na entrevista de 2015. Na mesma ocasião, a CARAS registrou que a Villa Matarazzo abrigava cerca de 150 cavalos da raça Crioula, número que corresponde à situação da propriedade naquele momento.
A referência temporal é necessária porque o total de animais foi informado naquele retrato de 2015 e não deve ser tratado como contagem atual. O dado mostra, porém, a escala que a criação já havia alcançado dentro da fazenda e o espaço ocupado pelos cavalos na rotina rural de Monjardim.
A ligação com a propriedade do pai aparece ainda no nome Fazenda Boa Esperança, mantido na memória do diretor. Em 2015, Monjardim disse que o local ainda existia e acrescentou: “A fazenda, chamada Boa Esperança, ainda existe, e é o lugar dos meus sonhos. Um dia, espero poder comprá-la”.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

