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Aos 80 anos, mulher continua na empresa onde entrou aos 18 e não pretende se aposentar

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5 min de leitura

Aos 80 anos, mulher continua na empresa onde entrou aos 18 e não pretende se aposentar

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 11/08/2026 às 08:51

Atualizado em 11/08/2026 às 08:52

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Conheça a inspiradora história de Linda Zierolf, uma mulher que trabalhou 56 anos com paixão e dedicação na Main Line Supply.

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Contratada em 1963 pela Main Line Supply, Linda deixou o emprego por alguns anos após se casar e depois retornou; mais de seis décadas após o primeiro dia, seguia trabalhando e dizia não ter planos de se aposentar.

Linda Zierolf tinha apenas 18 anos quando conseguiu emprego na Main Line Supply, empresa de suprimentos industriais de Ohio, nos Estados Unidos. Era 1963. Mais de seis décadas depois daquele primeiro dia, ela chegou aos 80 anos com 56 anos efetivamente trabalhados na companhia e ainda sem planos de aposentadoria.

A trajetória atravessou mudanças familiares, uma temporada na Alemanha, a entrada de mais mulheres no mercado de trabalho e uma transformação completa na rotina dos escritórios. Linda começou como secretária, quando cartas eram datilografadas e documentos ficavam em arquivos físicos, e terminou por construir uma longa carreira na área de vendas.

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Fabio Lucas Carvalho

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Em relato publicado pelo Business Insider em 18 de junho de 2025, Linda resumiu a dimensão dessa relação: a Main Line Supply completava 70 anos naquele ano e ela havia trabalhado em 56 deles.

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Primeiro emprego veio aos 18 anos, logo depois da escola

A história começou depois da conclusão do ensino médio. Linda contou que o pai rapidamente quis saber quando ela começaria a trabalhar. Ela procurou uma agência de empregos, que a encaminhou para a Main Line Supply.

A empresa havia sido fundada em 1955 e atua na distribuição industrial de tubos, válvulas e conexões. Segundo o site oficial da Main Line Supply, a companhia possui operações em Dayton, Cincinnati e Lima, todas em Ohio, e atende mais de mil contas industriais e comerciais nos Estados Unidos.

Linda entrou como secretária. Entre suas tarefas estavam escrever em taquigrafia, datilografar cartas, organizar arquivos e atender solicitações.

Ela contou que recebia US$ 62 por semana antes dos impostos naquele início de carreira. Segundo seu relato, o pai, que trabalhava para a General Motors, chegou a conseguir para ela uma entrevista para uma vaga de secretária no departamento de engenharia.

A proposta, conforme Linda recordou ao Business Insider, seria de US$ 300 por semana, além dos benefícios da GM. Ela recusou.

A escolha estava relacionada ao ambiente profissional que preferia. Linda disse que se sentia mais confortável em uma empresa menor, na qual acreditava que seu trabalho era percebido e onde conhecia as pessoas diretamente.

Carreira teve uma interrupção antes do retorno à empresa

Os 56 anos de trabalho não foram consecutivos.

Linda permaneceu inicialmente cerca de cinco anos na Main Line Supply. Depois de se casar, deixou o emprego porque o marido servia no Exército dos Estados Unidos. O casal viveu dois anos na Alemanha e teve filhos.

Quando as crianças estavam um pouco maiores, ela retornou à empresa.

Por isso, a trajetória iniciada em 1963 representava, em 2025, uma ligação de aproximadamente 62 anos desde sua primeira contratação, mas com períodos fora da companhia. O número apresentado pela própria Linda para o tempo efetivamente trabalhado era de 56 anos.

A história também foi retratada pelo jornal local Dayton Daily News, que acompanhou a longa relação da funcionária com a empresa de Dayton.

De secretária para vendas em um ambiente dominado por homens

O retorno acabou levando Linda a uma nova etapa profissional.

Ela relatou que a chegada de mulheres aos departamentos de compras de empresas clientes ajudou a mudar seu papel dentro da Main Line Supply. Em determinado momento, um dos principais clientes passou a ter uma mulher como compradora, e Linda foi enviada para atendê-la.

A relação funcionou e abriu espaço para que ela se envolvesse cada vez mais com vendas.

Linda contou que entrar em fábricas como representante comercial nem sempre era simples. Em um mercado com forte presença masculina, inicialmente enfrentava olhares pouco receptivos. Segundo ela, a situação mudava quando conseguia conversar sobre os problemas enfrentados pelos clientes e apresentar soluções.

Ela permaneceu na área de vendas e acompanhou o aumento da presença feminina tanto dentro das empresas quanto entre compradores e outros profissionais com quem negociava.

Cartas, arquivos de papel e reuniões presenciais deram lugar ao e-mail

Poucas mudanças foram tão visíveis para Linda quanto a transformação tecnológica.

No início de sua carreira, ligações de longa distância custavam caro, correspondências comerciais viajavam pelo correio e localizar uma informação podia significar consultar arquivos manualmente.

Décadas depois, computadores colocaram pedidos, contatos e outras informações na tela.

A própria Main Line Supply informa atualmente que utiliza sistemas de comunicação e tecnologia para administrar suas operações, incluindo acompanhamento eletrônico de pedidos, datas, contatos e pagamentos.

Para Linda, porém, a eficiência digital também alterou um aspecto importante das vendas: o contato pessoal.

Ela recordou uma época em que visitas às fábricas e reuniões frente a frente faziam parte da rotina. Com o e-mail, segundo sua avaliação, muitos clientes passaram a preferir respostas digitais em vez de encontros presenciais.

Mesmo assim, Linda continuou valorizando relações construídas durante décadas. Ela relatou ter visitado clientes durante viagens pessoais e até levado produtos fora do horário convencional quando havia necessidade urgente.

Aos 80 anos, aposentadoria ainda não estava nos planos

Em 2025, Linda trabalhava em um modelo dividido entre casa e escritório.

Segundo seu relato, após as mudanças ocorridas durante a pandemia, passou a comparecer presencialmente às terças e quintas-feiras e trabalhar de casa nos demais dias.

Aos 80 anos, dizia que o emprego continuava dando propósito à sua rotina e mantendo sua mente ativa. Também afirmava permanecer por causa dos vínculos construídos com colegas e clientes ao longo de décadas.

Fora do trabalho, Linda relatou uma rotina igualmente movimentada. Tinha seis netos, praticava caminhadas, já havia completado quatro meias-maratonas a pé, fazia crochê para ações beneficentes, cuidava do jardim e mantinha atividades sociais.

Sobre deixar definitivamente a Main Line Supply, sua posição em junho de 2025 era clara: não havia planos imediatos de aposentadoria.

Enquanto considerasse que ainda estava contribuindo, pretendia continuar trabalhando na empresa onde havia conseguido seu primeiro emprego aos 18 anos.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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