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Aos 89 anos, astro de Um Sonho de Liberdade Morgan Freeman mantém um rancho de cerca de 50 hectares no Mississippi, onde transformou as terras em refúgio para abelhas, levou 26 colmeias de Arkansas, plantou lavanda, trevo e magnólias e decidiu não colher o mel para priorizar a conservação

Aos 89 anos, astro de Um Sonho de Liberdade Morgan Freeman mantém um rancho de cerca de 50 hectares no Mississippi, onde transformou as terras em refúgio para abelhas, levou 26 colmeias de Arkansas, plantou lavanda, trevo e magnólias e decidiu não colher o mel para priorizar a conservação

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Aos 89 anos, astro de Um Sonho de Liberdade Morgan Freeman mantém um rancho de cerca de 50 hectares no Mississippi, onde transformou as terras em refúgio para abelhas, levou 26 colmeias de Arkansas, plantou lavanda, trevo e magnólias e decidiu não colher o mel para priorizar a conservação

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 15/08/2026 às 00:33

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Aos 89 anos, astro de Um Sonho de Liberdade Morgan Freeman mantém um rancho de cerca de 50 hectares no Mississippi, onde transformou as terras em refúgio para abelhas

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Morgan Freeman transformou seu rancho no Mississippi em um refúgio para abelhas: levou 26 colmeias de Arkansas, plantou lavanda, trevo e magnólias, passou a alimentá-las com água e açúcar e decidiu não retirar o mel para deixar os insetos praticamente sem perturbações.

Em 2014, Morgan Freeman, astro de Um Sonho de Liberdade, revelou no programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon que havia iniciado uma atividade muito distante dos sets de cinema: criação de abelhas em sua propriedade no Mississippi. O projeto começou com 26 colmeias trazidas do Arkansas e com a adaptação da vegetação do terreno para aumentar a disponibilidade de alimento para os insetos.

Em 2026, já aos 89 anos, a iniciativa voltou a ganhar repercussão internacional. Reportagens descrevem o local como um rancho de 124 acres, aproximadamente 50 hectares, próximo a Charleston, embora uma reportagem local do Mississippi Today tenha citado 160 acres em 2016. O número de 124 acres é o usado nas matérias especificamente dedicadas ao santuário de abelhas.

Morgan Freeman começou a criar abelhas no rancho em 2014

A transformação começou quando Freeman tinha 77 anos. Na entrevista concedida a Jimmy Fallon, o ator explicou que havia entrado havia poucas semanas no universo da apicultura e relacionou a decisão à preocupação com os problemas enfrentados pelas populações de abelhas.

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Não era uma operação destinada inicialmente à produção comercial de mel. Freeman descreveu a iniciativa como uma tentativa de disponibilizar espaço, alimento e condições para que as colônias permanecessem no terreno e desempenhassem sua função como polinizadoras.

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A preocupação ambiental que motivou a experiência tem base em um problema real, embora seja mais complexo do que frequentemente aparece em publicações virais.

A EPA dos Estados Unidos explica que a saúde das abelhas é afetada pela interação entre parasitas, doenças, nutrição deficiente, exposição a pesticidas, práticas de manejo e alterações no habitat disponível para forrageamento.

26 colmeias viajaram do Arkansas até o Mississippi

O ponto inicial do projeto foi uma operação logística considerável. Freeman informou ter recebido 26 colmeias vindas do Arkansas, que foram levadas até sua propriedade no Mississippi para formar a base do novo apiário.

Reportagens da época localizaram a origem das abelhas em Arkadelphia, no Arkansas. O ator chegou a brincar sobre a transferência interestadual durante a conversa com Jimmy Fallon, quando contou de onde haviam vindo suas novas colônias.

Vinte e seis colmeias significam 26 colônias independentes, cada uma estruturada ao redor de sua própria organização social. O número tornou a iniciativa muito maior do que simplesmente instalar uma ou duas caixas no quintal como hobby doméstico.

Lavanda, trevo e magnólias passaram a fazer parte do projeto

Levar as colônias para o terreno não seria suficiente se faltassem recursos florais adequados. Por isso, Freeman relatou que havia trabalho em andamento para aumentar a quantidade de plantas capazes de fornecer néctar e pólen para as abelhas.

Entre as espécies mencionadas estavam lavanda, trevo e magnólias. A estratégia era transformar partes da paisagem ao redor das colmeias em áreas mais favoráveis ao forrageamento, em vez de tratar o apiário como um conjunto isolado de caixas.

Ator alimentava as abelhas com uma mistura de água e açúcar

Durante a fase inicial, Freeman também participou diretamente do cuidado com as colônias. O ator contou que preparava uma solução açucarada para alimentar as abelhas enquanto elas se adaptavam ao novo ambiente.

Em seu relato de 2014, ele descreveu a mistura como formada por água e açúcar. A alimentação suplementar foi associada à fase em que as colônias haviam acabado de ser transferidas para o Mississippi e ainda estavam se estabelecendo no local.

Morgan Freeman decidiu que não retiraria o mel das colmeias

Talvez o detalhe mais incomum esteja justamente no produto normalmente associado à apicultura. Freeman afirmou que não pretendia colher o mel produzido pelas colônias. A intenção era evitar interferências desnecessárias dentro das caixas.

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Essa decisão afastava o projeto de uma exploração comercial convencional. Em vez de criar as abelhas para retirar e vender sua produção, o ator dizia estar interessado principalmente na presença dos insetos e na polinização que realizariam dentro da propriedade.

Uma reportagem do Economic Times publicada em julho de 2026 voltou a destacar justamente essa característica: o rancho permanece conhecido como uma iniciativa em que a prioridade é oferecer habitat às abelhas, sem transformar o mel no objetivo econômico da criação.

Freeman chegou a cuidar das colmeias sem roupa de proteção

Quando explicou seu novo hobby a Jimmy Fallon, Freeman acrescentou outro detalhe surpreendente: dizia não utilizar traje de apicultor, véu ou chapéu de proteção quando se aproximava das abelhas.

Naquele momento, afirmou que ainda não havia sido picado. Sua explicação estava relacionada ao tipo de interação que mantinha com as colônias: ele as alimentava, mas não retirava mel nem realizava intervenções que considerava perturbadoras.

Terras de Charleston pertenciam à família antes de Freeman construir sua casa

A história de Morgan Freeman com a região é muito anterior às abelhas. Ele viveu parte da infância no Mississippi e posteriormente decidiu retornar ao estado depois de consolidar sua carreira em Hollywood.

A Garden & Gun relata que Freeman mora nos arredores de Charleston, em terras que anteriormente pertenciam aos avós. Ele comprou a propriedade de seus pais em 1991 e construiu ali uma residência em estilo hacienda.

Na mesma propriedade, o ator também manteve cavalos, outra atividade ligada à sua vida longe do cinema. Em entrevista sobre sua decisão de voltar ao Mississippi, Freeman explicou que percebeu ser naquela região onde se sentia mais feliz e onde considerava pertencer.

Projeto surgiu em meio à preocupação com a saúde das abelhas

Quando Freeman iniciou o projeto, o chamado Colony Collapse Disorder, ou Distúrbio do Colapso das Colônias, já havia colocado a saúde das abelhas no centro de discussões ambientais e agrícolas nos Estados Unidos. O fenômeno começou a ser identificado no país em 2006.

Aos 89 anos, astro de Um Sonho de Liberdade Morgan Freeman mantém um rancho de cerca de 50 hectares no Mississippi, onde transformou as terras em refúgio para abelhas

A EPA explica que se trata de um quadro específico e que a saúde das colônias é influenciada por múltiplos fatores, incluindo ácaros Varroa, patógenos, pesticidas, nutrição, práticas de manejo e condições do habitat.

Foi nesse contexto que Freeman passou a defender publicamente a necessidade de proteger os polinizadores. Em vez de limitar a manifestação a entrevistas, colocou parte de sua própria propriedade à disposição das colônias e adaptou a vegetação para ampliar as fontes de alimento.

Aos 89 anos, Morgan Freeman continua profundamente ligado ao Mississippi

A relação do ator com o estado permanece ativa em 2026. Em agosto, poucos dias antes desta publicação, Freeman concedeu entrevista à Associated Press sobre o projeto musical Morgan Freeman’s Symphonic Blues Experience, criado para preservar e divulgar um gênero musical diretamente ligado ao Delta do Mississippi.

O ator também permanece associado ao Ground Zero Blues Club, fundado em Clarksdale há cerca de 25 anos.

A entrevista recente mostra que, mesmo depois de mais de seis décadas de carreira, sua vida e seus projetos continuam fortemente conectados à região onde passou parte da infância e para onde decidiu retornar na fase adulta.

No rancho próximo a Charleston, essa conexão ganhou uma dimensão ambiental incomum. O projeto iniciado em 2014 reuniu 26 colmeias trazidas do Arkansas, lavanda, trevo, magnólias, alimentação suplementar e uma decisão deliberada de não colher o mel.

Doze anos depois, a iniciativa continua sendo lembrada justamente por inverter a lógica convencional: em vez de colocar as abelhas na propriedade para obter algo delas, Freeman decidiu reservar espaço para que permanecessem ali.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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