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Aos 9 anos ele começava a explorar tecnologia, aos 12 já construía robôs e, aos 16, sem sequer ter terminado a escola, já comanda uma empresa de IA, levou conhecimento gratuito a mais de 140 mil pessoas e chega a um evento da ONU para discutir o futuro da inteligência artificial
Escrito por Ana Alice
Publicado em 31/08/2026 às 21:52
Atualizado em 31/08/2026 às 21:53
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Ainda no ensino médio, Raul John Aju transformou o interesse por inteligência artificial em ferramentas, empresa própria, cursos gratuitos e participação internacional, levando sua experiência de adolescente a uma discussão promovida pelas Nações Unidas.
Aos 16 anos, Raul John Aju ainda cursa o equivalente ao último ano da escola em Kerala, no sul da Índia, mas sua rotina já inclui uma empresa de inteligência artificial, ferramentas próprias, cursos gratuitos e participações em eventos internacionais.
Em fevereiro de 2026, o adolescente chegou a fazer uma apresentação em uma sessão organizada pelas Nações Unidas durante o India AI Impact Summit, em Nova Délhi.
A trajetória começou anos antes.
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Raul afirma ter se aproximado da tecnologia ainda criança e, aos 12 anos, construiu o MeBot para um projeto escolar.
Desde então, passou a desenvolver aplicações de IA e criou a AIRealm Technologies, além da ThinkCraft Academy, iniciativa voltada a ensinar pessoas a utilizar e construir sistemas com inteligência artificial sem exigir conhecimento avançado de programação.
A própria ThinkCraft informa que mais de 140 mil estudantes já passaram pelos programas de Raul, oferecidos gratuitamente em diferentes formatos.
O número deve ser entendido como dado declarado pela plataforma, e não como estatística auditada de forma independente.
Interesse por inteligência artificial começou ainda na infância
Raul vive em Kerala e, em agosto de 2026, cursava a Class 12, último estágio da educação escolar indiana antes do ensino superior.
Reportagem do India Today publicada em 27 de agosto informou que ele conciliava os estudos com a administração de uma startup e o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial.
Em entrevista à UN News em fevereiro, o adolescente contou que seu contato inicial com tecnologia passou pela edição de vídeos.
O acesso a ferramentas profissionais utilizadas por seu pai, que trabalhou em empresas de tecnologia, ajudou a ampliar esse interesse até chegar à inteligência artificial.
Aos 12 anos, construiu o MeBot, um robô desenvolvido para uma feira ou projeto escolar.
Nos anos seguintes, a experimentação deixou de se limitar à escola.
O India Today registrou em agosto de 2026 que Raul já havia desenvolvido mais de 15 ferramentas de IA, enquanto a UN News, em fevereiro, mencionava mais de dez.
Entre os nomes associados a seus projetos aparecem MeBot, RESQ AI, ZapGap, Investo AI e FeedFye.
AIRealm reuniu projetos criados pelo adolescente
Raul também passou a organizar seus projetos sob uma empresa própria, a AIRealm Technologies.
Em entrevista à ONU, explicou que uma de suas motivações para criar a companhia era reunir sob uma única marca as ferramentas que já vinha desenvolvendo.
A empresa aparece atualmente ligada a projetos de automação, treinamento e desenvolvimento de soluções com inteligência artificial.
O perfil corporativo da AIRealm informa sede em Kerala e registra a fundação em 2024.
Uma das ferramentas mencionadas por Raul é a RESQ AI.
Segundo sua explicação à UN News, a proposta envolve utilizar inteligência artificial em situações relacionadas a questões legais, ajudando o usuário a encontrar informações aplicáveis ao caso e conectá-lo a profissionais da área.
O adolescente também ganhou exposição por contratar o próprio pai, Aju Joseph, que acumulou experiência profissional em empresas como Amazon, Adobe, Wipro e IBM.
Raul afirmou que, embora consiga obter muito conhecimento pela internet, considera a experiência profissional do pai algo que não poderia simplesmente reproduzir por meio de estudos on-line.
Cursos gratuitos levaram IA a mais de 140 mil alunos
Outra parte importante do trabalho de Raul está na educação.
A ThinkCraft Academy, iniciativa ligada à AIRealm, oferece formações gratuitas sobre inteligência artificial voltadas a estudantes, profissionais e empreendedores.
Uma página oficial da academia dedicada a uma turma de 2026 informa mais de 140 mil estudantes e apresenta o programa como totalmente gratuito.
O curso propõe ensinar desde conceitos básicos até criação de agentes, automações e sistemas utilizando ferramentas que podem ser controladas em linguagem natural, sem exigir programação tradicional.
Entre os exemplos apresentados pela plataforma estão agentes capazes de ler e-mails, organizar arquivos, criar fluxos automáticos e executar tarefas conectadas a diferentes serviços.
As aulas e os avisos também podem ser distribuídos por canais como WhatsApp.
Os números de alcance variam conforme a fonte e o momento da divulgação.
Enquanto uma página da ThinkCraft registra 140 mil participantes, o perfil mais recente de Raul passou a exibir números superiores, e reportagens de agosto de 2026 mencionam quase 500 mil pessoas alcançadas por suas iniciativas de treinamento.
Como essas métricas são divulgadas pelos próprios projetos ou reproduzidas por veículos, 140 mil é o patamar diretamente documentado pela página específica da ThinkCraft consultada, sem necessidade de assumir como equivalentes todas as contagens posteriores.
Aos 16 anos, Raul participou de sessão organizada pela ONU
A atuação de Raul ganhou uma dimensão internacional em 20 de fevereiro de 2026, durante o India AI Impact Summit, realizado no Bharat Mandapam, em Nova Délhi.
O Escritório das Nações Unidas para Tecnologias Digitais e Emergentes, o ODET, organizou uma sessão intitulada “AI and Children’s Safety and Wellbeing”, dedicada aos efeitos da inteligência artificial sobre segurança, direitos e bem-estar de crianças.
A programação oficial da ONU colocou Raul como responsável pela “Featured Address”, uma apresentação de destaque antes do painel principal.
Participaram da sessão representantes de organizações como UNICEF, LEGO Education, Responsible AI Future Foundation e OpenAI, além de Amandeep Singh Gill, subsecretário-geral da ONU e enviado especial para Tecnologias Digitais e Emergentes.
Assim, a descrição de Raul como palestrante ligado à ONU tem um contexto específico: ele falou em um evento organizado pelo ODET dentro do India AI Impact Summit, e não em uma sessão da Assembleia Geral ou em uma função permanente das Nações Unidas.
Depois do painel, Raul concedeu entrevista à UN News.
Ao falar sobre educação em inteligência artificial, defendeu que jovens usem essas ferramentas sem abandonar características humanas como curiosidade, criatividade e capacidade crítica.
Em uma de suas respostas, resumiu a ideia afirmando que a habilidade mais importante em um mundo com IA é continuar “o mais humano possível”.
Escola e empresa seguem na mesma rotina
Apesar da exposição internacional, Raul ainda não havia concluído a escola em agosto de 2026.
O India Today o identificou como estudante da Class 12, ao mesmo tempo em que administrava a empresa e continuava criando ferramentas.
Essa combinação é uma das características centrais da trajetória: as atividades empresariais e educacionais começaram antes de uma formação universitária.
O adolescente tem usado principalmente aprendizagem autodidata, experimentação prática e projetos próprios para desenvolver suas ferramentas.
Ao mesmo tempo, a história não significa que formação técnica ou acadêmica tenha deixado de ser necessária para o desenvolvimento de sistemas complexos.
As próprias iniciativas de Raul se concentram fortemente em tornar ferramentas já existentes de IA mais acessíveis e aplicáveis a problemas cotidianos, automações e processos de trabalho.
Assista o vídeo
Uso de IA já chegou às escolas brasileiras
A expansão desse tipo de ferramenta também aparece entre estudantes brasileiros.
A TIC Educação 2024, divulgada pelo Cetic.br, mostrou que 37% dos alunos usuários de internet dos ensinos Fundamental e Médio disseram utilizar plataformas de IA generativa para pesquisas relacionadas a atividades educacionais.
Entre estudantes do Ensino Médio, o percentual chegou a 70%.
Ao mesmo tempo, apenas 33% do total de alunos disseram que professores haviam ensinado como identificar erros, informações falsas ou vieses em conteúdos produzidos por inteligência artificial.
Os números brasileiros ajudam a colocar a iniciativa do adolescente indiano em um contexto mais amplo.
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Ana Alice
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Enquanto ferramentas de IA entram rapidamente na rotina escolar, cresce também a preocupação com uma formação que não ensine apenas a produzir respostas, mas a entender limites, conferir informações e avaliar criticamente aquilo que os sistemas geram.
Aos 16 anos e ainda sem ter encerrado a educação escolar, Raul já percorreu esse caminho em várias frentes: construiu seu primeiro robô aos 12 anos, reuniu ferramentas em uma empresa, passou a oferecer treinamento gratuito em IA e, em 2026, levou a perspectiva de um adolescente a uma discussão organizada pelas Nações Unidas sobre os efeitos da tecnologia sobre crianças.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

