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Aos 9 anos, estudante brasileiro supera 47 concorrentes e ganha medalha de ouro em olimpíada mundial de Matemática nos Estados Unidos

Aos 9 anos, estudante brasileiro supera 47 concorrentes e ganha medalha de ouro em olimpíada mundial de Matemática nos Estados Unidos

9 min de leitura

Aos 9 anos, estudante brasileiro supera 47 concorrentes e ganha medalha de ouro em olimpíada mundial de Matemática nos Estados Unidos

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 06/08/2026 às 22:18

Atualizado em 06/08/2026 às 22:19

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Estudante Pedro, de 9 anos, conquistou ouro e a segunda maior nota em uma olimpíada mundial de Matemática nos Estados Unidos. Fonte: Arquivo pessoal.

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Estudante Pedro, de 9 anos, conquistou ouro e a segunda maior nota em uma olimpíada mundial de Matemática nos Estados Unidos.

O estudante Pedro de Oliveira Farias, de 9 anos, conquistou a medalha de ouro e a segunda maior nota de sua categoria na fase mundial da Copernicus Mathematics Olympiad, disputada em 29 de julho de 2026 na Columbia University, em Nova York.

Natural de Goiânia, o menino superou dezenas de representantes internacionais, obteve o melhor desempenho da delegação brasileira e elevou para mais de 70 o número de premiações acumuladas em olimpíadas do conhecimento.

A conquista também confirmou a dimensão internacional de sua trajetória. Pedro já reúne dez medalhas obtidas fora do país e recebeu 33 premiações somente em 2026.

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Mesmo com apenas 9 anos, ele cursa o 5º ano, participa de atividades voltadas a alunos com altas habilidades e mantém uma agenda que inclui novas competições de Matemática e Ciências.

Estudante teve 90 minutos para resolver 20 problemas

A categoria disputada por Pedro reuniu 48 participantes convidados após bons resultados em etapas anteriores.

Cada competidor precisou responder 20 questões em uma hora e meia, em uma prova desenvolvida para avaliar raciocínio, estratégia e domínio matemático.

O ouro foi destinado aos três melhores colocados. Como Pedro terminou com a segunda maior pontuação, garantiu não apenas a medalha, mas também uma premiação adicional: um Meta Quest, dispositivo de realidade virtual entregue pela organização.

O resultado colocou o estudante goiano acima dos demais integrantes brasileiros em desempenho individual.

A posição ganhou ainda mais relevância porque a rodada global reúne crianças que já haviam se destacado em seus países antes de receber a carta-convite para Nova York.

A Copernicus não começa nos Estados Unidos. Os participantes passam inicialmente por uma fase nacional e somente os melhores recebem autorização para representar suas nações na etapa final.

Estudante Pedro, de 9 anos, conquistou ouro e a segunda maior nota em uma olimpíada mundial de Matemática nos Estados Unidos. Fonte: Arquivo pessoal.

Pedro chegou à disputa mundial após preparação específica

A formação do menino não ficou limitada ao conteúdo regular da escola. Pedro estuda no Colégio Marista e participa, no contraturno, de um programa destinado a alunos com altas habilidades.

Depois de conquistar a classificação para a rodada global, ele passou a ter uma hora semanal de preparação com um professor do ensino fundamental 2. Os encontros ocorriam às sextas-feiras e trabalhavam conteúdos compatíveis com o nível da prova internacional.

Pedro também é embaixador do Clube Amplexo Educação, plataforma de enriquecimento curricular online. Essas atividades permitem que o estudante encontre desafios adicionais sem depender exclusivamente das disciplinas correspondentes ao 5º ano.

A aceleração escolar ocorreu porque seu desenvolvimento acadêmico estava adiantado em relação à série esperada para sua idade. Ainda assim, a família procura evitar que o desempenho em competições seja transformado na única característica do menino.

Medalhas não retiraram de Pedro uma rotina de criança

Para o Mais Goiás, Raquel Morais, mãe de Pedro, afirma que o filho continua vivendo a infância integralmente. Fora das provas, ele lê, assiste à televisão, conversa, corre, joga e participa das atividades comuns a outras crianças.

Essa rotina também esteve presente em Nova York. Em um passeio ao Central Park, integrantes da competição participaram de futebol, vôlei, corrida do saco e prova do ovo na colher.

As conversas entre crianças e adolescentes passaram longe das equações em vários momentos. Pedro discutiu com os novos amigos sobre futebol, álbum da Copa e jogadores como Pelé, Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Cristiano Ronaldo e Ronaldo Fenômeno.

Para a família, esses episódios mostram que um estudante com elevado desempenho acadêmico não deixa de precisar de brincadeiras, descanso e convivência social. A capacidade de resolver problemas matemáticos avançados não elimina os interesses próprios da idade.

Matemática aproximou participantes de 15 países

A cerimônia de abertura reuniu competidores de 15 nacionalidades, com idiomas e culturas diferentes. Uma mensagem apresentada no evento chamou a atenção da mãe de Pedro: embora os participantes falassem línguas distintas, todos conseguiam se compreender por meio da Matemática.

O encontro internacional acrescentou uma dimensão que não aparece na contagem das medalhas. Pedro teve contato com crianças que também enfrentam provas avançadas, participam de programas acadêmicos e representam seus países em competições.

Essa convivência pode ser especialmente importante para alunos com altas habilidades. Em ambientes assim, eles encontram colegas que compartilham interesses semelhantes, mas mantêm experiências familiares, escolares e culturais diferentes.

A conquista do estudante passou, portanto, a representar mais do que a pontuação obtida em 90 minutos. A viagem ampliou sua percepção sobre o alcance da educação e mostrou como o conhecimento pode criar vínculos entre participantes que acabaram de se conhecer.

Família precisou avaliar custos antes da viagem

Chegar à Columbia University exigiu um investimento elevado. A família teve dúvidas sobre a participação porque passagem, hospedagem e outras despesas tornavam a experiência financeiramente difícil.

Por causa dessas limitações, apenas Pedro e Raquel viajaram. O restante da família acompanhou as etapas à distância, utilizando redes sociais e mensagens para receber informações sobre a competição.

Antes do embarque, a mãe trabalhou com o menino a ideia de que a viagem já seria uma conquista, mesmo sem medalha. Todos os participantes haviam sido selecionados entre os melhores de seus países, e o simples acesso à rodada global representava uma experiência acadêmica rara.

Essa preparação emocional procurou impedir que Pedro interpretasse uma eventual ausência no pódio como fracasso. Para a família, o aprendizado, a convivência internacional e a oportunidade de competir também possuíam valor próprio.

Estudante Pedro, de 9 anos, conquistou ouro e a segunda maior nota em uma olimpíada mundial de Matemática nos Estados Unidos. Fonte: Arquivo pessoal.

Estudante enfrentou perda familiar e problema de saúde

Os dias anteriores à prova trouxeram situações que ameaçaram a participação de Pedro. Depois de chegar aos Estados Unidos, Raquel recebeu a notícia do falecimento de sua avó materna.

O menino ficou abalado e chegou a pensar em retornar ao Brasil. A viagem que deveria ser marcada pela expectativa da olimpíada passou a conviver com o luto da família e com a distância dos parentes.

Na madrugada anterior ao exame, Pedro também teve uma crise de rinite. O problema prejudicou o descanso e aumentou a incerteza sobre seu desempenho durante a competição.

Mesmo diante do cansaço físico e da situação emocional, o estudante decidiu comparecer à prova. A medalha não elimina os acontecimentos enfrentados, mas mostra que ele conseguiu manter a concentração no momento necessário.

Resultado começou a surpreender antes da cerimônia

Depois da avaliação, Raquel analisou o caderno de questões e utilizou uma ferramenta de inteligência artificial para conferir algumas respostas. A verificação aumentou a esperança de que Pedro pudesse receber uma medalha.

A mãe, porém, não esperava necessariamente o ouro. A confirmação dependia dos critérios oficiais, da pontuação dos demais participantes e da classificação final elaborada pela organização.

Na cerimônia, os nomes dos vencedores foram apresentados por etapas. Quando o anúncio das medalhas de prata terminou sem mencionar Pedro, os integrantes da delegação brasileira e os parentes que acompanhavam pela internet ficaram ainda mais ansiosos.

O nome do menino apareceu entre os vencedores do ouro. A comemoração tomou conta da delegação em Nova York e do grupo familiar que acompanhava tudo pelo WhatsApp.

Segunda maior nota provocou nova comemoração

Depois das medalhas, a organização anunciou as três maiores pontuações da categoria. Como Pedro foi o terceiro nome citado inicialmente, a família suspeitou que ele tivesse terminado na terceira posição.

A informação seguinte confirmou que o brasileiro havia obtido a segunda maior nota. O estudante não apenas entrou no grupo do ouro, mas ficou a uma posição do melhor desempenho absoluto entre os 48 participantes.

Raquel descreveu o momento como uma mistura de orgulho, alívio e alegria. Durante a cerimônia, chegou a repetir diversas vezes que poderia passar mal com a ansiedade, enquanto as pessoas ao redor brincavam que a segurariam caso desmaiasse.

O anúncio também mobilizou os familiares no Brasil. Embora não estivessem presentes fisicamente, eles acompanharam em tempo real a transformação da expectativa em duas conquistas: a medalha de ouro e o segundo lugar na pontuação.

Colega de Pedro também subiu ao pódio

A participação da escola goiana rendeu outro resultado internacional. Bernardo Martini Mendes, de 11 anos e colega de sala de Pedro, conquistou uma medalha de bronze.

A premiação dos dois alunos mostra que o trabalho educacional voltado a crianças com alto potencial pode produzir resultados diferentes sem criar uma única medida de sucesso. Ouro e bronze representaram desempenhos relevantes em uma competição composta por participantes previamente selecionados.

Estudante Pedro, de 9 anos, conquistou ouro e a segunda maior nota em uma olimpíada mundial de Matemática nos Estados Unidos. Fonte: Arquivo pessoal.

A presença de colegas na mesma rodada também cria uma rede de apoio. Eles compartilham parte da preparação, compreendem as exigências das provas e retornam à escola com experiências que podem ser divididas com outros estudantes.

Para Pedro, essa convivência ajuda a equilibrar o caráter individual da classificação com o sentimento de pertencer a uma comunidade acadêmica.

Estudante terá novas provas de Matemática e Ciências

A competição em Nova York não encerrou o calendário de Pedro. O menino já se prepara para outras avaliações nacionais e internacionais ao longo de 2026.

Entre os próximos compromissos estão a Copernicus de Ciências Naturais, a OBMEP Mirim, a Olimpíada Nacional de Ciências e competições realizadas em Singapura.

Cada uma exige conhecimentos e estratégias diferentes. Enquanto algumas concentram-se no raciocínio matemático, outras incluem conteúdos de Física, Química, Biologia e interpretação de fenômenos naturais.

A variedade pode ampliar os interesses do estudante e impedir que seu desenvolvimento fique limitado a uma única disciplina. Mesmo com destaque em Matemática, Pedro terá oportunidades de experimentar outras áreas antes de tomar decisões acadêmicas futuras.

Pedro volta ao Brasil com experiência além da medalha

Aos 9 anos, Pedro já possui um histórico que inclui aceleração escolar, mais de 70 medalhas, dez resultados internacionais e o melhor desempenho da delegação brasileira em Nova York.

Esses números ajudam a dimensionar sua facilidade acadêmica, mas não contam toda a viagem. O menino precisou enfrentar limitações financeiras, ausência de parte da família, luto, uma crise de rinite e a pressão de competir contra representantes de alto nível.

Também teve a oportunidade de brincar no Central Park, conversar sobre futebol, fazer novos amigos e descobrir que outras crianças vivem experiências semelhantes em diferentes países.

Ao conquistar o ouro e a segunda maior nota, o estudante Pedro confirmou sua capacidade diante de uma prova internacional.

A principal transformação, porém, pode estar no contato com um ambiente onde Matemática, educação e infância não aparecem como elementos separados, mas como partes de uma mesma experiência de descoberta.

Fonte

Só Notícia Boa


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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