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Aos 90 anos, Julie Andrews vive em refúgio histórico nos Hamptons, onde adaptou um closet da própria casa como estúdio de gravação, continua trabalhando com voz e mantém rotina reservada entre ruas arborizadas, construções vitorianas e o mar de Sag Harbor
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 15/08/2026 às 10:24
Atualizado em 15/08/2026 às 10:25
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Julie Andrews vive em Sag Harbor, vila histórica dos Hamptons, onde mantém uma casa discreta e um estúdio de áudio para trabalhos de locução.
Aos 90 anos, Julie Andrews mantém uma rotina muito diferente daquela associada aos grandes sets de cinema que marcaram sua carreira. A atriz escolheu Sag Harbor, uma vila histórica localizada nos Hamptons, no estado de Nova York, como seu refúgio de longa duração e chegou a adaptar um closet da própria residência para funcionar como estúdio de gravação de áudio.
Mesmo depois de reduzir drasticamente sua presença diante das câmeras, Julie continuou realizando trabalhos de voz. A estrutura doméstica permite que ela faça gravações sem precisar abandonar a tranquilidade da região, onde vive há décadas e permaneceu mesmo depois de trocar de casa algumas vezes dentro do próprio bairro.
Julie Andrews encontrou em Sag Harbor um endereço mais discreto
A escolha chama atenção porque Sag Harbor está inserida em uma das regiões mais associadas a imóveis luxuosos dos Estados Unidos. Ao contrário de áreas vizinhas conhecidas por grandes mansões e praias exclusivas, a vila preserva um perfil mais histórico, com ruas arborizadas, construções vitorianas e forte ligação com o mar.
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Foi nesse cenário que Julie Andrews decidiu estabelecer sua base permanente. A atriz buscava um espaço confortável, mas menos exposto, distante da rotina típica de celebridades que circulam pelos endereços mais ostensivos dos Hamptons.
De acordo com o Celebrity Net Worth, a fortuna da artista é estimada em US$ 30 milhões, cerca de R$ 156 milhões na conversão apresentada. Ainda assim, a escolha residencial de Julie se concentra menos em ostentação e mais em privacidade, história e qualidade de vida.
Vila teve importância marítima antes mesmo de Nova York crescer
Sag Harbor possui uma trajetória que ajuda a explicar por que o local se diferencia dentro dos Hamptons. Em 1789, George Washington declarou a vila como o primeiro Porto de Entrada oficial dos Estados Unidos, estabelecendo ali a primeira alfândega do estado de Nova York.
Durante seu auge marítimo, entre os séculos XVIII e XIX, Sag Harbor se consolidou como um importante centro baleeiro. Marinheiros de diferentes partes do mundo passavam pelo porto, movimentando uma economia que chegou a registrar grande volume de embarcações comerciais.
A relação com o mar acabou incorporada também à literatura. Herman Melville mencionou Sag Harbor em Moby Dick, reforçando a ligação da vila com a história da navegação e da caça às baleias nos Estados Unidos.
Três lugares ajudam a entender o perfil escolhido por Julie Andrews
A preservação da identidade histórica de Sag Harbor não está restrita às fachadas antigas. Alguns espaços atuais ajudam a manter a conexão entre passado marítimo, cultura e vida comunitária, elementos que fazem da região um endereço diferente de outros pontos dos Hamptons.
Entre os locais que ajudam a contar essa história estão:
- The Church: antiga igreja do século XIX transformada em centro cultural e residência artística por Eric Fischl e April Gornik;
- Havens Beach: praia voltada para a baía de Sag Harbor, procurada por quem busca caminhadas, banhos de mar e um ambiente mais tranquilo;
- Sag Harbor Whaling & Historical Museum: instalado em um edifício neogrego de 1845, preserva documentos e objetos ligados ao passado baleeiro da vila.
A própria Main Street reforça esse perfil. Em vez de concentrar apenas grandes marcas internacionais, a região comercial mantém livrarias independentes, galerias, antiquários e restaurantes administrados localmente.
Literatura também deixou marcas profundas em Sag Harbor
A ligação de Sag Harbor com artistas não começou com celebridades contemporâneas. O escritor John Steinbeck, vencedor do Nobel de Literatura, viveu na vila entre 1955 e 1968 e trabalhou ali em parte de sua produção literária.
Foi em seu estúdio próximo à água que Steinbeck desenvolveu O Inverno da Nossa Desordem e iniciou a viagem posteriormente narrada em Viajando com Charley. Outros nomes associados à região incluem Truman Capote, Billy Joel e Jackson Pollock.
Esse histórico ajuda a explicar por que Julie Andrews encontrou na vila uma combinação entre privacidade e ambiente cultural. Sag Harbor mantém ligação com escritores, músicos e artistas, mas preserva uma escala urbana menor e mais reservada.
Estúdio em casa permite que Julie Andrews continue trabalhando
Embora tenha se afastado da atuação tradicional, Julie não abandonou completamente a atividade profissional. Os trabalhos de locução continuam fazendo parte de sua rotina, e a adaptação do closet como estúdio mostra como ela incorporou essa etapa da carreira à vida doméstica.
A atriz também não deve participar da nova continuação de O Diário da Princesa, projeto cercado por expectativas de produção. A ausência reforça o distanciamento de Julie em relação aos longos períodos de filmagem que marcaram outras fases de sua trajetória.
Nesse novo momento, sua relação com o trabalho passou a depender menos de deslocamentos e mais de uma estrutura criada dentro do próprio lar.
Julie Andrews transformou Sag Harbor em refúgio permanente
Ao longo das décadas, Julie Andrews chegou a mudar de residência, mas permaneceu na mesma região. A decisão demonstra que Sag Harbor deixou de ser apenas uma casa de temporada e se transformou em seu principal ponto de estabilidade.
A vila reúne exatamente os elementos que combinam com essa fase: arquitetura preservada, proximidade com o mar, ambiente cultural e distância relativa da exposição típica de outros endereços dos Hamptons.
Depois de uma carreira construída diante de grandes públicos, Julie escolheu um lugar onde a história é medida em portos, livros e edifícios centenários. Hoje, entre ruas arborizadas e casas do século XIX, a atriz mantém uma rotina mais reservada e ainda consegue trabalhar sem deixar o endereço que escolheu para viver.
Fonte
Caras
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

