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Aos 91 anos, mulher que foi tirada da escola pelo pai após a 4ª série, criou 16 filhos e esperou 76 anos para voltar a estudar vai concluir o ensino médio pela EJA no RN em 28 de agosto e já planeja fazer curso de gastronomia

Aos 91 anos, mulher que foi tirada da escola pelo pai após a 4ª série, criou 16 filhos e esperou 76 anos para voltar a estudar vai concluir o ensino médio pela EJA no RN em 28 de agosto e já planeja fazer curso de gastronomia

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Aos 91 anos, mulher que foi tirada da escola pelo pai após a 4ª série, criou 16 filhos e esperou 76 anos para voltar a estudar vai concluir o ensino médio pela EJA no RN em 28 de agosto e já planeja fazer curso de gastronomia

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 20/08/2026 às 12:21

Atualizado em 20/08/2026 às 12:23

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Aos 91 anos, Iracema Morais concluirá o ensino médio pela EJA em 28 de agosto, após 76 anos longe dos estudos, e já planeja cursar gastronomia.

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Iracema Morais, de 91 anos, vai concluir o ensino médio pela EJA em São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, em 28 de agosto. Impedida pelo pai de continuar os estudos após a 4ª série, criou 16 filhos, esperou 76 anos para voltar à escola e planeja gastronomia.

Iracema Morais está prestes a concluir o ensino médio aos 91 anos, depois de passar grande parte da vida afastada da escola. A formatura pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) está marcada para 28 de agosto, em São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, encerrando uma espera que ela própria calcula em 76 anos.

Segundo reportagem publicada pelo Só Notícia Boa em 20 de agosto de 2026, Iracema entrou na escola apenas aos 10 anos porque o pai não queria que ela estudasse. Depois de chegar à 4ª série, foi retirada das aulas e só décadas mais tarde conseguiu retomar o projeto de continuar a formação.

Pai analfabeto não queria que Iracema frequentasse a escola

Aos 91 anos, Iracema Morais concluirá o ensino médio pela EJA em 28 de agosto, após 76 anos longe dos estudos, e já planeja cursar gastronomia.

O interesse pelos estudos apareceu ainda na infância, mas esbarrou na decisão do pai. Iracema contou que ele era analfabeto e não queria que a filha estudasse, apesar da insistência da menina.

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“Eu tinha muita vontade de ir e chorava muito”, relembrou. A autorização só veio quando ela completou 10 anos, idade em que finalmente conseguiu começar a frequentar a escola.

Estudos terminaram após a 4ª série por decisão do pai

A permanência nas aulas durou pouco diante do que Iracema desejava para a própria formação. Ela conseguiu avançar até a 4ª série, mas foi retirada da escola logo depois.

A interrupção adiou por décadas um objetivo que continuou presente. Iracema afirma que sempre quis estudar e que esse desejo foi justamente o que a fez insistir mesmo depois de chegar à velhice.

Primeiro filho nasceu quando ela tinha 20 anos

A vida adulta trouxe novas responsabilidades antes que Iracema pudesse retornar à sala de aula. Ela teve o primeiro filho aos 20 anos e, ao longo da vida, tornou-se mãe de 16 filhos.

Dos 16, seis morreram. Com uma família numerosa para criar, o retorno aos estudos permaneceu adiado enquanto as responsabilidades domésticas e familiares ocupavam sua rotina.

Família de 16 filhos adiou por décadas o retorno à escola

A criação dos filhos atravessou boa parte do período em que Iracema permaneceu longe da educação formal. O sonho de estudar continuava presente, mas só pôde ser retomado muito mais tarde.

Quando finalmente voltou à escola, já sabia ler, escrever e demonstrava facilidade para fazer contas de cabeça. A experiência de vida não impediu a adaptação ao ambiente escolar nem o contato com colegas de outras gerações.

Aos 91 anos, ela se enturmou com professores e alunos mais jovens

Iracema se mostrou comunicativa ao voltar para a sala de aula e rapidamente criou vínculos com professores e estudantes mais novos.

A diferença de idade não se tornou uma barreira para ela. “Sou igual a uma adolescente de 15 anos. Me relaciono muito com meus colegas e professores”, contou.

“Esperei 76 anos para voltar a estudar”

Aos 91 anos, Iracema Morais concluirá o ensino médio pela EJA em 28 de agosto, após 76 anos longe dos estudos, e já planeja cursar gastronomia.

O retorno à EJA representou a retomada de um objetivo que havia sido interrompido na infância. Iracema resumiu o intervalo dizendo que esperou 76 anos para voltar aos estudos.

“Sempre tive esse sonho de começar a estudar. Foi isso que me fez não desistir, mesmo já idosa”, afirmou. A conclusão do ensino médio transforma esse retorno em uma etapa formalmente encerrada aos 91 anos.

EJA permitirá conclusão do ensino médio em 28 de agosto

A formatura está prevista para 28 de agosto, em São Paulo do Potengi. Iracema concluirá o ensino médio pela Educação de Jovens e Adultos, modalidade destinada a pessoas que não conseguiram terminar a educação básica na idade regular.

No caso do ensino médio, a idade mínima de ingresso na EJA é de 18 anos, conforme as diretrizes nacionais mencionadas pela reportagem.

Iracema diz que não gostaria mais de parar de estudar

A conclusão do ensino médio não representa, para ela, um encerramento definitivo da relação com a escola. Iracema afirmou que, se dependesse de sua vontade, continuaria estudando sem parar.

A experiência na EJA reacendeu de forma prática um interesse que havia sido interrompido ainda na infância. Aos 91 anos, ela mantém planos educacionais para depois da formatura.

Próximo plano é fazer um curso de gastronomia

Depois de receber o certificado do ensino médio, Iracema pretende fazer um curso de gastronomia. O novo objetivo surge imediatamente após a conclusão de uma etapa que ficou pendente durante a maior parte de sua vida.

O plano mostra que a formatura de 28 de agosto não encerra necessariamente sua trajetória de aprendizado. A estudante já projeta outra formação depois de concluir a educação básica.

Filho diz que conquista da mãe virou exemplo para a família

Adelino Netto, filho de Iracema, afirmou que a conclusão dos estudos aos 91 anos passou a inspirar os próprios familiares.

“Ter uma mãe formada aos 91 anos inspira a gente a não deixar de buscar conhecimento e mostra que os sonhos podem ser realizados em qualquer idade”, disse.

Aos 91 anos, Iracema conclui uma etapa interrompida ainda na infância

A trajetória escolar de Iracema começou aos 10 anos, foi interrompida depois da 4ª série e só voltou a avançar décadas mais tarde. Entre um momento e outro, ela teve 16 filhos e construiu uma vida inteira antes de retornar formalmente à educação.

No dia 28 de agosto, a estudante deverá concluir o ensino médio pela EJA em São Paulo do Potengi. Depois disso, o próximo objetivo já está definido: buscar formação em gastronomia.

Para você, a história de Iracema mostra como programas como a EJA podem reabrir caminhos educacionais mesmo depois de décadas longe da escola? Deixe sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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