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Aos 95 anos, americana conclui faculdade ao lado da neta de 21, supera recorde de graduada de 90 anos e entra para o Guinness após décadas fazendo aulas no Kansas

Aos 95 anos, americana conclui faculdade ao lado da neta de 21, supera recorde de graduada de 90 anos e entra para o Guinness após décadas fazendo aulas no Kansas

6 min de leitura

Aos 95 anos, americana conclui faculdade ao lado da neta de 21, supera recorde de graduada de 90 anos e entra para o Guinness após décadas fazendo aulas no Kansas

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 19/08/2026 às 09:07

Atualizado em 19/08/2026 às 09:11

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Aos 95 anos, Nola Ochs se prepara para entrar no Guinness como a pessoa mais velha do mundo a concluir uma faculdade, ao lado da neta de 21 anos no Kansas.

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Nola Ochs, de 95 anos, estava prestes a concluir a graduação na Universidade Estadual de Fort Hays, no Kansas, ao lado da neta Alexandra Ochs, de 21 anos, e a se tornar a pessoa mais velha do mundo a obter um diploma universitário. A americana superaria o recorde reconhecido pelo Guinness World Records, então pertencente a Mozelle Richardson, que se formou aos 90 anos em 2004.

A trajetória de Nola Ochs até o diploma foi construída ao longo de décadas, com aulas feitas aos poucos depois da morte do marido, Vernon, em 1972. Para completar a graduação, ela chegou a deixar temporariamente sua fazenda e se mudar 160 quilômetros para terminar as últimas 30 horas exigidas pelo curso.

Segundo a NBC News, em publicação de 26 de abril de 2007, com informações da Associated Press, Nola Ochs se formaria no mês seguinte em estudos gerais com ênfase em história e, aos 95 anos, ultrapassaria o recorde registrado pelo Guinness World Records.

Nola Ochs superaria recorde estabelecido por graduada de 90 anos

Aos 95 anos, Nola Ochs se preparava para concluir a faculdade no Kansas ao lado da neta de 21 anos e superar um recorde do Guinness.

Antes de Nola Ochs, o título de pessoa mais velha a concluir uma universidade pertencia a Mozelle Richardson. Ela tinha 90 anos quando recebeu, em 2004, seu diploma de jornalismo pela Universidade de Oklahoma.

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Com a formatura prevista para o mês seguinte à publicação da reportagem, Nola chegaria ao diploma aos 95 anos, elevando em cinco anos a idade do recorde anterior.

Assembleia Legislativa do Kansas homenageou estudante de 95 anos

A proximidade da formatura levou Nola Ochs a receber uma homenagem pública. Na quinta-feira mencionada pela reportagem, a Assembleia Legislativa do Kansas reconheceu sua trajetória.

A estudante foi recebida com elogios e aplausos de pé. A repercussão, porém, veio de uma conquista que não havia começado como uma tentativa deliberada de entrar para o Guinness.

Volta aos estudos começou após morte do marido em 1972

Nola Ochs foi casada com Vernon durante 39 anos. Depois da morte dele, em 1972, ela começou a frequentar aulas em uma faculdade comunitária.

Os estudos continuaram de forma gradual durante os anos seguintes. Ao acumular disciplinas, Nola percebeu que já estava próxima de atingir a quantidade necessária de horas para obter um diploma de graduação.

Americana deixou fazenda e se mudou 160 quilômetros para terminar curso

No outono anterior à reportagem, Nola tomou uma decisão para concluir o que havia iniciado décadas antes. Ela deixou sua fazenda e se mudou 160 quilômetros para morar em um apartamento na Universidade Estadual de Fort Hays.

A mudança permitiu que a estudante completasse as 30 horas finais exigidas para receber um diploma em estudos gerais com ênfase em história.

Neta de 21 anos se formaria no mesmo período que a avó

A formatura teria ainda um componente familiar. Alexandra Ochs, neta de Nola, tinha 21 anos e também se preparava para receber seu diploma junto com a avó.

Alexandra destacou a oportunidade incomum de dividir a rotina universitária com ela. “Quantas pessoas da minha idade têm a chance de passar um tempo com suas avós? Ela é muito bem aceita pelos outros alunos”, afirmou.

A jovem completou: “Eles gostam dela, mas provavelmente não tanto quanto eu.”

Nola Ochs dizia ser tratada como qualquer outra estudante

Na universidade, Nola circulava pelos corredores com os cabelos brancos presos em um coque e carregava os livros em uma sacola de pano. A reportagem a descreveu como espirituosa, charmosa e simples, enquanto outros estudantes a cumprimentavam pelo campus.

“Todos me aceitaram e me sinto como qualquer outra aluna”, disse Nola. “Os alunos me respeitam.”

“Não me prendo à minha idade”, afirmou Nola Ochs

Aos 95 anos, Nola dizia evitar transformar a própria idade em uma barreira para suas escolhas. Para ela, concentrar-se excessivamente nesse número poderia acabar limitando o que ainda seria possível fazer.

“Não me prendo à minha idade. Isso pode limitar o que eu posso fazer. Enquanto eu tiver mente e saúde, é apenas um número”, declarou.

Professor inicialmente duvidou que Nola acompanhasse a turma

A presença de uma aluna de 95 anos também chamou a atenção de Todd Leahy, chefe do departamento de história. No início, ele chegou a se perguntar se Nola conseguiria acompanhar o ritmo dos demais estudantes.

As dúvidas, de acordo com Leahy, desapareceram depois da segunda semana. O professor passou a considerar a experiência pessoal de Nola uma contribuição importante para as discussões em sala.

Experiências de Nola deram aos alunos contato direto com a história

Todd Leahy destacou que alguns acontecimentos estudados academicamente faziam parte das memórias pessoais de Nola. “Posso falar sobre isso com eles, mas ter a Nola na aula acrescenta uma dinâmica incomparável”, afirmou.

Segundo ele, a presença dela oferecia “uma perspectiva em primeira mão que raramente se tem”. O chefe do departamento pretendia gravar histórias orais com Nola depois da formatura.

Nola contou como viveu a Dust Bowl na década de 1930

Entre as experiências compartilhadas em sala estavam as lembranças da Dust Bowl, período da década de 1930 marcado por intensas tempestades de poeira.

Nola recordava dias em que o céu ficava tão escuro que era necessário acender as lâmpadas dentro de casa mesmo durante o dia. Para tentar impedir a entrada da poeira, lençóis molhados eram colocados sobre as janelas.

Poeira batendo na casa lembrava som de chuva de granizo

As memórias de Nola também incluíam detalhes que dificilmente apareceriam da mesma maneira apenas nos livros. Ela contou que a poeira atingindo a residência produzia um barulho semelhante ao de uma chuva de granizo.

Esse tipo de relato era justamente o que Todd Leahy considerava uma contribuição especial para os outros estudantes, por aproximar acontecimentos históricos da experiência de alguém que os havia vivido.

AARP afirmou que conquista desafiava outras pessoas a buscar seus objetivos

A trajetória também foi comentada por Tom Nelson, diretor de operações da Associação Americana de Aposentados (AARP).

“Todos nós deveríamos ter essa sorte e realizar coisas tão incríveis. A conquista dela nos desafia a todos a buscarmos nossos próprios objetivos e sonhos”, afirmou Nelson.

Família de Nola reunia três filhos, 13 netos e 15 bisnetos

Apesar da atenção provocada pela graduação e pelo recorde mundial, Nola Ochs demonstrava orgulho especialmente de sua família.

Ela era matriarca de uma família com três filhos, enquanto um quarto havia falecido em 1995. Nola também tinha 13 netos e 15 bisnetos.

Depois do diploma, Nola cogitava viajar ou continuar estudando

A formatura não necessariamente encerraria sua relação com os estudos. Depois de receber o diploma, Nola considerava a possibilidade de viajar ou até fazer novos cursos em uma faculdade comunitária.

Aos 95 anos, portanto, ela não tratava a graduação como uma etapa obrigatoriamente final de sua vida acadêmica.

Próximo plano incluía trabalhar como contadora de histórias em cruzeiro

Nola também já falava, com bom humor, sobre o que poderia fazer depois da universidade. Entre os planos mencionados estava a possibilidade de procurar trabalho em um navio.

“Pretendo procurar emprego em um navio de cruzeiro como contadora de histórias”, disse ela, sorrindo.

Formatura colocaria Nola Ochs no Guinness aos 95 anos

Com as últimas 30 horas do curso encaminhadas e a formatura prevista para o mês seguinte, Nola Ochs estava prestes a ultrapassar a marca de Mozelle Richardson e assumir o recorde reconhecido pelo Guinness World Records.

A conquista reuniria uma trajetória iniciada após a morte do marido em 1972, décadas de aulas feitas gradualmente, uma mudança de 160 quilômetros para concluir o curso e uma formatura compartilhada com a neta de 21 anos.

Na sua opinião, histórias como a de Nola Ochs mostram que nunca existe idade para voltar a estudar ou as dificuldades práticas tornam esse caminho possível apenas para poucos? Deixe sua opinião nos comentários.

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Nola Ochs


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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