Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Aos 97 anos e um ano após sofrer um AVC, mulher sobe presa à asa de um avião, enfrenta um looping a cerca de 225 km/h, quebra o próprio recorde mundial e transforma o voo em uma arrecadação para o hospital que ajudou a salvar sua vida

Aos 97 anos e um ano após sofrer um AVC, mulher sobe presa à asa de um avião, enfrenta um looping a cerca de 225 km/h, quebra o próprio recorde mundial e transforma o voo em uma arrecadação para o hospital que ajudou a salvar sua vida

6 min de leitura

Aos 97 anos e um ano após sofrer um AVC, mulher sobe presa à asa de um avião, enfrenta um looping a cerca de 225 km/h, quebra o próprio recorde mundial e transforma o voo em uma arrecadação para o hospital que ajudou a salvar sua vida

Escrito por Geovane Souza

Publicado em 06/08/2026 às 16:09

Atualizado em 06/08/2026 às 16:10

Curiosidades

Canal

Aos 97 anos e um ano após sofrer um AVC, britânica bate recorde ao fazer looping sobre asa de avião e arrecada dinheiro para hospital que participou de sua recuperação. (Foto: BBC/Youtube)

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Betty Bromage voltou aos céus em 4 de agosto, presa à asa superior de um biplano, e recuperou aos 97 anos um título que já pertencia a ela. A ex-enfermeira transformou o sexto voo de sua vida em uma campanha para apoiar a unidade de AVC do Cheltenham General Hospital, onde foi atendida em 2025.

A britânica Betty Bromage tinha 97 anos e 145 dias quando subiu novamente na asa de um avião no aeródromo de Rendcomb, perto de Cirencester, na Inglaterra. O voo realizado na terça-feira, 4 de agosto de 2026, confirmou seu novo recorde como a mulher mais velha a praticar wing walking.

Betty permaneceu presa a uma estrutura instalada sobre a asa superior do biplano enquanto o piloto realizava manobras no ar. Durante a apresentação, ela enfrentou um looping completo, ficando de cabeça para baixo enquanto a aeronave voava a uma velocidade aproximada de 225 km/h.

O desafio ocorreu quase um ano depois de Betty sofrer um acidente vascular cerebral. Segundo a revista People, o problema de saúde ocorreu em agosto de 2025 e afetou parte de sua fala, mas não impediu que ela retomasse os planos de voltar a voar.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Mais do que atualizar o próprio recorde, a ex-enfermeira decidiu usar a apresentação para arrecadar recursos destinados à equipe que participou de sua recuperação. O dinheiro será direcionado à unidade especializada em AVC do Cheltenham General Hospital, localizado na cidade inglesa de Cheltenham.

O looping foi a parte mais arriscada de um voo que precisava cumprir regras específicas

Na modalidade conhecida como wing walking, o participante fica em pé sobre a asa superior de um biplano, preso por cintos e uma estrutura metálica. Antes da decolagem, Betty precisou subir cerca de 4,5 metros até alcançar o ponto onde seria fixada ao avião.

Para validar o novo recorde, ela deveria permanecer no ar por pelo menos cinco minutos, incluindo os períodos de decolagem e pouso. As imagens divulgadas pela Sky News mostram o momento em que o avião completa o looping com Betty presa à estrutura, sem uma cabine ou cobertura ao redor dela.

Os voos comerciais da modalidade costumam utilizar biplanos clássicos, como o Boeing Stearman construído originalmente para treinamento militar. Esse tipo de experiência pode alcançar 140 milhas por hora, equivalentes a aproximadamente 225 km/h, embora a velocidade varie conforme o voo e as manobras autorizadas.

Ao retornar ao solo, Betty descreveu o voo como um pouco turbulento, mas disse ter gostado da experiência. Ela também afirmou que não costuma ficar nervosa antes das apresentações e que prefere concentrar-se nas atividades que ainda consegue realizar.

O recorde anterior já envolvia manobras de cabeça para baixo

(Foto:
Steve Knibbs – BBC Points West – Gloucestershire)

Betty já aparecia no Guinness World Records desde 2022. Naquele ano, aos 93 anos e 145 dias, ela completou um looping e um giro de barril no mesmo aeródromo de Cirencester, tornando-se oficialmente a mulher mais velha a fazer wing walking.

De acordo com o registro publicado pelo Guinness, a tentativa anterior também foi realizada em 4 de agosto. Quatro anos depois, exatamente na mesma data, Betty ampliou o recorde ao concluir o novo voo aos 97 anos.

O voo de 2026 foi o sexto realizado por ela desde que conheceu a modalidade. A idade avançada, porém, era apenas uma parte do desafio, pois Betty ainda enfrentava consequências do AVC e limitações de mobilidade.

Em 2025, o episódio de saúde também resultou em uma fratura na pelve. Mesmo após a recuperação, ela passou a levar uma rotina mais tranquila, com saídas para almoçar, encontros em um clube social e cuidados com as plantas mantidas na varanda de sua residência.

A arrecadação foi direcionada à unidade que tratou o AVC

Betty foi atendida pela equipe de AVC do Cheltenham General Hospital após passar mal. Ao planejar o novo recorde, ela escolheu a própria unidade hospitalar como beneficiária da arrecadação.

O hospital mantém uma unidade hiperaguda de AVC na ala Hatherley. Conforme informações do Gloucestershire Hospitals NHS Foundation Trust, o setor reúne profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e outras áreas para iniciar a reabilitação dos pacientes ainda durante a internação.

A ala havia sido transferida para um espaço reformado em fevereiro de 2025, cerca de seis meses antes do atendimento de Betty. A estrutura recebe pacientes nas primeiras horas após o AVC, período em que exames, medicamentos e decisões clínicas podem influenciar diretamente a recuperação.

(Foto:
Steve Knibbs – BBC Points West – Gloucestershire)

Para Betty, o novo voo funcionou como agradecimento aos profissionais que a acompanharam. A britânica declarou que foi muito bem tratada e decidiu ajudar outros pacientes que dependerão da mesma estrutura.

A primeira caminhada sobre uma asa aconteceu somente aos 87 anos

Betty não passou a juventude praticando esportes radicais. Ela descobriu o wing walking em 2016, aos 87 anos, depois de se lembrar de uma antiga propaganda de chocolate que mostrava uma mulher sobre a asa de um avião.

A ex-enfermeira pediu ajuda à nora para visitar um aeródromo e verificar se conseguiria subir no avião. Depois da primeira experiência, considerou o voo tranquilo demais e passou a pedir manobras mais intensas aos pilotos.

Em entrevista publicada pela Pegasus Homes, Betty contou que o segundo voo incluiu movimentos em forma de oito e que, na terceira experiência, o avião realizou um looping. Ela também relatou que, antes de iniciar o hobby, jamais imaginava que faria algo semelhante depois dos 80 anos.

A aventura aérea não foi seu único desafio. Aos 90 anos, Betty percorreu uma tirolesa de alta velocidade em Snowdonia, no País de Gales, e desceu de rapel um edifício de aproximadamente 49 metros em Cheltenham.

Seis voos e mais de 23 mil libras arrecadadas para instituições locais

Desde a primeira experiência, Betty associou as atividades radicais a campanhas beneficentes. Seus voos já ajudaram organizações de cuidados paliativos, serviços médicos e projetos voltados à comunidade onde vive.

Segundo a ITV News, até agosto de 2022, as ações realizadas por ela haviam arrecadado mais de 23 mil libras, valor que atualmente corresponderia a mais de R$ 160 mil em conversão direta. Naquele período, ela também havia recebido uma indicação regional ao prêmio Pride of Britain pelo trabalho beneficente.

O quinto voo foi realizado em benefício da instituição Sue Ryder, que oferece cuidados paliativos e apoio a pessoas com doenças graves. Na época, Betty tinha colocado recentemente um marca-passo e convivia com artrite no pescoço, mas recebeu autorização para participar da atividade.

Agora, ela já considera outra tentativa quando estiver próxima dos 100 anos. A britânica resume sua postura dizendo que evita usar a palavra “não consigo” e procura fazer aquilo que sua condição física ainda permite.

Você teria coragem de enfrentar um looping preso à asa de um avião aos 97 anos? Deixe sua opinião nos comentários e conte qual atividade gostaria de realizar, independentemente da idade. Compartilhe também a história de Betty com alguém que acredita que novos projetos têm prazo para começar.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

Sair da versão mobile