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Após anos de rivalidade, mulher descobre compatibilidade excepcional e doa um rim à atual esposa de seu antigo marido, que enfrentava até 14 horas de diálise por dia

Após anos de rivalidade, mulher descobre compatibilidade excepcional e doa um rim à atual esposa de seu antigo marido, que enfrentava até 14 horas de diálise por dia

5 min de leitura

Após anos de rivalidade, mulher descobre compatibilidade excepcional e doa um rim à atual esposa de seu antigo marido, que enfrentava até 14 horas de diálise por dia

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 28/08/2026 às 06:21

Atualizado em 28/08/2026 às 06:22

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Os exames apontavam uma combinação considerada perfeita para a doação de rim

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A doação de rim ocorreu em 13 de outubro de 2025, no Texas, depois que uma década de convivência familiar transformou a antiga tensão entre Amanda McCowen e Angela Maples em confiança, cuidado e uma decisão capaz de mudar a rotina marcada pela diálise.

Uma ligação da coordenadora do transplante revelou que Amanda McCowen não era apenas compatível com Angela Maples. Os exames apontavam uma combinação considerada perfeita para a doação de rim, resultado que surpreendeu até a equipe responsável pelos testes.

Angela era a atual esposa de Joshua Maples, antigo marido de Amanda e pai de seus dois filhos. Durante anos, as duas tiveram uma convivência difícil, mas acabaram construindo uma relação de confiança. As informações foram divulgadas por Texas Health Resources, sistema de saúde sem fins lucrativos do norte do Texas.

A decisão ganhou ainda mais peso porque Angela enfrentava insuficiência renal e passava por uma rotina de até 14 horas de diálise por dia. Depois de dois anos e meio de tratamento, a possibilidade de receber um rim de uma doadora viva representava uma mudança profunda.

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As duas mulheres que não conseguiam dividir a mesma sala

Amanda reconheceu que não recebeu bem a chegada de Angela à família. Ela não queria dividir a convivência dos filhos com a nova esposa de Joshua e criou uma resistência antes mesmo de conhecer melhor a mulher que participaria da criação das crianças.

Imagem: Angela Maples e Amanda McCowen

No começo, as duas mal conseguiam permanecer na mesma sala. Ainda assim, compromissos escolares, feriados, decisões familiares e necessidades dos filhos exigiam contato frequente. A coparentalidade, que é a criação compartilhada das crianças entre diferentes responsáveis, abriu espaço para uma convivência menos tensa.

Essa aproximação não aconteceu de uma vez. Foram cerca de dez anos de convivência, conversas e experiências familiares até que a rivalidade desse lugar a uma amizade verdadeira. O cuidado com os filhos funcionou como ponto comum, mas a relação acabou crescendo além dessa obrigação.

A ligação do hospital revelou uma compatibilidade excepcional

A saúde de Angela se agravou quando seus rins deixaram de cumprir adequadamente a função de limpar o sangue. Ela passou a depender da diálise, tratamento que retira do organismo substâncias e líquidos que deveriam ser eliminados pelos rins.

Durante dois anos e meio, as sessões diárias podiam chegar a 14 horas. Atividades comuns, como acompanhar um compromisso escolar, trabalhar ou passar no mercado, tornaram se difíceis diante de um tratamento tão longo.

Ao perceber o impacto dessa rotina, Amanda se ofereceu para fazer os testes. A decisão não garantia que a doação seria possível. Doadores passam por avaliações médicas e testes imunológicos que verificam tanto a segurança da pessoa que pretende doar quanto a compatibilidade com quem receberá o órgão.

Foi depois dessas avaliações que chegou a ligação do hospital. Amanda era compatível e apresentava uma combinação excepcional com Angela. O resultado não representava destino romântico ou milagre científico. Era a conclusão de uma análise médica cuidadosa sobre a possibilidade do transplante.

O transplante de 13 de outubro mudou a história da família

Amanda e Angela foram submetidas às cirurgias em 13 de outubro de 2025, no Texas Health Harris Methodist Hospital Fort Worth. Amanda entrou como doadora e Angela como receptora do rim.

Para Amanda, os riscos e desconfortos da operação pareciam pequenos diante do que Angela enfrentava. A rotina prolongada de diálise havia mostrado quanto tarefas simples podem ganhar outro significado quando a saúde limita o tempo e a disposição de uma pessoa.

O transplante marcou uma nova fase para toda a família. A mulher que antes não queria dividir a convivência dos filhos com Angela decidiu passar por uma cirurgia para oferecer a ela uma nova possibilidade de vida.

Depois do procedimento, as duas passaram a compartilhar a experiência para incentivar outras pessoas a conhecerem a doação de rim em vida. A intenção não era apresentar o gesto como uma obrigação, mas mostrar que possíveis doadores podem surgir até onde ninguém esperava.

O que muda com um doador vivo

Um doador vivo é uma pessoa saudável que passa por exames e doa um de seus rins. O organismo humano consegue funcionar com apenas um rim, mas a autorização depende de uma avaliação médica completa.

Receber um órgão de doador vivo pode reduzir o tempo de espera pelo transplante. Essa diferença importa porque milhares de pessoas permanecem na fila enquanto dependem de tratamentos frequentes para substituir parte do trabalho dos rins.

Texas Health Resources, sistema de saúde sem fins lucrativos do norte do Texas, detalhou que o rim de um doador vivo costuma estar mais saudável, pode começar a funcionar mais rapidamente e tende a durar mais que um órgão recebido de uma pessoa falecida.

A compatibilidade, porém, não depende apenas da vontade de ajudar ou do vínculo familiar. Exames médicos e imunológicos determinam se a doação é segura, tanto para quem doa quanto para quem recebe.

A história de Amanda e Angela começou com resistência, atravessou uma década de convivência e terminou em uma decisão que nenhuma das duas imaginava no primeiro encontro. O transplante realizado em outubro de 2025 tornou visível uma transformação construída lentamente dentro de uma família recomposta.

Você faria os testes para ajudar alguém com quem já teve uma relação difícil? Compartilhe esta história e conte nos comentários o que mais chamou sua atenção nessa doação.

Fonte

Texas Health Resources


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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