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Após mais de 30 anos em cativeiro em Buenos Aires, elefanta Pupy deixou a Argentina aos 35 anos e iniciou uma viagem terrestre de 2.700 quilômetros em caixa especial, acompanhada por veterinários e tratadores, até um santuário de mais de mil hectares em Mato Grosso, onde começou uma nova fase longe do zoológico
Escrito por Carla Teles
Publicado em 20/08/2026 às 19:51
Atualizado em 20/08/2026 às 19:52
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A elefanta Pupy deixou Buenos Aires após mais de três décadas em cativeiro e iniciou uma viagem de 2.700 quilômetros até Mato Grosso. Transportada em caixa especial e acompanhada por veterinários e tratadores, ela seguiu para um santuário de mais de mil hectares, onde começou adaptação gradual ao novo ambiente.
A elefanta Pupy, uma fêmea africana de aproximadamente 35 anos e 3,5 toneladas, deixou Buenos Aires em 14 de abril de 2025 para uma viagem terrestre de cerca de 2.700 quilômetros até o Santuário de Elefantes Brasil, em Mato Grosso. A transferência ocorreu depois de mais de três décadas vivendo sob cuidados humanos na capital argentina.
Segundo reportagem da Reuters publicada em 14 de abril de 2025 e informações atualizadas pela Associated Press em 15 de abril de 2025, a viagem foi planejada durante meses, envolveu uma caixa especial de ferro, tratadores argentinos e profissionais do santuário brasileiro e deveria durar entre quatro e cinco dias, dependendo de trânsito, clima e procedimentos de fronteira.
Elefanta Pupy vivia em Buenos Aires desde 1993
Pupy estava em Buenos Aires desde 1993 e permaneceu por décadas no antigo zoológico da capital. O espaço foi posteriormente transformado no Ecoparque, dentro de um processo que buscou modificar a função da antiga instituição e transferir animais para estruturas consideradas mais adequadas.
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A elefanta Pupy tornou-se o último elefante daquele antigo zoológico, que havia sido criticado por suas condições antes da mudança de modelo. Sua saída representou mais uma etapa do processo iniciado após a transformação do espaço em 2016.
Ecoparque já transferiu mais de mil animais
A mudança de Pupy não ocorreu isoladamente. Segundo a Associated Press, mais de mil animais selvagens já haviam sido enviados pelo Ecoparque de Buenos Aires para santuários e centros especializados fora do local desde sua conversão.
Entre esses animais estavam elefantes, leões, tigres, ursos e macacos. A estratégia passou a priorizar conservação e bem-estar, substituindo gradualmente o modelo tradicional do antigo zoológico urbano.
Viagem terrestre começou no bairro de Palermo
A longa transferência começou no bairro de Palermo, em Buenos Aires. De lá, o caminhão que transportava Pupy iniciou um trajeto rodoviário de aproximadamente 2.700 quilômetros entre Argentina e Brasil.
A rota seguiria até Mato Grosso, atravessando diferentes regiões e a fronteira internacional. Na noite de 15 de abril, segundo a AP, Pupy já passava pela província argentina de Misiones, próxima ao território brasileiro.
Caixa de ferro exigiu meses de preparação
Colocar uma elefanta de 3,5 toneladas dentro de uma estrutura de transporte não poderia ser improvisado. Pupy passou meses sendo preparada para se familiarizar com a caixa de ferro usada durante a viagem.
O treinamento tinha como objetivo diminuir o estresse e permitir que a elefanta Pupy entrasse e permanecesse na estrutura com maior segurança. A preparação também incluiu um período de quarentena antes da partida.
Veterinários e tratadores acompanharam todo o trajeto
O caminhão não viajou sozinho. Vans com tratadores e profissionais veterinários acompanharam a operação para observar continuamente as condições do animal.
Funcionários argentinos e integrantes da equipe brasileira faziam verificações durante paradas previamente programadas. Câmeras instaladas dentro da caixa permitiam acompanhar Pupy durante o deslocamento, ampliando a capacidade de observar seu comportamento sem interromper constantemente a viagem.
Alimentação foi levada dentro da operação
A logística também precisava considerar alimentação e hidratação durante vários dias de estrada. O veículo carregava água, frutas e fardos de alimento para atender às necessidades da elefanta.
A Associated Press informou ainda que Pupy consumia vegetais, frutas, grama e suplementos vitamínicos durante a viagem. A continuidade da alimentação foi vista pela equipe como um sinal relevante de sua adaptação às primeiras horas do percurso.
Pupy permaneceu se alimentando durante a viagem
Segundo os profissionais que acompanhavam a operação, alguns elefantes podem reduzir a alimentação nas primeiras 24 horas de deslocamentos dessa natureza.
No caso de Pupy, isso não teria ocorrido naquele início de trajeto. A elefanta continuava se alimentando enquanto atravessava a Argentina, informação destacada pelas equipes responsáveis pelo acompanhamento.
Trajeto poderia levar até cinco dias
A Reuters informou que a estimativa era de uma viagem de quatro a cinco dias, apesar de a distância terrestre poder ser percorrida mais rapidamente em condições comuns.
O tempo maior estava relacionado à natureza excepcional da carga. Paradas, cuidados veterinários, descanso, condições das estradas e procedimentos aduaneiros precisavam ser incorporados ao planejamento.
Trânsito e clima poderiam alterar a chegada
A Associated Press destacou que não havia um horário absolutamente rígido para a chegada ao santuário. Trânsito, clima e eventuais demoras na fronteira poderiam alterar o cronograma da transferência.
Essa flexibilidade era necessária para que o transporte não fosse conduzido como uma simples operação rodoviária convencional. O estado do animal permanecia como um fator central para determinar ritmo e paradas.
Destino possui mais de mil hectares em Mato Grosso
O destino da elefanta Pupy é o Santuário de Elefantes Brasil, localizado em Mato Grosso e apresentado pela AP como uma área superior a mil hectares.
O local é descrito como o primeiro refúgio desse tipo na América Latina. Sua proposta é receber elefantes anteriormente mantidos em zoológicos ou outros contextos de cativeiro e oferecer áreas maiores para adaptação e desenvolvimento de comportamentos característicos da espécie.
Cinco elefantas asiáticas já viviam no santuário
Quando Pupy iniciou a viagem, cinco elefantas asiáticas já estavam no santuário brasileiro: Mara, Guillermina, Rana, Maia e Bambi, segundo a Reuters.
Uma delas, Mara, também havia vivido no espaço argentino e percorreu anteriormente uma rota semelhante até Mato Grosso. Segundo a AP, Mara passou a caminhar pelo menos 10 quilômetros por dia depois de sua transferência.
Pupy não poderá conviver diretamente com as asiáticas
Apesar da presença das outras cinco elefantas, Pupy é africana. Por diferenças entre as espécies, ela não seria simplesmente colocada junto ao grupo de elefantas asiáticas, conforme informado pelas fontes.
Por isso, sua adaptação inicial ocorreria de forma separada. O planejamento previa que Pupy tivesse tempo para conhecer o novo espaço, estabelecer uma rotina e responder gradualmente às novas condições ambientais.
Outra elefanta africana poderá fazer companhia a Pupy
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A expectativa era de que Pupy deixasse de ser a única elefanta africana no local com a futura chegada de Kenia, que estava em um zoológico da cidade argentina de Mendoza.
Kenia também passava por treinamento para uma eventual transferência ao Brasil. A possibilidade de reunir duas elefantas africanas fazia parte dos planos de socialização futura, embora a adaptação de cada animal tivesse de ocorrer individualmente.
Santuário não significa retorno imediato à natureza
A transferência para uma propriedade extensa não equivale a simplesmente liberar um animal criado durante décadas sob cuidados humanos em uma área selvagem sem acompanhamento.
O santuário oferece espaço maior, manejo especializado e possibilidade de socialização, mas Pupy continuaria sendo acompanhada por profissionais durante sua adaptação. A mudança representa uma alteração nas condições de vida, não o abandono de cuidados humanos.
Mudança exigiu cooperação entre Argentina e Brasil
A operação reuniu profissionais de diferentes instituições e países. Tratadores de Buenos Aires, especialistas do santuário e veterinários participaram da preparação e acompanharam o deslocamento internacional.
Scott Blais, cofundador e diretor do Global Sanctuary for Elephants, também esteve em Buenos Aires durante os preparativos. A transferência envolveu meses de planejamento antes de o caminhão finalmente deixar a capital argentina.
Elefanta Pupy morreu meses depois de chegar ao santuário
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A nova etapa da elefanta Pupy em Mato Grosso durou menos de seis meses. Segundo o Santuário de Elefantes Brasil, ela chegou ao local em 18 de abril de 2025 e morreu em 10 de outubro daquele ano, com aproximadamente 35 anos, depois da transferência terrestre iniciada em Buenos Aires.
A instituição informou que a morte foi repentina e ocorreu após um período de desconfortos gastrointestinais. O santuário também relata que, durante sua permanência no local, Pupy explorou o habitat e desenvolveu gradualmente uma relação mais próxima com Kenya, outra elefanta africana que chegou posteriormente.
Elefanta Pupy iniciou nova etapa após três décadas em cativeiro
A saída de Buenos Aires encerrou uma trajetória de mais de 30 anos da elefanta Pupy no antigo zoológico e abriu uma etapa de adaptação a um espaço muito maior em Mato Grosso. A mudança envolveu treinamento, quarentena, uma caixa construída para o transporte, centenas de quilômetros por estrada e monitoramento permanente.
A saída de Buenos Aires encerrou mais de três décadas de cativeiro da elefanta Pupy e abriu um período de aproximadamente seis meses no Santuário de Elefantes Brasil, em Mato Grosso. Após a preparação, o transporte internacional e a adaptação ao novo espaço, Pupy morreu em outubro de 2025, aos cerca de 35 anos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

