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Após passar por uma cirurgia de fêmur aos 114 anos, brasileira pode entrar para o Guinness Book, o Livro dos Recordes, como a pessoa mais idosa a realizar esse tipo de procedimento

Após passar por uma cirurgia de fêmur aos 114 anos, brasileira pode entrar para o Guinness Book, o Livro dos Recordes, como a pessoa mais idosa a realizar esse tipo de procedimento

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Após passar por uma cirurgia de fêmur aos 114 anos, brasileira pode entrar para o Guinness Book, o Livro dos Recordes, como a pessoa mais idosa a realizar esse tipo de procedimento

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 01/08/2026 às 16:03

Curiosidades

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Antônia pode entrar para o Guinness como a paciente mais idosa a fazer cirurgia de fêmur: 114 anos. Ela fez a cirurgia no Hospital Ariano Suassuna, da Rede Hapvida, no Recife (PE). – Fotos: arquivo pessoal/divulgação

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Antônia Francisca de Oliveira operou o fêmur aos 114 anos, ficou de pé no dia seguinte e pode conquistar um novo recorde no Guinness Book.

Antônia Francisca de Oliveira chegou aos 114 anos mantendo uma rotina ativa, sem histórico anterior de fraturas e sem doenças graves relatadas pela equipe responsável pelo atendimento. Uma queda dentro de casa, porém, colocou sua resistência diante de um dos maiores desafios de sua vida. A idosa sofreu o acidente ao se levantar de uma poltrona no Recife, em Pernambuco. Ela perdeu o equilíbrio, caiu e fraturou o fêmur, lesão que pode provocar perda rápida de mobilidade e complicações especialmente graves em pacientes muito idosos.

Antônia foi levada ao Hospital Ariano Suassuna, da Hapvida, onde passou por uma cirurgia para correção da fratura. O procedimento ocorreu no dia seguinte à internação, transcorreu sem intercorrências relevantes e foi conduzido pelo ortopedista Marcelo Moreira.

A recuperação surpreendeu até a equipe médica. Antônia permaneceu 24 horas na Unidade de Terapia Intensiva, passou mais 24 horas na enfermaria, ficou de pé no dia seguinte ao procedimento e recebeu alta para continuar a fisioterapia em casa.

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Brasileira de 114 anos fraturou o fêmur após queda dentro de casa

O acidente aconteceu quando Antônia tentou se levantar de uma poltrona. Ela se desequilibrou e caiu, sofrendo uma fratura que exigia avaliação rápida devido à idade extremamente avançada.

Quedas da própria altura podem provocar lesões graves em idosos porque a perda de densidade óssea torna os ossos mais vulneráveis. O fêmur suporta grande parte do peso corporal e sua fratura costuma impedir que a pessoa caminhe.

A imobilização prolongada também aumenta o risco de perda funcional e outras complicações clínicas. Por isso, o atendimento rápido passou a ser uma das prioridades desde a chegada de Antônia ao hospital.

Hospital Ariano Suassuna realizou a cirurgia no dia seguinte

Antônia deu entrada no Hospital Ariano Suassuna em uma quarta-feira (29) e foi operada já na quinta-feira (30). Antes do procedimento, a equipe precisou avaliar suas condições clínicas e os riscos envolvidos.

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Diretrizes brasileiras recomendam que a correção cirúrgica da fratura do colo do fêmur seja realizada com a maior brevidade possível, desde que o paciente esteja clinicamente apto para enfrentar a operação.

Recomendações internacionais também associam a realização da cirurgia nas primeiras 24 a 48 horas a melhores resultados. A rapidez do atendimento foi apontada pelo médico como um dos fatores que favoreceram a evolução de Antônia.

Cirurgia de fêmur aos 114 anos exigiu cuidados de alta complexidade

Operar uma paciente de 114 anos exige atenção muito superior à necessária em grande parte dos adultos. A equipe precisa considerar a capacidade do organismo de suportar anestesia, perda de sangue, alterações cardiovasculares e o período de recuperação.

Pacientes supercentenários possuem menor reserva fisiológica e podem reagir com maior intensidade a mudanças aparentemente pequenas. Uma intercorrência respiratória, cardíaca ou infecciosa pode comprometer rapidamente o pós-operatório.

Apesar desses riscos, a cirurgia de Antônia ocorreu de maneira tranquila e dentro do planejamento. A equipe manteve acompanhamento rigoroso para identificar qualquer alteração clínica durante e depois do procedimento.

Antônia ficou de pé no dia seguinte à cirurgia de fêmur

A evolução inicial chamou atenção porque Antônia conseguiu ficar de pé no dia seguinte à operação. Recuperar a mobilidade precocemente é uma etapa importante para diminuir os efeitos provocados pelo tempo passado na cama.

A movimentação precisa ser realizada com segurança, respeitando o tipo de fratura, a técnica utilizada e as condições gerais do paciente. Em pessoas muito idosas, cada avanço deve ser acompanhado por profissionais capacitados.

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O resultado ganhou ainda mais importância por se tratar de uma mulher com 114 anos. A resposta do organismo mostrou que a idade cronológica, embora represente um grande fator de risco, não determina sozinha o desfecho clínico.

Idosa permaneceu apenas 24 horas na UTI após o procedimento

Depois da cirurgia, Antônia permaneceu durante 24 horas na Unidade de Terapia Intensiva. O setor permitiu o acompanhamento contínuo de sinais vitais e a identificação imediata de possíveis complicações.

Em seguida, ela passou outras 24 horas na enfermaria antes de receber alta. O tempo total de internação após o procedimento foi considerado curto para uma paciente de idade tão avançada.

Marcelo Moreira afirmou que essa velocidade de recuperação costuma ser observada em pacientes mais jovens. A evolução permitiu que Antônia voltasse para casa e continuasse o processo de reabilitação ao lado da família.

Rotina ativa antes da queda ajudou na recuperação da brasileira

Antes do acidente, Antônia mantinha uma rotina considerada bastante ativa para sua idade. Essa condição contribuiu para que o organismo enfrentasse melhor a cirurgia e o período inicial de reabilitação.

A capacidade funcional anterior é um dos elementos avaliados no tratamento de idosos com fratura de fêmur. Pessoas que se movimentavam e realizavam atividades antes da queda podem ter melhores condições para recuperar parte da independência.

A equipe também informou que Antônia não apresentava doenças graves e nunca havia sofrido outra fratura. Esses fatores não eliminavam os riscos, mas ajudaram na preparação e no acompanhamento do procedimento.

Fisioterapia em casa busca recuperar movimentos e independência

Depois da alta, Antônia começou a receber fisioterapia em casa. O tratamento busca recuperar movimentos, fortalecer a musculatura e permitir que a paciente volte gradualmente às atividades realizadas antes do acidente.

A reabilitação após uma fratura de fêmur também procura evitar a perda acelerada de força causada pela imobilização. O planejamento precisa respeitar o limite individual e a resposta apresentada em cada sessão.

Mesmo depois de uma cirurgia bem-sucedida, o acompanhamento permanece essencial. O organismo de uma pessoa com 114 anos exige monitoramento cuidadoso durante todo o processo de recuperação.

Caso de Antônia será encaminhado para registro na SBOT

A excepcionalidade da cirurgia levou a equipe a preparar o encaminhamento do caso à Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. O objetivo é registrar e documentar o atendimento realizado no Recife.

Antônia pode entrar para o Guinness como a paciente mais idosa a fazer cirurgia de fêmur: 114 anos. Ela fez a cirurgia no Hospital Ariano Suassuna, da Rede Hapvida, no Recife (PE). – Fotos: arquivo pessoal/divulgação

Segundo o levantamento preliminar da equipe médica, Antônia pode ser a pessoa mais idosa do Brasil entre os registros públicos conhecidos a passar por esse tipo de correção cirúrgica.

O envio da documentação permitirá que o caso seja analisado por especialistas e preservado como referência médica. A simples intenção de registrar, entretanto, não representa ainda uma certificação oficial de recorde.

Guinness mantém recorde de cirurgia semelhante realizada aos 112 anos

O Guinness World Records registra Gladys Ada Elizabeth Hooper como a mulher mais idosa submetida a uma substituição parcial do quadril. Ela tinha 112 anos e 264 dias quando foi operada na Inglaterra, em 9 de outubro de 2015.

Antônia tinha 114 anos quando passou pelo procedimento no Recife. A idade supera a marca publicada pelo Guinness para substituição parcial do quadril, mas a comparação depende da técnica cirúrgica realizada e da categoria aceita pela organização.

Para conquistar um recorde, será necessário apresentar documentos que comprovem a idade, o diagnóstico, o tipo exato de cirurgia, a data do procedimento e a participação da equipe médica.

Entrada no Guinness ainda depende de validação oficial

O nome de Antônia ainda não aparece como novo recorde oficialmente homologado pelo Guinness. A possibilidade existe, mas depende da abertura de uma candidatura e da análise das evidências apresentadas.

O Guinness possui categorias específicas para substituição parcial e total do quadril. Uma cirurgia para correção de fratura do fêmur pode envolver diferentes técnicas, e a classificação precisa corresponder exatamente ao procedimento realizado.

Até que a análise seja concluída, Antônia deve ser apresentada como possível recordista. A confirmação definitiva só poderá ser feita depois de uma comunicação oficial do Guinness World Records.

Fratura de fêmur representa risco elevado para pessoas idosas

Fraturas próximas ao quadril estão entre as lesões mais graves que podem atingir pessoas idosas. Além da dor e da perda de mobilidade, o paciente pode enfrentar risco de trombose, infecções respiratórias e piora da capacidade funcional.

Diretrizes brasileiras apontam mortalidade estimada entre 5% e 10% nos primeiros 30 dias após fraturas do colo do fêmur em idosos. No primeiro ano, a taxa pode variar de 15% a 30%, dependendo das condições clínicas e do atendimento.

Esses números envolvem grupos de pacientes e não determinam o resultado de uma pessoa específica. No caso de Antônia, a cirurgia rápida e a evolução inicial favorável permitiram uma recuperação mais acelerada.

Brasileira de 114 anos mantém bom humor durante a recuperação

Depois de voltar para casa, Antônia continuou demonstrando desenvoltura e bom humor. A idosa realiza fisioterapia e permanece acompanhada durante a recuperação.

A saída precoce do hospital não significa que todos os riscos desapareceram. Alterações clínicas ainda podem ocorrer, especialmente em um organismo com mais de um século de vida.

A família e os profissionais precisam observar a mobilidade, a dor, o estado geral e a resposta aos exercícios. O objetivo é permitir que Antônia recupere a maior autonomia possível com segurança.

Caso brasileiro pode se tornar referência na ortopedia mundial

A cirurgia de uma paciente de 114 anos é rara mesmo em países com sistemas de saúde preparados para atender populações muito longevas. O caso reúne idade extrema, intervenção rápida e recuperação inicial favorável.

A possível entrada no Guinness amplia a repercussão, mas o valor médico do atendimento não depende apenas do recorde. A experiência pode contribuir para discussões sobre avaliação clínica e tratamento cirúrgico de pacientes supercentenários.

Enquanto a validação não é concluída, Antônia segue em casa, fazendo fisioterapia e demonstrando a resistência que surpreendeu familiares e profissionais. Aos 114 anos, ela voltou a ficar de pé apenas um dia depois de enfrentar uma complexa cirurgia no fêmur.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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