O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o estado devido ao cenário de seca severa e à iminente possibilidade de desabastecimento hídrico. O decreto foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (3) e tem validade de 180 dias.
A medida atende uma solicitação do Superintendente Federal da Pesca e Aquicultura no Acre (SFPA/AC), Erivan Ximenes. Que no dia 27 de julho, encaminhou à governadora Mailza Assis um pedido formal para que fosse decretado estado de calamidade hídrica no Estado, diante da estiagem prolongada que vem afetando rios, açudes e viveiros, comprometendo diretamente a pesca artesanal e a aquicultura.
A medida considera a confirmação do retorno do fenômeno El Niño, com previsão de intensificação ao longo do segundo semestre de 2026, além da redução das chuvas, aumento das temperaturas e agravamento da estiagem previsto para os próximos meses.
Segundo o decreto, análises do Monitor de Secas indicam que, entre janeiro e junho deste ano, houve agravamento das condições climáticas no estado, com o surgimento de seca fraca em cerca de 66,7% do território acreano.
A Prefeitura de Rio Branco também Decretou alerta de emergência climática.
O governo alerta que a estiagem pode provocar queda acentuada dos níveis dos rios, comprometer o abastecimento de água, dificultar a navegação e afetar diretamente a agricultura, a pecuária, a pesca, a segurança alimentar e a saúde da população.
Também há preocupação com o aumento das queimadas e dos incêndios florestais, favorecidos pelas altas temperaturas e pela baixa umidade do ar.
O decreto destaca que os impactos poderão atingir especialmente comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais.
As autoridades estimam que a seca possa afetar 36 terras indígenas, 246 aldeias e 16 povos indígenas, com riscos de isolamento, falta de água potável, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos e aumento de doenças respiratórias.

