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Após perder 21 irmãos, dois maridos e sete filhos, idosa sai de moradia deteriorada e recebe casa de projeto que treinou 80 mulheres com tijolos de solo

Após perder 21 irmãos, dois maridos e sete filhos, idosa sai de moradia deteriorada e recebe casa de projeto que treinou 80 mulheres com tijolos de solo

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Após perder 21 irmãos, dois maridos e sete filhos, idosa sai de moradia deteriorada e recebe casa de projeto que treinou 80 mulheres com tijolos de solo

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 29/08/2026 às 22:43

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Bibi Kisozi, idosa da Tanzânia, passou a dormir com segurança após deixar uma moradia deteriorada no povoado de Mhaga.

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A nova casa de Bibi Kisozi oferece segurança diante das chuvas, enquanto o programa capacita mulheres para construir com tijolos de solo, gerar renda e atender idosos vulneráveis em comunidades rurais da Tanzânia.

Bibi Kisozi, idosa da Tanzânia, passou a dormir com segurança após deixar uma moradia deteriorada no povoado de Mhaga. A casa foi construída dentro de um projeto que já treinou 80 mulheres para produzir tijolos de solo e trabalhar em obras.

A história foi publicada por World Habitat, organização internacional dedicada a soluções de moradia. O programa uniu uma casa segura para idosos vulneráveis, formação profissional feminina e uso de materiais encontrados na própria comunidade.

Antes da mudança, Bibi procurava abrigo na casa do sobrinho quando o tempo ficava severo. Com a nova moradia, ela contou que voltou a dormir bem e se sentiu protegida da doença, da solidão e da pobreza.

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A vida de Bibi antes da nova casa era marcada por perdas e insegurança

Bibi nasceu em uma família com 25 irmãos na costa da Tanzânia e depois viveu em Dar es Salaam. Ao longo da vida, perdeu 21 irmãos, ficou viúva duas vezes e viu sete de seus oito filhos morrerem.

As dificuldades financeiras aumentaram quando ela precisou cuidar da mãe idosa. Bibi vendeu a casa que possuía e terminou vivendo em uma construção deteriorada em Mhaga, sem condições básicas para atravessar períodos de mau tempo.

A vida de Bibi antes da nova casa era marcada por perdas e insegurança.

Nos dias mais difíceis, a alternativa era buscar proteção na residência do sobrinho. A entrega da nova casa mudou esse cotidiano ao oferecer abrigo estável, segurança e dignidade na velhice.

Comunidade e pesquisas ajudam a escolher os idosos que recebem moradia

A seleção das pessoas atendidas começa com o apoio da administração distrital e uma reunião da comunidade. Os moradores ajudam a identificar quem vive em habitações precárias e não consegue melhorar a própria casa.

Depois, equipes visitam as famílias e analisam as condições da moradia, a existência de apoio familiar e a posse do terreno. Esse levantamento colocou 45 famílias em uma ordem inicial de prioridade, com atenção especial para viúvas sem rede de apoio.

A ordem final passa por uma votação com participação da Tanzania Women Architects for Humanity e das mulheres em treinamento. A posse segura do terreno também é verificada antes da obra, pois a casa precisa proteger o idoso sem deixar dúvidas sobre seu direito de permanecer no local.

Treinamento coloca 80 mulheres dentro de um setor dominado por homens

A Tanzania Women Architects for Humanity ensina as participantes a testar o solo, produzir tijolos, construir paredes e trabalhar com segurança. As mulheres também recebem apoio para formar pequenos negócios e entrar no mercado de construção.

Treinamento coloca 80 mulheres dentro de um setor dominado por homens.

World Habitat, organização internacional dedicada a soluções de moradia, registrou 80 mulheres treinadas e mostrou que a capacitação vai além da entrega das casas. O conhecimento pode ser usado em novas obras, na melhoria das residências das próprias participantes e na geração de renda.

Parte das mulheres avançou na formação e passou a trabalhar como mão de obra qualificada em outros projetos da comunidade ou no centro de treinamento. As participantes também criaram um grupo de crédito com conta coletiva, usado para pequenos empréstimos e melhorias habitacionais.

Tijolos de solo diminuem compras e aproveitam material retirado do terreno

As casas usam tijolos de solo comprimido, moldados para se encaixar uns nos outros. O solo retirado durante a abertura das fundações e das áreas de banheiro volta para a obra, em vez de ser tratado apenas como descarte.

Produzir os blocos no próprio local reduz a necessidade de comprar e transportar parte dos materiais. Isso ajuda a diminuir custos e tempo, ao mesmo tempo que deixa na comunidade o conhecimento necessário para repetir a técnica.

O projeto combina os tijolos com entrada de luz, ventilação natural e áreas de sombra. As casas também podem captar água da chuva e usar banheiros que economizam água, soluções simples para melhorar o conforto e reduzir gastos de manutenção.

Projeto já entregou 17 casas e plantou 213 árvores na Tanzânia

O trabalho alcançou 17 casas ambientalmente adequadas para idosos e o plantio de 213 árvores frutíferas e de sombra. As árvores ajudam a ampliar as áreas verdes e fazem parte do cuidado com o entorno das novas moradias.

O projeto começou em novembro de 2021 no povoado de Mhaga, distrito de Kisarawe. A iniciativa também mantém um centro de formação para receber mulheres de outras regiões e pretende levar o modelo a mais áreas da Tanzânia.

As casas usam tijolos de solo comprimido, moldados para se encaixar uns nos outros.

A mudança na vida de Bibi mostra que uma casa pode resolver mais do que a falta de um teto. O mesmo trabalho que protege uma idosa também abre espaço para mulheres aprenderem um ofício, conquistarem renda e participarem das decisões da comunidade.

Com materiais locais e trabalho coletivo, a iniciativa liga moradia digna, capacitação feminina e cuidado ambiental. Você acredita que um modelo semelhante poderia ajudar idosos e mulheres em comunidades rurais brasileiras? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta história.

Fonte

World Habitat


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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