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Após perder o pai ainda nos anos finais do ensino fundamental, jovem concilia trabalho de salva-vidas, natação, banda e 28 candidaturas, entra em cinco universidades da Ivy League, Stanford e Georgetown e escolhe Harvard para estudar Governo e Economia
Escrito por Geovane Souza
Publicado em 06/08/2026 às 11:24
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Sienna Jones recebeu respostas positivas de 15 universidades, entre elas Harvard, Stanford, Georgetown, Brown, Cornell, Columbia e Pensilvânia. Aos 18 anos, a estudante de Connecticut transformou uma rotina dividida entre aulas avançadas, trabalho, esporte e música em uma vaga em Harvard.
Sienna Jones estava em casa, cercada pela mãe, pelos irmãos e por amigos próximos, quando começou a abrir os resultados das universidades. O que veio depois foram gritos, lágrimas e uma comemoração que terminou do lado de fora da residência, diante de uma sequência de aprovações que a própria estudante ainda demoraria a compreender.
Em março de 2026, a aluna do último ano da Masuk High School, em Monroe, no estado norte-americano de Connecticut, descobriu que havia sido aceita por cinco universidades da Ivy League. As vagas vieram de Harvard, Brown, Cornell, Columbia e Universidade da Pensilvânia.
A lista não terminou ali. Sienna também entrou em Stanford e Georgetown, duas instituições altamente disputadas, e recebeu ao todo 15 aprovações entre as 28 candidaturas enviadas.
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Depois de comparar os programas acadêmicos, a localização e o ambiente das universidades, ela decidiu estudar em Harvard. A escolha encerrou um processo iniciado no segundo semestre de 2025 e marcado por pesquisas, redações, formulários e diferentes prazos de inscrição.
Das 28 candidaturas vieram aprovações que ela não esperava receber
Sienna planejava inicialmente se candidatar a um número menor de instituições. A lista aumentou durante a pesquisa, quando ela começou a avaliar os cursos, as comunidades acadêmicas e as oportunidades oferecidas por cada campus.
De acordo com a revista PEOPLE, um dos critérios considerados pela estudante foi o senso de comunidade. Ela procurava uma universidade em que pudesse desenvolver seus projetos acadêmicos sem abrir mão de um ambiente acolhedor.
As oito instituições que formam oficialmente a Ivy League são Brown, Columbia, Cornell, Dartmouth, Harvard, Universidade da Pensilvânia, Princeton e Yale. Sienna enviou candidatura para todas e foi aprovada em cinco delas.
Além das universidades da Ivy League, as cartas de Stanford e Georgetown ampliaram as opções. Segundo o jornal local The Monroe Sun, 15 instituições aceitaram a estudante, que chegou a considerar Stanford como uma de suas principais escolhas.
Ela atribuiu os resultados às notas, às atividades extracurriculares e à maneira como apresentou sua trajetória pessoal durante o processo seletivo. Em uma das redações, falou sobre como aprendeu piano sozinha e como o instrumento a ajudou a enfrentar momentos difíceis.
A morte do pai deixou uma orientação que continuou presente nos estudos
O pai de Sienna morreu inesperadamente quando ela ainda frequentava os anos finais do ensino fundamental. A perda ocorreu antes de sua entrada no ensino médio, mas uma orientação deixada por ele continuou influenciando suas decisões.
Segundo a adolescente, o pai ensinava aos quatro filhos que a escola deveria ser levada a sério. Sienna decidiu preservar essa mensagem e passou a assumir disciplinas progressivamente mais difíceis.
O contato com conteúdos avançados não foi encarado apenas como uma maneira de melhorar o currículo. Ela percebeu que gostava das matérias mais exigentes e passou a procurar novos desafios, especialmente nas áreas de governo, política e assuntos públicos.
Sienna é a mais velha de quatro irmãos. Sua mãe, Lisa Jones, de 46 anos, trabalha como enfermeira e acompanhou a abertura dos resultados ao lado da família.
Para Lisa, a quantidade de aprovações foi surpreendente, mas compatível com a disciplina que observou durante os anos anteriores. A mãe descreveu a filha como dedicada, motivada e disposta a cumprir cada compromisso assumido.
A piscina era local de treinamento e também de trabalho
Durante os quatro anos na Masuk High School, Sienna participou da equipe escolar de natação. No último ano, tornou-se uma das capitãs do grupo, assumindo responsabilidades dentro e fora da piscina.
A atuação esportiva ocorria ao mesmo tempo em que ela trabalhava como salva-vidas. O emprego precisava ser conciliado com as aulas, os treinamentos, as apresentações da banda e as inscrições para as universidades.
A adolescente reconheceu que muitas vezes parecia não haver horas suficientes no dia. Na avaliação dela, porém, equilibrar escola, trabalho e esporte ajudou a desenvolver uma capacidade de organização que depois foi usada no processo de candidatura.
Além da natação, Sienna participava da banda da escola e de sociedades de honra acadêmica. A rotina exigia planejamento semanal e o cumprimento de compromissos em horários diferentes.
Ela disse que a experiência ensinou a separar tarefas urgentes, organizar prazos e evitar que uma atividade prejudicasse as demais. Essas habilidades se tornaram decisivas durante os meses de preenchimento das 28 candidaturas.
Uma página de revisão mostrou uma iniciativa que nem o professor conhecia
O desempenho de Sienna não ficou restrito às próprias notas. Quando cursava uma disciplina avançada de governo no segundo ano do ensino médio, ela criou um site completo com materiais de revisão e compartilhou a página com os colegas antes das avaliações.
O projeto foi desenvolvido sem solicitação da escola. O próprio professor responsável pela disciplina não sabia inicialmente que a estudante havia preparado e distribuído o conteúdo.
Penny Ploski, orientadora escolar que acompanhou Sienna, descreveu a jovem como modesta e, ao mesmo tempo, capaz de tomar iniciativas que beneficiavam toda a turma.
A música também ocupava espaço na agenda. Sienna tocava flauta na banda da Masuk High School e participou de apresentações em eventos comunitários e atividades realizadas em instituições locais.
Em casa, ela era vista como referência pelos irmãos mais novos. Lisa afirmou que, por ser a filha mais velha, Sienna assumia naturalmente uma posição de liderança, ainda que os irmãos nem sempre reconhecessem isso abertamente.
Notas, liderança e trabalho ajudaram a formar o perfil da estudante
Universidades norte-americanas como Harvard não analisam apenas as notas dos candidatos. O processo considera desempenho acadêmico, atividades extracurriculares, liderança, participação comunitária, trajetória pessoal e capacidade de contribuir com o ambiente universitário.
No caso de Sienna, as atividades estavam ligadas a responsabilidades concretas. Ela comandava parte de uma equipe esportiva, trabalhava na segurança de banhistas, produzia materiais de estudo para colegas e participava de projetos escolares e comunitários.
A estudante também teve contato com a política local. Em um projeto escolar, acompanhou atividades relacionadas a uma campanha municipal em Monroe e participou de reuniões e análises usadas na organização do trabalho de campo.
A experiência reforçou um interesse iniciado nas aulas de governo. A partir disso, ela passou a considerar uma carreira jurídica e a possibilidade de trabalhar futuramente com política ou administração pública.
Harvard venceu Stanford pela localização, pelo curso e pela comunidade
Embora Stanford estivesse inicialmente entre as favoritas, Sienna escolheu permanecer mais perto de casa. Harvard fica em Cambridge, na região metropolitana de Boston, a cerca de três horas de Monroe por estrada.
A localização pesou na decisão. A estudante afirmou gostar de Boston e considerar que a região poderia favorecer seus planos acadêmicos, profissionais e pessoais.
Em Harvard, ela pretende estudar Governo e Economia. Após a graduação, o plano atual é ingressar em uma faculdade de Direito e construir uma carreira como advogada.
A área específica do Direito ainda não foi definida. A estudante pretende usar os primeiros anos da universidade para conhecer diferentes disciplinas, professores e projetos antes de escolher uma especialização.
A comunidade acadêmica também influenciou a decisão. Sienna considerou que Harvard oferecia a combinação mais adequada entre formação, localização e oportunidades relacionadas aos seus interesses.
A distância permitirá independência sem romper o contato com a família
Para Lisa Jones, a localização de Harvard oferece uma combinação que reduz a preocupação com a saída da filha de casa. Sienna estará longe o suficiente para construir uma rotina independente, mas perto o bastante para receber visitas da família.
A mãe brincou que poderá levar biscoitos quando a filha precisar e ainda retornar para casa no mesmo dia. A proximidade ajuda a diminuir o impacto emocional da mudança, sem impedir que a jovem viva a experiência universitária.
Sienna afirma que a sequência de aprovações não foi resultado de uma única decisão tomada no último ano. Ela relaciona o resultado à constância nas tarefas menores, ao esforço diário e à disposição para se candidatar mesmo quando as chances pareciam reduzidas.
Para a jovem, a principal lição do processo é fazer cada tarefa da melhor maneira possível, sem depender apenas do resultado imediato. O acúmulo dessas escolhas, segundo ela, pode abrir oportunidades que antes pareciam distantes.
O que você achou da trajetória de Sienna e da forma como ela conciliou trabalho, esporte, música e estudos durante o ensino médio? Deixe seu comentário e conte qual parte dessa história mais chamou sua atenção.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

