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Aposentada de 77 anos fica 5 meses sem receber do INSS após cartório do Paraná declará-la morta por engano

Aposentada de 77 anos fica 5 meses sem receber do INSS após cartório do Paraná declará-la morta por engano

RJ

4 min de leitura

Aposentada de 77 anos fica 5 meses sem receber do INSS após cartório do Paraná declará-la morta por engano

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 17/08/2026 às 17:22

Atualizado em 17/08/2026 às 17:24

Legislação e Direito

Imagem ilustrativa representa aposentada de 77 anos que ficou cinco meses sem receber do INSS após ser declarada morta por engano.

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Lady Dornelles, de Nova Iguaçu, descobriu que aparecia como morta no sistema, percorreu órgãos públicos para provar que estava viva e teve o benefício reativado pelo INSS.

Uma aposentada de 77 anos, moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ficou cinco meses sem receber a aposentadoria depois que um registro de óbito foi associado por engano aos seus dados. Lady Dornelles do Nascimento descobriu o problema quando tentou receber o benefício e percebeu que o pagamento havia sido suspenso.

O caso começou em abril, quando Lady entrou em contato com o telefone 135 em busca de explicações. Segundo relato feito ao RJ1, da TV Globo, uma atendente informou que ela constava como morta no sistema do INSS. A partir daquele momento, começou uma sequência de tentativas para corrigir a informação e recuperar a renda.

O problema ganhou uma dimensão ainda maior porque Lady dependia da aposentadoria para viver. Durante os meses sem pagamento, ela afirmou que precisou de ajuda de uma vizinha para comprar alimentos e chegou a recolher latinhas para conseguir algum dinheiro.

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Aposentada descobriu que constava como morta após pagamento do INSS desaparecer

Lady percebeu que algo estava errado quando foi receber a aposentadoria e não encontrou o pagamento disponível. Sem entender o motivo da suspensão, procurou atendimento pelo telefone 135 e ouviu que havia um registro de óbito vinculado ao seu cadastro.

A informação surpreendeu a aposentada, que passou a buscar formas de comprovar que estava viva. Ela procurou a Receita Federal, o Tribunal Regional Eleitoral e uma agência do INSS em Nova Iguaçu, tentando corrigir os dados usados pelo sistema.

A aposentada também providenciou uma nova carteira de identidade. Mesmo com essas iniciativas, porém, o aplicativo Meu INSS continuava indicando que seu benefício permanecia suspenso.

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Caio Aviz

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Cinco meses sem aposentadoria fizeram moradora de Nova Iguaçu depender de ajuda

A suspensão teve impacto direto na rotina financeira de Lady. Sem o pagamento mensal, ela relatou dificuldades até mesmo para comprar alimentos e manter despesas básicas durante os cinco meses em que permaneceu sem receber.

Em entrevista, Lady contou que uma vizinha passou a ajudá-la. A aposentada afirmou que, sem esse apoio, poderia ter passado fome e relatou que houve dias em que não tinha dinheiro para comprar pão.

A situação também levou a aposentada a buscar outras maneiras de conseguir algum recurso. Lady disse que recolheu latinhas para obter dinheiro enquanto esperava pela regularização do benefício, já que vivia sozinha e dependia da aposentadoria.

Registro de óbito emitido por cartório do Paraná foi vinculado aos dados de Lady

O INSS informou posteriormente que identificou a origem do problema. Segundo o instituto, um registro de óbito havia sido associado indevidamente aos dados de Lady Dornelles do Nascimento.

O documento responsável pelo erro havia sido emitido por um cartório localizado no Paraná. Mesmo morando no Rio de Janeiro, Lady acabou afetada porque o sistema utilizado pelo instituto funciona de maneira integrada em todo o território nacional.

Segundo o INSS, informações do Sistema Nacional de Registro Civil são cruzadas para evitar que benefícios continuem sendo pagos depois da morte de segurados. Como o procedimento possui abrangência federal, o estado onde o registro foi feito não precisa coincidir com aquele onde o benefício é mantido.

INSS reativou benefício após cinco meses de suspensão

Depois de meses tentando resolver a situação, Lady teve finalmente o benefício reativado. O INSS informou que a aposentadoria voltou a ficar ativa após a identificação do vínculo incorreto do registro de óbito.

O instituto afirmou que os valores devem ser disponibilizados na conta da aposentada em até 20 dias. O dinheiro referente ao período em que ela ficou sem receber será pago com juros e correção monetária, de acordo com o próprio órgão.

A regularização encerrou a suspensão do benefício, mas ainda deixou questionamentos sobre o tempo necessário para corrigir a falha. O RJ1 perguntou ao INSS por que a aposentadoria demorou cinco meses para ser restabelecida e quais medidas poderiam impedir novos casos semelhantes.

Demora para corrigir erro ainda não havia sido explicada pelo INSS

Até a última atualização da reportagem, o instituto ainda não havia respondido aos questionamentos relacionados à demora na solução do problema. Também não havia apresentado detalhes sobre eventuais medidas para evitar que registros incorretos de óbito afetassem outros beneficiários.

O caso de Lady começou com a associação indevida de um documento emitido no Paraná e terminou após cinco meses de tentativas para recuperar a aposentadoria. Durante esse período, a moradora de Nova Iguaçu precisou procurar diferentes órgãos e emitir um novo documento para demonstrar que continuava viva.

Com o benefício reativado, a aposentada passou a aguardar o pagamento dos valores acumulados, acrescidos de juros e correção monetária. O episódio mostrou como um registro incorreto no sistema foi suficiente para interromper temporariamente a principal fonte de renda de uma beneficiária do INSS.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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