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Aposentada passa anos guardando mais de 30 mil tampinhas plásticas, prende cada peça individualmente na madeira e transforma casa inteira em gigantesco mosaico colorido
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 26/08/2026 às 13:35
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Tampas que normalmente iriam para o lixo foram separadas por cores e fixadas uma a uma até cobrirem paredes inteiras com animais, flores e padrões geométricos.
Uma casa simples de madeira ganhou uma aparência completamente diferente depois que sua moradora começou a guardar tampinhas plásticas de garrafas ao longo dos anos. Em vez de descartar as pequenas peças, a aposentada separou milhares delas por cores e decidiu utilizá-las como matéria-prima para decorar as paredes externas da própria residência.
O trabalho cresceu gradualmente até ultrapassar a marca de 30 mil tampinhas. Cada peça foi presa individualmente na madeira, formando grandes mosaicos que reproduzem animais, flores, figuras geométricas e padrões inspirados em elementos tradicionais da região onde a casa está localizada.
Mais de 30 mil tampinhas foram presas uma por uma
A responsável pelo projeto é Olga Kostina, uma aposentada que começou a acumular tampas plásticas de diferentes cores antes de transformá-las em elementos decorativos. Não existe um registro confiável indicando exatamente quando a coleção começou, mas fontes que documentaram o projeto relatam que o material foi reunido durante anos.
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A quantidade utilizada também costuma aparecer de maneiras diferentes em reportagens publicadas ao longo do tempo. Enquanto algumas mencionam aproximadamente 30 mil unidades, registros ligados às fotografias originais feitas pela Reuters indicam que foram utilizadas mais de 30 mil tampinhas entre a residência e outras pequenas construções existentes no terreno.
O método escolhido por Olga torna o trabalho ainda mais trabalhoso. Em vez de colar grupos de tampas sobre painéis prontos, ela perfurava ou atravessava cada peça pelo centro e utilizava pequenos pregos para fixá-la diretamente nas tábuas de madeira.
Vista de perto, a decoração parece formada por milhares de pontos separados. Quando observada a certa distância, porém, a combinação das cores passa a revelar desenhos completos que ocupam áreas inteiras das paredes.
Animais e desenhos tradicionais passaram a cobrir as paredes
Entre os mosaicos aparecem representações de animais associados às florestas da região, incluindo cervos e esquilos. Outros trechos da casa receberam flores, figuras semelhantes a personagens, formas geométricas e grandes composições coloridas organizadas de maneira simétrica.
Parte dos desenhos foi inspirada em padrões encontrados em bordados e tecidos tradicionais. As tampinhas funcionam como pequenos pixels, permitindo que cores diferentes sejam combinadas para formar contornos, fundos e detalhes que seriam difíceis de produzir apenas com pintura sobre a madeira.
O resultado fez com que praticamente cada parede passasse a funcionar como uma grande tela. Fotografias registradas no início da década passada mostram não apenas a fachada principal, mas também laterais e outras estruturas do terreno recebendo conjuntos diferentes de mosaicos.
Casa fica em pequena comunidade da Sibéria
A residência está localizada em Kamarchaga, uma pequena comunidade situada no território de Krasnoyarsk, na Rússia. A região fica em uma área da taiga siberiana, aproximadamente 80 quilômetros ao sudeste da cidade de Krasnoyarsk.
Casas de madeira são comuns em localidades rurais dessa parte do país, o que tornou a transformação realizada por Olga ainda mais visível. Enquanto as construções vizinhas mantinham fachadas tradicionais, a residência passou a se destacar pelas grandes áreas cobertas por tampinhas de cores intensas.
Com a divulgação das primeiras fotografias, a casa começou a chamar atenção fora da pequena comunidade. Publicações russas e internacionais passaram a reproduzir as imagens, e o imóvel acabou citado como uma curiosidade local criada sem participação de grandes artistas, arquitetos ou empresas especializadas.
Fotografias que tornaram o projeto conhecido foram feitas em 2012
Embora a história tenha voltado a circular internacionalmente em 2026, o projeto não é recente. As imagens que ajudaram a tornar a casa conhecida foram registradas pelo fotógrafo Ilya Naymushin, da Reuters, em 10 de setembro de 2012.
Naquele período, diferentes veículos começaram a publicar fotografias de Olga trabalhando nas paredes e mostrando os mosaicos já concluídos. Poucos dias depois, a história já aparecia em sites de vários países, incluindo publicações brasileiras.
A informação é importante porque algumas reportagens recentes apresentam a transformação da casa como uma novidade. Na realidade, a residência já estava coberta por milhares de tampinhas e havia ganhado repercussão internacional há aproximadamente 14 anos.
Projeto reaproveitou um material normalmente descartado
O uso de dezenas de milhares de tampinhas também fez com que a casa fosse frequentemente apresentada como exemplo de reciclagem ou reaproveitamento de plástico. Em vez de serem descartadas, as pequenas peças receberam uma função permanente na decoração da residência.
Não há, porém, registros confiáveis mostrando que Olga tenha iniciado o projeto especificamente como uma campanha ambiental. Fontes mais antigas descrevem principalmente a iniciativa como uma forma de expressão artística feita com um material simples e facilmente encontrado.
Por isso, o aspecto ambiental pode ser entendido como consequência direta do reaproveitamento do plástico, mas não necessariamente como a motivação original da aposentada. O que está documentado é que milhares de peças que poderiam ter virado resíduo acabaram transformadas em matéria-prima para os mosaicos.
Trabalho transformou uma casa comum em referência visual
O projeto mostra como um objeto pequeno e aparentemente sem valor pode mudar completamente a aparência de uma construção quando utilizado em grande escala. Sozinha, cada tampinha praticamente desaparece na composição, mas milhares delas organizadas por cor criam imagens que podem ocupar paredes inteiras.
Também não existe informação confiável sobre o número de horas de trabalho necessárias para concluir os mosaicos ou sobre a quantidade total de pregos utilizada. Da mesma forma, não há documentação recente suficiente para afirmar qual é o estado atual da residência em 2026.
Mesmo assim, o material registrado em 2012 continua chamando atenção mais de uma década depois. Com mais de 30 mil tampinhas fixadas individualmente, a pequena casa de madeira deixou de ter uma fachada convencional e passou a funcionar como um enorme mosaico construído peça por peça.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

