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Apple prepara uma cartada diferente para a China e desenvolve sua própria IA com Alibaba enquanto monta o quebra-cabeça para levar Apple Intelligence aos iPhones

Apple prepara uma cartada diferente para a China e desenvolve sua própria IA com Alibaba enquanto monta o quebra-cabeça para levar Apple Intelligence aos iPhones

5 min de leitura

Apple prepara uma cartada diferente para a China e desenvolve sua própria IA com Alibaba enquanto monta o quebra-cabeça para levar Apple Intelligence aos iPhones

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 15/08/2026 às 22:56

Atualizado em 15/08/2026 às 22:57

Ciência e Tecnologia

Canal

iPhones em exposição representam a nova estratégia da Apple para inteligência artificial na China, que combina modelo próprio, Apple Intelligence e tecnologia do Alibaba.

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Apple desenvolveu um modelo próprio de inteligência artificial para o mercado chinês com apoio do Alibaba, enquanto prepara uma estratégia que combina Apple Intelligence, Qwen e tecnologias locais nos dispositivos vendidos no país.

A Apple desenvolveu um grande modelo de linguagem especificamente para a China, em uma mudança importante na estratégia adotada pela fabricante do iPhone para oferecer recursos de inteligência artificial no país.

Treinado com apoio do Alibaba Group, o modelo próprio deverá funcionar dentro de uma estrutura que também utiliza tecnologias chinesas. Entre elas está o Qwen, modelo de IA desenvolvido pelo Alibaba.

A estratégia pode proporcionar à Apple maior controle sobre o Apple Intelligence na China, justamente enquanto a companhia enfrenta concorrentes locais, como a Huawei, que avançaram rapidamente na oferta de smartphones equipados com inteligência artificial.

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Apple desenvolve modelo próprio de IA para o mercado chinês

Até então, a Apple vinha recorrendo principalmente a modelos desenvolvidos por parceiros locais para viabilizar seus recursos de IA generativa na China.

Entretanto, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto, a empresa treinou um grande modelo de linguagem próprio para atender especificamente ao mercado chinês. O desenvolvimento contou com apoio do Alibaba.

Apple e Alibaba não comentaram publicamente as informações divulgadas em 14 de agosto de 2026.

A mudança ocorre porque tecnologias norte-americanas utilizadas pela Apple em outros mercados enfrentam limitações no país. ChatGPT, da OpenAI, e Claude, da Anthropic, não estão disponíveis na China.

Por isso, a companhia passou a estruturar uma abordagem específica para um de seus mercados internacionais mais importantes.

Logo da Apple em fachada de vidro, em imagem ilustrativa sobre a estratégia da empresa para desenvolver um modelo próprio de inteligência artificial voltado ao mercado chinês.

Como Alibaba e Qwen entram na estratégia da Apple?

Embora esteja desenvolvendo tecnologia própria, a Apple não abandonará os modelos chineses.

Pelo contrário, o Qwen, do Alibaba, deverá ser incorporado à versão chinesa do Apple Intelligence instalada nos dispositivos compatíveis vendidos no país.

Entre os aparelhos previstos estão iPhone, iPad, Mac e Vision Pro.

Além disso, conforme informações divulgadas anteriormente pela Reuters, a estratégia também deverá incorporar tecnologia desenvolvida pela Baidu.

Dessa maneira, a Apple prepara uma estrutura que combina modelo próprio, Qwen e outras tecnologias locais para disponibilizar inteligência artificial dentro das exigências chinesas.

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Caio Aviz

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Apple chegou a mostrar integração do Qwen com Siri

Outro movimento recente ajudou a revelar como essa aproximação pode funcionar.

Na semana anterior à divulgação sobre o modelo próprio, a Apple publicou um guia em chinês destinado a usuários qualificados de Mac na China continental.

O documento explicava como conectar o Qwen à Siri e ao recurso Ferramentas de Escrita.

Posteriormente, porém, a Apple retirou o guia do ar sem apresentar uma explicação pública.

A iniciativa era específica para computadores Mac e poderia ajudar a companhia na disputa pelo mercado chinês de computadores equipados com inteligência artificial.

Parceria entre Apple e Alibaba começou a ganhar forma em 2025

A aproximação entre as duas gigantes de tecnologia não começou agora.

Em fevereiro de 2025, o presidente do Alibaba, Joe Tsai, confirmou durante a Cúpula Mundial de Governos, em Dubai, que a Apple havia escolhido a companhia chinesa como parceira.

Segundo Tsai, a fabricante do iPhone conversou anteriormente com diferentes empresas chinesas.

No fim desse processo, o Alibaba foi escolhido para trabalhar com a Apple na implementação de inteligência artificial nos smartphones vendidos na China.

Posteriormente, entretanto, o lançamento foi adiado enquanto os recursos eram adaptados às regulamentações chinesas.

Processo regulatório abre caminho para Apple Intelligence na China

O cenário avançou em julho de 2026, depois de um longo processo regulatório.

Naquele momento, a Administração do Ciberespaço da China registrou o serviço de IA generativa da Apple, abrindo caminho para a chegada do Apple Intelligence aos iPhones chineses.

Com isso, a companhia passou a estruturar uma estratégia de duas frentes.

De um lado estará o modelo de IA treinado pela própria Apple especificamente para a China. Do outro, permanecerão tecnologias desenvolvidas por empresas locais, principalmente o Qwen.

Essa combinação também permite que a fabricante adapte seus serviços às exigências impostas às empresas estrangeiras que desejam oferecer inteligência artificial generativa no mercado chinês.

Inteligência artificial vira peça importante na disputa com a Huawei

A chegada do Apple Intelligence ocorre em um momento particularmente importante para a fabricante do iPhone.

A Apple perdeu espaço para concorrentes chineses, enquanto fabricantes locais avançaram rapidamente na integração de recursos de inteligência artificial aos smartphones.

Entre elas está principalmente a Huawei, uma das principais adversárias da companhia no país.

Nesse cenário, a ausência dos recursos de IA nos iPhones comercializados na China vinha sendo apontada como um fator capaz de prejudicar as vendas diante das marcas nacionais.

Por isso, a inteligência artificial passou a ocupar posição estratégica nos esforços da Apple para fortalecer o iPhone no mercado chinês.

Apple ainda não revelou como todas as peças funcionarão juntas

Apesar dos avanços, uma parte importante da estratégia continua sem detalhes públicos.

Ainda não está claro qual será exatamente o papel do modelo desenvolvido pela própria Apple quando estiver funcionando ao lado do Qwen e das demais tecnologias chinesas.

Também não foi explicado como esses diferentes sistemas serão combinados dentro do Apple Intelligence.

Por enquanto, a expectativa é que o Apple Intelligence seja lançado na China nos próximos meses, depois de uma atualização do sistema operacional iOS.

Assim, a estratégia preparada para o país reúne três elementos centrais: tecnologia própria da Apple, inteligência artificial do Alibaba e soluções locais adaptadas às regras chinesas.

E você, acredita que a aposta em uma IA própria, combinada com a tecnologia do Alibaba, pode ajudar a Apple a recuperar espaço diante da Huawei e de outras gigantes chinesas?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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