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Apple solicita liminar contra OpenAI em processo sobre segredos comerciais e amplia disputa judicial envolvendo ex-funcionários e futuros dispositivos de IA
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 04/08/2026 às 15:26
Inteligência Artificial (I.A)
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Apple acusa OpenAI e ex-funcionários de apropriação de informações confidenciais e tenta acelerar produção de provas em processo envolvendo futuros dispositivos de inteligência artificial.
Em 3 de agosto de 2026, a Apple ampliou sua disputa judicial contra a OpenAI ao solicitar uma liminar no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia. A fabricante do iPhone quer impedir que a empresa de inteligência artificial e dois ex-funcionários acessem, adquiram, utilizem ou divulguem supostas informações confidenciais enquanto o processo sobre segredos comerciais continua.
A medida representa uma nova etapa da ação apresentada pela Apple em 10 de julho de 2026 contra a OpenAI, Chang Liu e Tang Yew Tan. Segundo a companhia, os dois antigos funcionários teriam se apropriado indevidamente de informações protegidas para beneficiar a entrada da OpenAI no mercado de hardware de consumo.
Apple acusa OpenAI e ex-funcionários de uso indevido de segredos comerciais
O processo apresentado pela Apple envolve Chang Liu e Tang Yew Tan, dois profissionais que trabalharam anteriormente na fabricante do iPhone e atualmente integram a OpenAI. A companhia sustenta que informações confidenciais teriam sido utilizadas para favorecer projetos relacionados a novos dispositivos de inteligência artificial.
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Chang Liu trabalhou como engenheiro elétrico sênior de sistemas da Apple, enquanto Tang Yew Tan ocupou o cargo de vice-presidente de design de produtos para o iPhone e o Apple Watch. A empresa considera que as funções exercidas pelos dois profissionais deram acesso a informações proprietárias relevantes.
A ação judicial aprofundou uma tensão já existente entre Apple e OpenAI. O conflito ganhou dimensão maior porque envolve não apenas segredos comerciais, mas também os planos da proprietária do ChatGPT para entrar no mercado de hardware de consumo.
Apple quer acelerar produção de provas e obter documentos dos réus
Além do pedido de liminar, a Apple apresentou em 3 de agosto uma moção para acelerar a fase de produção de provas. A empresa pretende obter documentos relacionados ao suposto acesso dos réus a informações proprietárias e segredos comerciais.
A fabricante também pediu que Chang Liu e Tang Yew Tan prestem depoimentos durante o processo. O funcionário da OpenAI Yu-Ting Peng e outro trabalhador não identificado, que anteriormente atuou na Apple, também aparecem entre as pessoas citadas no pedido.
Representantes corporativos da OpenAI e da io Products também poderão ser chamados a prestar depoimentos. A io Products aparece como ré no processo apresentado pela Apple no Distrito Norte da Califórnia.
Pedido de liminar busca impedir acesso e divulgação de informações confidenciais
A liminar solicitada pela Apple pretende estabelecer restrições enquanto o processo principal continua em análise. A empresa quer impedir qualquer acesso, aquisição, utilização ou divulgação das informações que considera protegidas por segredo comercial.
A companhia argumentou ao tribunal que poderá sofrer danos irreparáveis caso a medida não seja concedida. Esse argumento ocupa posição central no pedido apresentado ao juiz responsável pela disputa.
O objetivo da Apple é manter as supostas informações confidenciais protegidas durante a tramitação do processo. A decisão sobre a liminar poderá definir quais restrições serão aplicadas aos réus enquanto a ação judicial segue em andamento.
OpenAI rejeita acusações e afirma não possuir segredos comerciais da Apple
A OpenAI contestou publicamente as afirmações apresentadas pela fabricante do iPhone. Em uma postagem publicada na noite de 3 de agosto, a empresa afirmou que o pedido de liminar estaria baseado em informações falsas.
A companhia declarou que não possui e também não pretende possuir nenhum segredo comercial pertencente à Apple. A resposta coloca as duas empresas em posições opostas sobre a existência e o eventual uso das informações discutidas no processo.
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que a Apple apresentou o pedido para ampliar as restrições e acelerar a obtenção de provas. A disputa judicial deverá definir se houve apropriação indevida das informações citadas pela fabricante.
Disputa entre Apple e OpenAI também envolve futuro do hardware de inteligência artificial
O processo ocorre enquanto a OpenAI avança em direção ao mercado de dispositivos físicos baseados em inteligência artificial. Esse movimento coloca a companhia em uma área tradicionalmente dominada por fabricantes de eletrônicos de consumo.
Analistas acreditam que a OpenAI esteja trabalhando em um telefone ou em outro dispositivo próprio. Esses futuros equipamentos poderiam funcionar sem depender da mesma estrutura de aplicativos e sistemas operacionais utilizada atualmente pelos smartphones tradicionais.
Uma eventual expansão desse tipo poderia desviar parte da atenção dos consumidores do iPhone, principal produto da Apple. Por esse motivo, a disputa também chama atenção para a competição em torno da próxima geração de dispositivos de inteligência artificial.
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Caio Aviz
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Processo ocorre após vitória da OpenAI contra contestação apresentada pela xAI
A batalha judicial começou poucas semanas depois de a OpenAI conseguir se defender de uma contestação apresentada pela xAI, empresa de Elon Musk. O caso também envolvia uma disputa relacionada a segredos comerciais.
A decisão favorável à OpenAI naquela ação ocorreu antes do avanço do processo apresentado pela Apple. O novo conflito, no entanto, envolve ex-funcionários da fabricante do iPhone e informações ligadas diretamente ao desenvolvimento de produtos.
A ação permanece no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia. Agora, a Apple tenta obter a liminar e acelerar a produção de provas enquanto a OpenAI rejeita as acusações sobre o suposto uso de seus segredos
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

