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Área de alto risco em Santo André onde 19 moradias foram desocupadas recebe 245 árvores nativas após retirada de 12 toneladas de resíduos perto da Represa Billings

Área de alto risco em Santo André onde 19 moradias foram desocupadas recebe 245 árvores nativas após retirada de 12 toneladas de resíduos perto da Represa Billings

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Área de alto risco em Santo André onde 19 moradias foram desocupadas recebe 245 árvores nativas após retirada de 12 toneladas de resíduos perto da Represa Billings

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 24/08/2026 às 17:25

Meio Ambiente

Canal

Área do Parque Miami recebeu 245 árvores nativas após desocupação, limpeza e estabilização do terreno. Foto: Divulgação/Semasa.

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Em Santo André, área de 1,5 mil m² no Parque Miami deixou o mapa de risco depois da retirada de 19 moradias, da remoção de 12 toneladas de resíduos e do plantio comunitário de 245 árvores nativas perto da Represa Billings.

Uma área de aproximadamente 1,5 mil metros quadrados no Parque Miami, em Santo André, deixou de integrar o mapa municipal de risco depois de uma sequência de intervenções que incluiu a desocupação de 19 moradias, a retirada de mais de 12 toneladas de resíduos e o plantio de 245 árvores nativas da Mata Atlântica.

O terreno fica na Rua Rio Oiapoque, perto da Represa Billings, e chegou a ser classificado como R4, categoria que identifica risco geológico muito alto. Havia ocupação precária, descarte irregular de lixo, desmatamento e suscetibilidade a deslizamentos.

A conclusão da etapa de reflorestamento foi anunciada em 6 de agosto pela Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e pelo Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André, o Semasa. O trabalho reuniu equipes públicas, moradores e empresas que apoiaram o plantio.

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Terreno abrigava 19 moradias e apresentava risco de deslizamentos

Antes da recuperação ambiental, a área reunia problemas que afetavam tanto a segurança das famílias quanto a proteção da represa. As construções estavam em condições de vulnerabilidade, enquanto o terreno sofria com o descarte de resíduos e com a perda da cobertura vegetal.

Segundo a Prefeitura de Santo André, já havia registro de deslizamento de terra no local. A classificação R4 indicava uma situação de risco muito alto para desastres geo-hidrológicos, exigindo uma resposta que não se limitasse à limpeza superficial.

A Defesa Civil interditou a área e conduziu a desocupação de 19 moradias, em uma operação articulada com as secretarias de Desenvolvimento Urbano e Habitação e de Assistência Social. A medida seguiu as diretrizes do Plano Municipal de Redução de Risco.

O objetivo imediato era afastar os moradores da possibilidade de deslizamento e soterramento. Em comunicado anterior, publicado em 25 de julho, a prefeitura informou que a intervenção estrutural era necessária para proteger vidas e permitir a estabilização do terreno.

A administração municipal não detalhou, nos documentos consultados, o destino individual das 19 famílias. O que foi confirmado é que a retirada das ocupações abriu caminho para as etapas de saneamento, obras e recomposição da vegetação.

Mais de 12 toneladas de resíduos foram retiradas antes do plantio

Depois da desocupação, o Semasa iniciou a limpeza da área. Ao todo, foram removidas mais de 12 toneladas de resíduos acumulados no terreno, um volume que ajuda a dimensionar o nível de degradação encontrado pelas equipes.

A retirada do material veio acompanhada de obras para estabilizar os taludes. Essa etapa foi necessária porque o risco local estava ligado justamente à vulnerabilidade da encosta e à possibilidade de novos movimentos de terra.

Com o terreno limpo e estabilizado, a recuperação avançou para o reflorestamento. A ação integra um Plano de Recuperação de Área Degradada, conhecido pela sigla PRAD, instrumento voltado à recomposição das características do solo, da água e da vegetação.

A proximidade da Represa Billings dá à intervenção uma dimensão adicional. A recomposição da cobertura vegetal ajuda a reduzir a erosão e protege um entorno que também enfrenta pressão de ocupações inadequadas e descarte irregular.

O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos, afirmou que a recuperação contribui para ampliar o sequestro de carbono, reduzir a erosão, recuperar serviços ecossistêmicos e melhorar a qualidade hídrica da região.

Plantio reuniu 245 árvores de mais de 40 espécies da Mata Atlântica

Na etapa concluída em agosto, servidores e moradores plantaram 245 árvores nativas em um espaço de cerca de 1,5 mil metros quadrados. A proposta foi substituir uma paisagem marcada por resíduos e degradação por uma área em recuperação ambiental.

O reflorestamento reuniu mais de 40 espécies arbóreas da Mata Atlântica. Entre as mudas citadas pelo Semasa estão aroeira-pimenteira, pata-de-vaca, araçá-amarelo, cereja-do-rio-grande, grumixama, pitanga, jequitibá-branco, jacarandá-caroba e ipês.

A variedade inclui espécies frutíferas e floríferas, escolhidas para contribuir com a recomposição da biodiversidade local. O plantio foi organizado de forma comunitária, com participação de servidores municipais e moradores da região.

A empresa Cyrela participou com a doação das mudas. A SPMar, concessionária responsável pelos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, também apoiou a iniciativa, segundo o comunicado oficial.

O prefeito Gilvan Ferreira disse que as ações de conservação, fiscalização e recuperação ambiental buscam oferecer mais proteção à população e aos ecossistemas. A prefeitura relaciona o projeto tanto à segurança dos moradores quanto à proteção do ambiente.

Em julho, quando a intervenção ainda estava em andamento, a administração municipal já havia anunciado a previsão de plantar 245 árvores. A atualização divulgada em agosto confirmou que essa etapa foi concluída.

Área saiu do mapa de risco e continuará sob monitoramento

Depois da desocupação das moradias, da remoção dos resíduos, da estabilização dos taludes e do reflorestamento, o terreno deixou de integrar o mapa municipal de áreas de risco, de acordo com o Semasa.

A mudança não significa que a vegetação já esteja plenamente formada. A prefeitura informou que haverá monitoramento e manutenção da área até que as árvores consigam se desenvolver de maneira autônoma.

Esse acompanhamento é necessário porque mudas recém-plantadas dependem de cuidados para se estabelecer. O resultado ambiental esperado envolve a formação gradual da cobertura vegetal e a recuperação das funções naturais do solo.

A intervenção também integra a estratégia municipal de adaptação às mudanças climáticas. Segundo a administração, recuperar áreas degradadas pode ajudar a reduzir processos erosivos, proteger recursos hídricos e ampliar a resiliência urbana.

No Parque Miami, a transformação foi registrada em etapas objetivas: 19 moradias desocupadas, mais de 12 toneladas de resíduos retiradas, 245 árvores plantadas e a exclusão do terreno do mapa municipal de risco.

Na sua opinião, projetos que unem retirada de famílias de áreas perigosas, recuperação ambiental e participação da comunidade deveriam ser ampliados em outras cidades brasileiras? Conte nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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