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Arqueólogos encontram em caverna da Alemanha duas aves de marfim com 40 mil anos, menores que uma unha e pesando menos de 2 gramas, incluindo a menor obra figurativa já identificada na região, descoberta que revela como artistas da Era do Gelo observavam movimentos, penas e comportamentos animais com precisão surpreendente

Arqueólogos encontram em caverna da Alemanha duas aves de marfim com 40 mil anos, menores que uma unha e pesando menos de 2 gramas, incluindo a menor obra figurativa já identificada na região, descoberta que revela como artistas da Era do Gelo observavam movimentos, penas e comportamentos animais com precisão surpreendente

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Arqueólogos encontram em caverna da Alemanha duas aves de marfim com 40 mil anos, menores que uma unha e pesando menos de 2 gramas, incluindo a menor obra figurativa já identificada na região, descoberta que revela como artistas da Era do Gelo observavam movimentos, penas e comportamentos animais com precisão surpreendente

Escrito por Carla Teles

Publicado em 01/08/2026 às 22:13

Ciência e Tecnologia

Aves de marfim revelam esculturas da Era do Gelo na caverna de Hohle Fels, com detalhes preservados há 40 mil anos.  Imagem: Universidade de Tübingen.

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As aves de marfim foram descobertas na caverna de Hohle Fels, na Alemanha, em camadas da Era do Gelo, medem cerca de dois centímetros, pesam 1,3 e 0,7 grama e mostram penas, olhos, bicos e posturas que revelam observação cuidadosa dos animais por artistas pré-históricos da região alemã há milênios.

Arqueólogos da Universidade de Tübingen encontraram duas aves de marfim esculpidas há aproximadamente 40 mil anos na caverna de Hohle Fels, localizada no Jura Suábio, na Alemanha. As pequenas figuras foram recuperadas em camadas arqueológicas do período Aurignaciano e representam pássaros em posturas diferentes, incluindo uma peça considerada a menor obra figurativa da Era do Gelo já identificada naquela região.

As informações foram publicadas pelo HeritageDaily em 30 de julho de 2026, com base em dados divulgados pela Universidade de Tübingen. As esculturas foram encontradas na mesma camada arqueológica, separadas por cerca de 1,5 metro, mas os pesquisadores ainda não sabem se foram produzidas pelo mesmo artista ou por pessoas de gerações diferentes.

Esculturas cabem na ponta de um dedo

 Imagem: Universidade de Tübingen.

As duas figuras possuem dimensões reduzidas, comparáveis ao tamanho de uma unha. A menor delas mede aproximadamente dois centímetros de comprimento, um centímetro de largura e meio centímetro de altura.

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Apesar do tamanho diminuto, as aves de marfim apresentam detalhes anatômicos e comportamentais cuidadosamente trabalhados. Os pesquisadores identificaram olhos arredondados, bico definido, linhas paralelas semelhantes a penas e posições corporais que sugerem movimento ou repouso.

Peças pesam menos de 2 gramas

Uma das esculturas pesa apenas 1,3 grama, enquanto a outra possui aproximadamente 0,7 grama. Juntas, elas não chegam a 2 gramas.

O peso reduzido evidencia o nível de controle necessário para esculpir o material sem quebrá-lo. O marfim de mamute precisava ser cortado, raspado e polido com ferramentas disponíveis há dezenas de milhares de anos.

Menor figura mostra asas abertas

A peça considerada a menor obra figurativa da Era do Gelo na região representa uma ave com as asas estendidas. Parte da asa esquerda não foi preservada, mas o restante da figura permite reconhecer a posição aberta.

Linhas finas gravadas sobre a superfície parecem representar as penas. O bico e o pescoço alongado indicam que o artista não pretendia criar apenas uma forma genérica de pássaro.

Postura pode representar voo ou pouso

Os pesquisadores consideram diferentes interpretações para a ave de asas abertas. A posição pode representar o voo, o pouso sobre a água, uma exibição de cortejo ou um gesto defensivo.

A ausência de uma identificação definitiva mostra como uma peça tão pequena pode conter várias leituras. O comportamento retratado depende da espécie representada e do contexto cultural em que a escultura foi criada.

Segunda ave aparece em repouso

A outra figura está quase completa e mostra um pássaro em posição recolhida. O corpo parece achatado, as pernas estão próximas da estrutura principal e a cabeça foi esculpida junto ao tronco.

Essa postura levou os arqueólogos a sugerir que o animal poderia estar descansando ou chocando ovos. A figura registra uma ação cotidiana, e não apenas a aparência física da ave.

Olhos foram cuidadosamente esculpidos

O pássaro em repouso possui olhos redondos trabalhados diretamente no marfim. O detalhe ajuda a distinguir a cabeça e reforça a intenção figurativa da peça.

Para os pesquisadores, elementos como olhos, bico e penas demonstram que os artistas observavam os animais de perto. As formas não foram produzidas apenas por imaginação ou simplificação abstrata.

Aves de marfim revelam observação da natureza

O professor Nicholas Conard, responsável pelas escavações, destacou que os criadores das peças traduziram observações naturais em figuras reconhecíveis.

As aves de marfim mostram que artistas pré-históricos registravam diferenças de postura, movimento e comportamento. A habilidade de representar esses elementos indica familiaridade constante com as espécies presentes no ambiente.

Espécie ainda não foi confirmada

Os arqueólogos ainda não conseguiram determinar quais aves serviram de modelo. Uma possibilidade é que as esculturas representem perdizes-brancas, cujos ossos aparecem com frequência no registro arqueológico local.

Outras hipóteses incluem tetrazes, aves semelhantes a faisões e até espécies de rapina. O tamanho das esculturas e a estilização de algumas partes dificultam uma classificação segura.

Perdizes-brancas viviam na região

As perdizes-brancas eram animais presentes nos ambientes frios da Europa durante a Era do Gelo. Seus restos encontrados em sítios arqueológicos indicam contato frequente com grupos humanos.

Essas aves poderiam ter importância como alimento, referência sazonal ou elemento simbólico. A presença constante no cotidiano ajudaria a explicar a precisão das posturas representadas.

Marfim veio de presas de mamute

As esculturas foram produzidas a partir de marfim de mamute, matéria-prima utilizada por grupos humanos do período Aurignaciano para criar figuras, adornos e outros objetos.

O material é resistente, mas exige domínio técnico. O artesão precisava considerar a estrutura interna da presa e trabalhar cuidadosamente para evitar rachaduras durante a produção.

Camadas arqueológicas têm 40 mil anos

As aves de marfim foram encontradas em depósitos associados ao período Aurignaciano, fase ligada à presença dos primeiros humanos modernos na Europa.

Essas camadas da caverna de Hohle Fels já forneceram alguns dos exemplos mais antigos de arte figurativa conhecidos. A idade estimada das novas peças é de aproximadamente 40 mil anos.

Peças estavam a 1,5 metro de distância

As duas esculturas foram encontradas na mesma camada arqueológica, mas separadas por cerca de 1,5 metro. Essa proximidade pode indicar que foram utilizadas no mesmo período.

Entretanto, os depósitos se formaram ao longo do tempo. Não há evidências suficientes para afirmar que as duas aves pertenciam à mesma pessoa ou foram produzidas simultaneamente.

Artistas podem ter vivido em gerações diferentes

Mesmo objetos recuperados na mesma camada podem ter sido criados em momentos distintos. Processos naturais e atividades humanas acumulam materiais durante períodos prolongados.

Os pesquisadores avaliam se existe semelhança suficiente entre técnica, acabamento e estilo para relacionar as figuras. A resposta poderá ajudar a reconstruir tradições artesanais dentro da caverna.

Hohle Fels concentra arte antiga

A caverna de Hohle Fels é um dos sítios mais importantes para o estudo da arte pré-histórica europeia. O local integra o conjunto de cavernas e arte da Era do Gelo do Jura Suábio reconhecido pela Unesco.

Além das novas aves de marfim, escavações anteriores revelaram esculturas, instrumentos musicais e outros objetos associados às primeiras expressões artísticas de humanos modernos.

Terceira ave já havia sido encontrada

Hohle Fels já havia fornecido anteriormente uma escultura de ave aquática, localizada há cerca de 25 anos. Com as novas peças, a caverna passa a reunir três figuras de pássaros.

Essa concentração chama atenção porque outros sítios artísticos da mesma região não apresentaram esculturas semelhantes. Neles, predominam representações de mamutes, cavalos e leões-das-cavernas.

Cada caverna pode ter tradição própria

A diferença entre os objetos encontrados nas cavernas sugere que os grupos não produziam exatamente os mesmos temas em todos os locais.

Hohle Fels pode ter desenvolvido uma tradição particular de representar aves. Outros sítios teriam oficinas e preferências próprias, criando assinaturas artísticas distintas dentro da mesma região.

Figuras podem ter sido talismãs

O significado das pequenas esculturas permanece desconhecido. Uma possibilidade é que fossem carregadas como objetos pessoais, talismãs ou símbolos de identidade.

O tamanho e o peso reduzidos facilitariam o transporte. No entanto, ainda não foram identificados furos ou outros elementos que comprovem que as peças eram usadas como pingentes.

Objetos podem ter marcado grupos

As figuras também podem ter representado tradições compartilhadas por famílias ou comunidades. Animais específicos poderiam servir como referências de identidade, memória ou pertencimento.

A repetição de aves em Hohle Fels reforça essa hipótese, mas não permite uma conclusão definitiva. O valor simbólico das peças precisa ser interpretado a partir do conjunto arqueológico, e não apenas de sua aparência.

Movimento diferencia as novas esculturas

Muitas figuras da Era do Gelo mostram animais em posições relativamente estáticas. As novas peças parecem registrar ações específicas.

Uma ave está recolhida e a outra exibe as asas abertas. Essa diferença demonstra interesse por diferentes momentos do comportamento animal, como repouso, reprodução, voo ou defesa.

Artistas observavam penas e posturas

As linhas paralelas gravadas sobre uma das figuras sugerem penas organizadas. A outra escultura concentra detalhes na cabeça e na posição do corpo.

A precisão indica que os artistas analisavam como os animais se movimentavam e ocupavam o espaço. A observação era transformada em pequenas figuras capazes de transmitir ações reconhecíveis.

Aves faziam parte do cotidiano humano

As comunidades da Era do Gelo conviviam constantemente com pássaros. As migrações ajudavam a marcar mudanças sazonais, enquanto chamados podiam sinalizar perigo ou alterações no ambiente.

As aves também poderiam servir como alimento e inspiração sonora. Instrumentos musicais de osso encontrados na região mostram que sons e animais faziam parte das experiências culturais desses grupos.

Exposição reúne as duas descobertas

As duas aves de marfim foram levadas ao Museu de Pré-História e Arte da Era do Gelo, conhecido como Urmu, em Blaubeuren.

Elas integram uma exposição dedicada às miniaturas pré-históricas e devem permanecer acessíveis ao público até 4 de abril de 2027. O museu fica próximo à caverna onde os objetos foram descobertos.

Museu preserva obras históricas

O Urmu reúne alguns dos objetos artísticos e instrumentos musicais mais antigos conhecidos. Entre suas peças mais famosas está a Vênus de Hohle Fels.

A exposição das aves permite observar detalhes que poderiam passar despercebidos em fotografias ampliadas. O tamanho real das peças reforça a habilidade exigida para produzi-las.

Descoberta amplia conhecimento sobre a Era do Gelo

As esculturas revelam que artistas de 40 mil anos atrás não se limitavam a representar grandes animais associados à caça ou ao perigo.

Pássaros pequenos, movimentos discretos e cenas de repouso também despertavam interesse. Esse repertório amplia a compreensão sobre sensibilidade, memória e criatividade nas primeiras comunidades humanas modernas.

Miniaturas preservam uma observação antiga

Mesmo pesando menos de 2 gramas, as peças registram escolhas técnicas e culturais feitas por pessoas que viveram há dezenas de milhares de anos.

As aves de marfim mostram animais em atitudes diferentes e preservam uma forma antiga de olhar para a natureza. Você acredita que essas miniaturas eram objetos pessoais, símbolos de grupos ou apenas manifestações artísticas? Deixe sua interpretação nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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