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Arqueólogos encontram na Turquia escultura de mármore de 1.800 anos com Asclépio e Telésforo, deuses ligados à medicina e à recuperação, em conjunto de 2,2 metros descoberto entre escombros de um portão monumental romano que revela como saúde, cura e religião faziam parte da vida pública em Aspendos

Arqueólogos encontram na Turquia escultura de mármore de 1.800 anos com Asclépio e Telésforo, deuses ligados à medicina e à recuperação, em conjunto de 2,2 metros descoberto entre escombros de um portão monumental romano que revela como saúde, cura e religião faziam parte da vida pública em Aspendos

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Arqueólogos encontram na Turquia escultura de mármore de 1.800 anos com Asclépio e Telésforo, deuses ligados à medicina e à recuperação, em conjunto de 2,2 metros descoberto entre escombros de um portão monumental romano que revela como saúde, cura e religião faziam parte da vida pública em Aspendos

Escrito por Carla Teles

Publicado em 10/08/2026 às 15:43

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Escultura de mármore achada em Aspendos mostra Asclépio e Telésforo e revela a relação entre medicina, cura e religião no período romano. Imagem: Criada com IA

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A escultura de mármore encontrada em Aspendos, na província de Antalya, reúne Asclépio e Telésforo em um grupo de 2,2 metros datado do final do século II d.C.; descoberta entre ruínas de um portão monumental romano, a peça reforça evidências sobre medicina, cura, recuperação e religião na vida pública local.

Uma escultura de mármore com aproximadamente 1.800 anos foi encontrada por arqueólogos durante escavações na antiga cidade de Aspendos, no sul da Turquia. O conjunto, com 2,2 metros de altura, representa Asclépio, divindade grega associada à medicina e à cura, ao lado de Telésforo, figura ligada à recuperação após doenças, e foi localizado entre os escombros de uma estrutura monumental do período romano.

A descoberta foi divulgada em 6 de agosto de 2026 pela HeritageDaily, com base em informações do Ministério da Cultura e Turismo da Turquia. O grupo escultórico apareceu nas ruínas do Portão Monumental situado no lado oeste da Praça Leste de Aspendos, ao longo da chamada Rua do Teatro, em uma área que integrava um dos principais espaços públicos da cidade antiga.

Escultura foi datada do final do século II d.C.

Imagem: Ministério da Cultura e Turismo

Os pesquisadores situam a produção da peça no último quarto do século II d.C., durante o período imperial romano. A datação coloca o conjunto em uma fase em que Aspendos fazia parte da província romana da Panfília e mantinha importantes estruturas urbanas, religiosas e cerimoniais.

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Segundo os arqueólogos citados pela fonte, a qualidade artística e o nível de detalhamento da escultura de mármore tornam o achado especialmente relevante. A composição reúne duas figuras relacionadas a diferentes etapas do processo de cura, permitindo interpretar a peça tanto pelo aspecto artístico quanto pelo religioso.

Asclépio aparece como figura principal do conjunto

A figura de Asclépio domina a composição. Ele foi representado como um homem maduro, barbado e em posição frontal, com o peso do corpo apoiado sobre a perna esquerda.

A parte superior de seu corpo aparece quase descoberta, enquanto um manto, conhecido como himation, passa pelo ombro esquerdo e envolve a cintura e as pernas em dobras profundas. Essa composição segue uma tradição visual associada à representação de Asclépio no mundo greco-romano.

Braço perdido segurava símbolo ligado à medicina

Imagem: Ministério da Cultura e Turismo

Parte do braço direito da figura principal não foi preservada. Ainda assim, os pesquisadores conseguiram identificar como ele originalmente integrava a composição.

O braço teria se apoiado em um bastão envolvido por uma serpente, elemento tradicionalmente associado a Asclépio. O bastão com serpente tornou-se um dos símbolos históricos mais reconhecidos da medicina e da cura, reforçando a identificação da figura representada.

Telésforo aparece em escala menor aos pés de Asclépio

Ao lado da figura principal, os arqueólogos identificaram Telésforo, representado em dimensões significativamente menores. Ele aparece aos pés de Asclépio, criando uma relação hierárquica clara entre os dois personagens.

Telésforo veste uma longa capa com capuz que praticamente esconde todo o corpo. Na tradição religiosa grega, ele estava associado à recuperação e à convalescença, funcionando como complemento simbólico ao papel de Asclépio no tratamento das doenças.

Dupla representa tratamento e recuperação

A presença conjunta das duas figuras chamou atenção dos pesquisadores justamente porque elas representam etapas diferentes relacionadas à saúde. Asclépio está ligado à medicina e ao tratamento, enquanto Telésforo se associa ao processo posterior de recuperação.

A escultura de mármore pode, portanto, representar uma ideia mais ampla de cura, abrangendo desde a doença e o tratamento até a recuperação do paciente. Essa interpretação ajuda a explicar por que as duas divindades aparecem reunidas em um único conjunto escultórico.

Portão Monumental era parte importante da cidade

Imagem: Ministério da Cultura e Turismo

O local onde a peça foi encontrada também aumenta sua relevância arqueológica. O conjunto estava entre os restos desmoronados do Portão Monumental que conduzia à Praça Leste de Aspendos.

Essa área fazia parte de um dos principais espaços públicos da antiga cidade. A posição sugere que a escultura possivelmente esteve originalmente instalada em um ambiente de destaque, embora a fonte não determine exatamente sua posição antes do colapso da estrutura.

Descoberta ocorreu próximo à Rua do Teatro

O Portão Monumental está localizado ao longo da chamada Rua do Teatro, reforçando a conexão entre a escultura e uma zona importante da vida urbana de Aspendos.

A cidade é particularmente conhecida por seu teatro romano, considerado uma de suas construções mais marcantes. A descoberta da escultura de mármore próxima a essa área amplia o conjunto de evidências sobre a organização dos espaços públicos e cerimoniais da antiga cidade.

Achado reforça presença do culto a Asclépio

Os arqueólogos consideram que o conjunto fornece evidências relevantes sobre a adoração de Asclépio em Aspendos durante o período romano.

A localização em uma área pública importante indica que temas relacionados à saúde e à cura poderiam ocupar espaço visível dentro da vida urbana, em vez de permanecer restritos a práticas privadas ou a ambientes exclusivamente religiosos.

Saúde e religião estavam conectadas no mundo romano

Na sociedade antiga, tratamento, crença religiosa e práticas de cura frequentemente apareciam interligados. Divindades associadas à medicina podiam receber oferendas e ocupar espaços relacionados à busca por saúde e recuperação.

A presença de Asclépio e Telésforo em uma mesma obra reforça essa relação. O conjunto mostra como o processo de cura podia ser entendido não apenas de maneira física, mas também religiosa e simbólica.

Aspendos foi importante cidade da Panfília romana

Aspendos integrou a antiga província romana da Panfília e alcançou destaque durante o período imperial. A cidade possuía estruturas monumentais e atividade urbana compatível com sua importância regional.

Seu teatro romano permanece entre as construções mais conhecidas do sítio arqueológico. A nova descoberta acrescenta outra camada à compreensão de Aspendos, especialmente sobre a presença de cultos, produção artística e práticas religiosas dentro dos espaços públicos.

Trabalho integra projeto arqueológico do governo turco

As escavações fazem parte do programa Heritage for the Future, iniciativa conduzida na Turquia para ampliar pesquisas, conservação e valorização de sítios arqueológicos.

O ministro da Cultura e Turismo da Turquia, Mehmet Nuri Ersoy, anunciou publicamente a descoberta e destacou a qualidade da obra. Segundo as informações divulgadas, o conjunto é considerado um exemplo expressivo do trabalho escultórico realizado durante o período romano.

Conservação deve revelar novos detalhes

O trabalho arqueológico não termina com a retirada da peça dos escombros. A escultura ainda precisa passar por etapas de conservação e estudo para que pesquisadores possam examinar detalhes de sua fabricação e contexto.

Essas análises poderão ajudar a compreender melhor como o culto associado à medicina se inseria na vida religiosa e cívica de Aspendos, além de esclarecer características artísticas da peça e sua provável posição original dentro do conjunto monumental.

Escultura de 2,2 metros transforma ruínas em registro da medicina antiga

A escultura de mármore de 2,2 metros encontrada entre os restos do Portão Monumental de Aspendos reúne em uma única composição duas figuras associadas à saúde: Asclépio, ligado à medicina e ao tratamento, e Telésforo, relacionado à recuperação e à convalescença.

Com cerca de 1.800 anos, o conjunto oferece aos arqueólogos mais uma evidência sobre a forma como religião, cura e vida pública se cruzavam no mundo romano. Para você, o que mais chama atenção nesse achado: o tamanho e a preservação da escultura ou o fato de duas divindades ligadas a diferentes etapas da cura terem sido representadas juntas? Conte sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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