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Arqueólogos levantam o piso de uma possível capela medieval nas Ilhas Faroé e encontram pedra rúnica com mensagem de quase mil anos que ainda não foi totalmente decifrada

Arqueólogos levantam o piso de uma possível capela medieval nas Ilhas Faroé e encontram pedra rúnica com mensagem de quase mil anos que ainda não foi totalmente decifrada

4 min de leitura

Arqueólogos levantam o piso de uma possível capela medieval nas Ilhas Faroé e encontram pedra rúnica com mensagem de quase mil anos que ainda não foi totalmente decifrada

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 15/08/2026 às 23:16

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Pedra rúnica em área de escavação arqueológica ilustra a descoberta de uma inscrição de quase mil anos encontrada sob o piso de uma possível capela medieval nas Ilhas Faroé.

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Pedra rúnica encontrada em Á Sondum, na ilha de Sandoy, possui inscrição em nórdico antigo; objetos cristãos reforçam a hipótese de que estrutura funcionou como capela ou oratório medieval

Uma pedra rúnica com uma inscrição ainda parcialmente indecifrada foi encontrada sob o piso de uma antiga construção em Á Sondum, na ilha de Sandoy, nas Ilhas Faroé.

O artefato possui marcas em nórdico antigo. Entre as partes reconhecíveis aparece a expressão “Her hvílur…”, que pode ser interpretada como “Aqui jaz…” ou “Aqui repousa…”.

A descoberta ocorreu durante escavações conduzidas pelo Museu Nacional das Ilhas Faroé, em parceria com a Universidade de Aarhus e o Museu Moesgaard, da Dinamarca.

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Além disso, fragmentos de uma representação da Virgem Maria com o Menino Jesus e uma pequena lamparina foram encontrados no mesmo local.

Agora, arqueólogos investigam se a construção funcionou como capela ou pequeno oratório medieval e se a pedra estava relacionada a um antigo memorial.

Arqueólogo trabalha em escavação nas Ilhas Faroé próximo a uma pedra rúnica, em cenário que remete à descoberta realizada sob o piso de uma possível capela medieval.

Pedra rúnica estava escondida sob o piso da construção

A localização do artefato é uma das principais características da descoberta. Isso porque a pedra rúnica estava incorporada ao piso da estrutura investigada pelos arqueólogos.

Além disso, inscrições rúnicas preservadas são consideradas raras nas Ilhas Faroé. Portanto, o achado pode contribuir para compreender aspectos da sociedade medieval do arquipélago.

Entretanto, a superfície não chegou intacta aos dias atuais.

Partes da pedra foram quebradas ou desgastadas ao longo dos séculos. Consequentemente, trechos importantes da mensagem deixaram de ser facilmente reconhecíveis.

Ainda assim, algumas runas permaneceram preservadas. E justamente essas marcas abriram uma nova frente de investigação.

O que significa a inscrição “Her hvílur…” encontrada na pedra?

Entre as marcas identificadas, a expressão “Her hvílur…” se tornou uma das principais pistas analisadas pelos pesquisadores.

A frase em nórdico antigo pode ser traduzida como “Aqui jaz…” ou “Aqui repousa…”.

Por isso, uma das hipóteses é que a pedra tenha servido como lápide ou memorial.

Contudo, essa interpretação ainda não permite determinar quem teria sido mencionado na inscrição. Da mesma forma, a função original da pedra permanece sem confirmação definitiva.

Para avançar na investigação, os pesquisadores deverão concentrar a análise em pontos importantes:

Assim, cada detalhe preservado poderá ajudar na tentativa de reconstruir partes da mensagem.

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Caio Aviz

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Virgem Maria e lamparina reforçam hipótese de capela medieval

A pedra rúnica não foi encontrada sozinha durante os trabalhos arqueológicos em Á Sondum.

No mesmo local, a equipe encontrou fragmentos de uma pequena imagem representando a Virgem Maria com o Menino Jesus.

Além disso, uma pequena lamparina a óleo também foi localizada.

Esses objetos reforçam a interpretação de que a construção poderia possuir alguma função relacionada ao culto cristão.

Ao mesmo tempo, a própria arquitetura apresenta características compatíveis com essa possibilidade.

O edifício estava orientado no sentido leste-oeste e apresentava entrada pelo lado oeste.

Estruturas semelhantes já foram identificadas em outros pontos das Ilhas Faroé. Dessa forma, os arqueólogos podem comparar Á Sondum com outros possíveis oratórios medievais do arquipélago.

Tecnologia 3D será usada para analisar a inscrição

Após ser retirada do local, a pedra rúnica foi levada ao Museu Nacional das Ilhas Faroé para ser protegida contra novos danos.

Agora, além da avaliação de especialistas em runas, está prevista uma digitalização tridimensional do artefato.

A tecnologia permitirá registrar irregularidades e pequenos detalhes existentes na superfície.

Além disso, o modelo digital poderá ser observado de diferentes ângulos e ampliado durante as análises.

Consequentemente, os pesquisadores poderão estudar as inscrições sem precisar manusear constantemente a peça original.

Esse cuidado é especialmente importante porque o objeto está fragilizado pelo desgaste acumulado durante séculos.

A emissora feroesa KVF também informou sobre o uso dessa tecnologia na investigação.

Quem foi lembrado na pedra encontrada nas Ilhas Faroé?

Apesar das pistas, a principal pergunta levantada pela descoberta ainda permanece sem resposta.

Quem era a pessoa mencionada na inscrição?

Caso a interpretação de “Aqui repousa” seja confirmada, os arqueólogos poderão estar diante de um memorial associado a alguém que viveu ou morreu em Sandoy.

O objeto pertence, ainda, a um contexto medieval no qual tradições nórdicas e cristãs conviviam nas Ilhas Faroé.

Por isso, a pedra, os objetos religiosos e a arquitetura da construção formam um conjunto de pistas sobre a possível utilização daquele espaço.

Entretanto, ainda não é possível identificar a pessoa mencionada ou reconstruir integralmente a inscrição.

Agora, a análise das runas e a digitalização 3D poderão revelar novos detalhes de uma mensagem preservada sob o piso durante séculos.

E você, acredita que a análise das runas e a tecnologia 3D conseguirão revelar quem foi homenageado nessa misteriosa pedra há quase mil anos?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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