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AstraZeneca e Bristol Myers Squibb discutem fusão de quase US$ 400 bilhões e operação pode criar gigante farmacêutica avaliada em cerca de R$ 2 trilhões
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 03/08/2026 às 10:32
Ciência e Tecnologia
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Conversas entre AstraZeneca e Bristol Myers Squibb movimentam o mercado e podem unir duas gigantes globais dos medicamentos contra o câncer.
Uma possível fusão entre duas das maiores farmacêuticas do mundo colocou o setor de saúde no centro das atenções do mercado financeiro.
AstraZeneca e Bristol Myers Squibb (BMS) discutiram nos últimos meses uma combinação que poderia resultar em uma companhia avaliada em quase US$ 400 bilhões.
O valor corresponde a aproximadamente R$ 2 trilhões, considerando as avaliações de mercado apresentadas pelo Financial Times.
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Pessoas familiarizadas com o assunto relataram ao jornal que as negociações podem avançar para um acordo.
Nenhuma operação definitiva, porém, foi anunciada até o momento.
As conversas também podem ser adiadas ou encerradas sem que a fusão seja concretizada.
Possível fusão provoca reação imediata no mercado
A notícia ganhou repercussão nesta segunda-feira, 3 de agosto de 2026, após a divulgação das negociações.
As ações da AstraZeneca chegaram a recuar quase 7% na Bolsa de Londres pouco depois da abertura do pregão.
A farmacêutica britânica apresentava avaliação aproximada de 196 bilhões de libras antes do início daquela sessão.
Esse montante corresponde a aproximadamente US$ 264 bilhões, ou cerca de R$ 1,34 trilhão.
A Bristol Myers Squibb, por sua vez, possuía valor de mercado estimado em US$ 133 bilhões, equivalente a aproximadamente R$ 675 bilhões.
A união das duas companhias, portanto, poderia criar uma farmacêutica com avaliação próxima de US$ 400 bilhões.
AstraZeneca lucra US$ 2,5 bilhões no segundo trimestre
Os resultados recentes da AstraZeneca também ajudam a dimensionar o tamanho da companhia envolvida nas negociações.
O lucro líquido da farmacêutica cresceu mais de 2% no segundo trimestre e alcançou US$ 2,5 bilhões.
O valor corresponde a aproximadamente R$ 12,6 bilhões.
As vendas de medicamentos contra o câncer tiveram participação importante nesse desempenho.
A empresa também pretende ampliar consideravelmente sua presença nos Estados Unidos nos próximos anos.
AstraZeneca espera que o mercado norte-americano represente metade de suas receitas até 2030.
A companhia anunciou anteriormente um plano de investimento de US$ 50 bilhões nos Estados Unidos, aproximadamente R$ 253 bilhões.
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Viviane Alves
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Expansão nos Estados Unidos ganha espaço na estratégia
A presença da AstraZeneca no mercado norte-americano também ganhou outro capítulo em 2 de fevereiro de 2026.
A farmacêutica passou a ter suas ações negociadas na Bolsa de Nova York.
A Bolsa de Londres, entretanto, continua sendo o principal mercado da empresa.
Esse movimento ocorre enquanto a companhia busca ampliar sua participação nos Estados Unidos e fortalecer suas operações no país.
Bristol Myers Squibb dobra lucro e fortalece medicamentos estratégicos
A Bristol Myers Squibb também apresentou resultados financeiros expressivos no segundo trimestre.
O lucro líquido da farmacêutica americana dobrou e alcançou US$ 3,3 bilhões, aproximadamente R$ 16,7 bilhões.
Medicamentos importantes do portfólio contribuíram para o avanço.
O Opdivo Qvantig, voltado ao tratamento contra o câncer, aparece entre os destaques.
O Reblozyl, utilizado no tratamento da anemia, também ajudou nos resultados.
O medicamento cardiovascular Camzyos completou o grupo de produtos citados entre os principais responsáveis pelo desempenho.
Fusão poderia reunir duas potências da indústria farmacêutica
Uma combinação entre AstraZeneca e Bristol Myers Squibb colocaria sob a mesma estrutura duas companhias com forte presença no segmento de medicamentos.
Os tratamentos contra o câncer ocupam posição relevante nos negócios das duas farmacêuticas.
O Financial Times informou que as discussões aconteceram durante os últimos meses.
As fontes consultadas pelo jornal afirmaram que um acordo poderia ser alcançado futuramente.
A possibilidade de adiamento ou encerramento das conversas, entretanto, continua aberta.
Nenhuma fusão foi oficialmente anunciada até agora.
O mercado permanece atento aos próximos movimentos das duas companhias diante do tamanho financeiro que uma eventual combinação poderia alcançar.
Na sua opinião, uma fusão desse porte poderia fortalecer a inovação farmacêutica ou concentrar demais o mercado global de medicamentos? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

