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Atriz de Kill Bill trocou parte da rotina de Hollywood por uma vida fora da rede elétrica, passou a produzir a própria energia, cultivar alimentos, criar abelhas e acolher mais de 20 animais resgatados

Atriz de Kill Bill trocou parte da rotina de Hollywood por uma vida fora da rede elétrica, passou a produzir a própria energia, cultivar alimentos, criar abelhas e acolher mais de 20 animais resgatados

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Atriz de Kill Bill trocou parte da rotina de Hollywood por uma vida fora da rede elétrica, passou a produzir a própria energia, cultivar alimentos, criar abelhas e acolher mais de 20 animais resgatados

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 19/08/2026 às 19:50

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Daryl Hannah passou a dividir a rotina entre Califórnia e Colorado em propriedades com fontes próprias de água e energia, painéis solares, compostagem e produção de alimentos, enquanto transformava o cotidiano longe dos estúdios em uma experiência ligada à sustentabilidade

Conhecida mundialmente por personagens marcantes no cinema, Daryl Hannah construiu fora das telas uma rotina muito diferente daquela normalmente associada às estrelas de Hollywood.

A atriz de filmes como Splash, Blade Runner e Kill Bill passou a dividir seu tempo entre Califórnia e Colorado, nos Estados Unidos, adotando nas duas regiões um estilo de vida descrito como “off-grid”, ou fora da rede convencional de serviços.

Em entrevista publicada pelo The Guardian, Hannah revelou que suas casas possuíam fontes próprias de água e energia, com eletricidade proveniente de painéis solares e sistemas de compostagem nos banheiros.

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Mas a transformação não ficou limitada à maneira como a eletricidade chegava às propriedades.

A atriz também passou a cultivar alimentos, produzir mel, criar abelhas e acolher animais resgatados, construindo uma rotina na qual escolhas ambientais deixaram de ser apenas discurso público para entrar diretamente no cotidiano.

Atriz passou a viver fora da rede elétrica

A expressão off-grid é utilizada para propriedades capazes de funcionar com menor dependência das redes convencionais de energia, água e outros serviços.

No caso de Daryl Hannah, o conceito fazia parte da rotina nas propriedades mantidas na Califórnia e no Colorado.

Segundo o perfil publicado em 2009, as casas utilizavam painéis solares e contavam com fontes próprias de água e eletricidade. Os banheiros adotavam sistemas de compostagem.

A escolha criava uma diferença significativa em relação ao estilo de vida frequentemente associado à indústria cinematográfica.

Em vez de depender exclusivamente da infraestrutura convencional, Hannah buscava soluções capazes de reduzir o consumo de recursos e ampliar sua autonomia.

A preocupação com energia chegava a detalhes técnicos. A reportagem descreveu o interesse da atriz por armazenamento em baterias e novos projetos de turbinas eólicas de baixo perfil.

Daryl Hannah em cenário rural cercado por animais, representação ilustrativa de sua relação com a natureza, o resgate de animais e a adoção de um estilo de vida sustentável fora da rede elétrica.

Painéis solares passaram a fornecer energia às casas

A energia solar ocupava posição central nessa estrutura.

Os painéis solares instalados nas propriedades forneciam eletricidade para as residências, tornando possível manter parte da rotina distante da rede elétrica convencional.

Para Hannah, entretanto, sustentabilidade não significava apenas trocar uma fonte de eletricidade por outra.

O modelo envolvia diferentes aspectos da vida diária, da produção de alimentos ao tratamento de resíduos.

Essa integração entre tecnologias renováveis e hábitos cotidianos ajuda a explicar por que a atriz se tornou conhecida também pelo ativismo ambiental, além da carreira construída no cinema.

Sua relação com a natureza, segundo contou ao jornal, vinha desde a infância.

Aos sete anos, Hannah participou de uma experiência no Colorado em que precisava montar barracas, permanecer em ambiente selvagem, cavar as próprias latrinas e lidar com cavalos. Ela recordou que naquele ambiente se sentia confortável, confiante e tranquila.

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Alimentos começaram a sair da própria terra

Outro elemento importante da rotina estava na alimentação.

Daryl Hannah cultivava a própria comida e levava para uma feira de produtores aquilo que não conseguia consumir.

Também mantinha abelhas e produzia mel.

A propriedade, portanto, não funcionava somente como uma residência afastada dos grandes centros.

Parte dos alimentos consumidos pela atriz podia sair diretamente do local onde vivia, enquanto o excedente retornava à comunidade por meio do mercado de produtores.

Era uma lógica diferente daquela baseada exclusivamente na compra de produtos prontos e no abastecimento convencional.

Com energia solar, cultivo de alimentos, compostagem e produção de mel, diferentes etapas do cotidiano passaram a funcionar dentro de uma mesma proposta.

Mais de 20 animais resgatados encontraram abrigo com a atriz

Talvez um dos detalhes mais marcantes dessa vida longe dos estúdios estivesse espalhado pela propriedade em forma de cavalos, alpacas, cães, galinhas e vacas.

Na época da reportagem, Daryl Hannah mantinha mais de 20 animais, todos descritos como resgatados.

Os animais chegavam de diferentes maneiras.

Em alguns casos, cavalos eram abandonados e um veterinário local entrava em contato com Hannah para saber se ela poderia recebê-los.

A atriz também havia adotado dois cães de um abrigo e relatava encontrar animais abandonados com frequência.

Assim, a propriedade passou a desempenhar outra função além de servir como residência: tornou-se também um espaço de acolhimento para animais que precisavam de um novo lar.

O número chama atenção justamente porque não se tratava de uma criação convencional.

Cavalos, alpacas, galinhas, cães e vacas compartilhavam o espaço como animais provenientes de situações de resgate.

Cabana dos anos 1920 virou refúgio longe da rotina convencional

Na Califórnia, Hannah também mantinha uma relação particularmente simples com a própria moradia.

A reportagem descreveu sua residência em Malibu como uma cabana de apenas um cômodo, originalmente construída na década de 1920 como alojamento de caça.

Do lado de fora, a atriz havia instalado estruturas semelhantes a tendas para receber amigos que atravessavam períodos difíceis.

A simplicidade do espaço contrastava diretamente com a imagem de luxo normalmente associada a celebridades internacionais.

Hannah chegou a definir o local como uma área aberta e selvagem, próxima daquilo que considerava a “borda da civilização”, justamente o tipo de ambiente em que dizia se sentir confortável.

Não significava abandonar completamente o cinema ou desaparecer da vida pública.

A mudança estava principalmente na maneira como organizava sua vida quando as câmeras eram desligadas.

Carros também entraram na transformação ambiental

A tentativa de reduzir a dependência de combustíveis fósseis chegou igualmente à garagem.

Na época da entrevista, Hannah utilizava veículos adaptados para funcionar com gordura residual proveniente de restaurantes, incluindo uma Chevrolet El Camino que havia se tornado uma espécie de marca pessoal da atriz.

Durante outra viagem relatada no perfil, ela insistiu em utilizar um veículo movido a biodiesel.

Essa preocupação estava diretamente relacionada ao ativismo que passou a desenvolver publicamente.

Hannah contou que já estava afastada do petróleo havia alguns anos quando decidiu intensificar sua atuação ambiental depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 e das discussões políticas que se seguiram nos Estados Unidos.

Vida sustentável deixou de ser discurso e entrou na rotina

A trajetória ambiental de Daryl Hannah chama atenção porque diferentes escolhas aparecem conectadas.

Energia solar, fontes próprias de água, compostagem, alimentos cultivados na propriedade, criação de abelhas, produção de mel, combustíveis alternativos e acolhimento de animais resgatados faziam parte de uma mesma rotina.

A atriz continuava sendo reconhecida internacionalmente pelos filmes que marcaram sua carreira, especialmente personagens como a sereia Madison, de Splash, a replicante Pris, de Blade Runner, e Elle Driver, de Kill Bill.

Fora das telas, entretanto, construiu uma vida consideravelmente distante do imaginário tradicional de Hollywood.

Em vez de simplesmente defender mudanças ambientais em entrevistas, Daryl Hannah levou parte dessas ideias para dentro das próprias propriedades e para decisões cotidianas sobre energia, água, transporte, alimentação e animais.

A história mostra como uma estrela acostumada a grandes produções cinematográficas passou a encontrar conforto justamente em uma rotina mais próxima da natureza, produzindo parte daquilo que consome e dividindo seu espaço com dezenas de animais resgatados.

E você, conseguiria trocar parte das facilidades da vida convencional por uma casa com energia própria, alimentos cultivados no terreno e mais de 20 animais resgatados?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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