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Autoridades orientam famílias a manter dinheiro vivo disponível para cobrir ao menos 72 horas de despesas

Autoridades orientam famílias a manter dinheiro vivo disponível para cobrir ao menos 72 horas de despesas

4 min de leitura

Autoridades orientam famílias a manter dinheiro vivo disponível para cobrir ao menos 72 horas de despesas

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 26/08/2026 às 12:48

Atualizado em 26/08/2026 às 12:49

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O Banco da Eslovênia orienta a população a manter uma pequena reserva de dinheiro em espécie capaz de cobrir despesas urgentes por pelo menos 72 horas por pessoa. A recomendação consta de comunicado oficial do Banco da Eslovênia, publicado em 23 de junho de 2026, e integra medidas de preparação para situações em que crises prejudiquem pagamentos eletrônicos ou o acesso a dinheiro.

A autoridade monetária cita tensões geopolíticas, riscos cibernéticos e a frequência crescente de eventos climáticos severos entre os fatores capazes de afetar infraestruturas essenciais. O banco ressalta, porém, que a infraestrutura de pagamentos do país é altamente confiável. A orientação não representa previsão de interrupção nem indicação de problema no sistema bancário esloveno.

Quanto guardar e por que o prazo é de 72 horas

O comunicado não fixa um valor em euros. O parâmetro definido pelo Banco da Eslovênia é uma quantia suficiente para despesas urgentes durante ao menos três dias por pessoa, conforme as necessidades e a capacidade financeira individual. A instituição recomenda priorizar moedas e cédulas de menor valor e informa que a reserva pode ser formada gradualmente.

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A recomendação procura reduzir a dependência de saques feitos depois que uma emergência já começou. Desastres naturais e outros acontecimentos inesperados podem provocar interrupções de energia elétrica ou de internet, impedindo temporariamente cartões, aplicativos bancários e caixas eletrônicos. O dinheiro físico permanece utilizável sem a mesma infraestrutura necessária para autorizar transações digitais.

O banco também aponta o status de moeda de curso legal e a possibilidade de realizar pagamentos sem infraestrutura eletrônica entre as características que tornam o dinheiro relevante em emergências. Isso não equivale a uma orientação para retirar grandes quantias dos bancos. A medida trata de uma reserva limitada a necessidades imediatas.

Dinheiro vivo não substitui alternativas eletrônicas

A orientação combina dinheiro físico com redundância digital. O Banco da Eslovênia recomenda que consumidores considerem manter contas de pagamento em diferentes prestadores de serviços e utilizar mais de um aplicativo de pagamento. A ideia é reduzir a dependência de uma única instituição ou plataforma quando determinado serviço ficar temporariamente indisponível.

O papel do dinheiro em interrupções de infraestrutura também foi analisado pelo Banco Central Europeu em estudo publicado no Boletim Econômico de 2025. O trabalho examinou a pandemia de covid-19, a invasão da Ucrânia pela Rússia, o apagão ibérico de abril de 2025 e a crise da dívida soberana grega. O BCE tratou o dinheiro físico como instrumento de contingência quando a economia, a infraestrutura crítica ou a confiança pública são atingidas.

No apagão ibérico de 28 de abril de 2025, energia e telecomunicações foram afetadas e parte dos sistemas digitais de pagamento ficou indisponível. O BCE registrou queda estimada de 41% a 42% nos gastos presenciais com cartões nas áreas atingidas, em comparação com regiões não afetadas ou níveis normais. O gasto nacional com comércio eletrônico caiu cerca de 54%, com base em dados citados de CaixaBank Research e BBVA Research.

Preparação financeira faz parte de plano mais amplo

O Banco da Eslovênia afirma apoiar as orientações da Administração da República da Eslovênia para Proteção Civil e Assistência em Desastres. A página oficial do governo informa que o sistema nacional busca ampliar a preparação, a resposta a emergências e a manutenção de condições básicas de vida, além de atribuir aos moradores responsabilidade por medidas relacionadas à própria segurança e à proteção de seus bens.

A autoridade monetária apresenta a reserva financeira como parte de uma preparação mais ampla, junto de outros suprimentos essenciais recomendados pela proteção civil. O dinheiro para 72 horas funciona como alternativa temporária caso pagamentos eletrônicos ou o acesso a caixas eletrônicos sejam prejudicados, e não como substituto permanente dos meios digitais.

A situação do sistema financeiro ajuda a separar preparação para emergências de risco bancário imediato. Em 31 de julho de 2026, mais de um mês após a recomendação sobre dinheiro em espécie, o Banco da Eslovênia divulgou resultados dos testes de estresse do sistema bancário e informou que o sistema permanecia estável, resiliente e bem preparado para choques potenciais. O órgão manteve atenção aos riscos associados a possíveis novos choques geopolíticos e energéticos.

Em 21 de agosto de 2026, o Guardian relatou, com base em dados do BCE, que o valor das cédulas de euro em circulação havia alcançado cerca de € 1,6 trilhão em junho. A reportagem citou Áustria, Finlândia, Alemanha, Suécia e Países Baixos entre os países que já recomendavam reservas domésticas para emergências.

Na Eslovênia, a recomendação oficial continua sem definir um valor único em euros. O parâmetro é manter recursos suficientes para despesas urgentes por pelo menos 72 horas por pessoa, preferencialmente em notas pequenas e moedas, enquanto o consumidor preserva mais de uma alternativa eletrônica para pagamentos.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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