As escolas da rede estadual em Tarauacá entram na terceira semana sem aulas por causa do atraso no pagamento dos barqueiros responsáveis pelo transporte escolar. São 60 de trabalhadores que estão sem receber o salário e o aluguel do barco.
Após mais de duas semanas de paralisação, a empresa responsável pelo serviço chamou os barqueiros, na noite desta segunda-feira, para uma reunião on-line e apresentou uma proposta: que todos retornassem ao trabalho e que, na metade do próximo mês, fossem pagos dois meses dos salários atrasados.
A proposta foi recusada pelos trabalhadores. Os barqueiros afirmam que não têm mais condições de voltar ao trabalho sem receber, pelo menos, uma parte do que lhes é devido.
Segundo os trabalhadores, a situação chegou ao limite. Muitas famílias estão enfrentando dificuldades até para garantir alimentos, enquanto os próprios barqueiros também acumulam despesas e compromissos que precisam ser pagos.
Enquanto a empresa adia uma solução, centenas de famílias e estudantes de dezenas de comunidades continuam sendo prejudicados. Pais e alunos já começam a se mobilizar para realizar protestos contra as empresas responsáveis e cobrar uma solução do Governo do Estado.
Nas redes sociais, estudantes também estão manifestando sua indignação. É o caso da aluna Isabeli, da Escola Arivam Carneiro Prado, que publicou uma mensagem de protesto sobre a falta de aulas.
O direito de estudar não pode continuar sendo interrompido por uma dívida trabalhista.
Veja o vídeo da estudante Isabeli e acompanhe a mobilização dos alunos e das comunidades.

